Entrelinhas abordou o tema: Vício devastador
Conheça a história do casal que, viciado em crack, viveu nas ruas e chegou a ser sentenciado de morte
O programa Entrelinhas exibido neste domingo, 11 de janeiro, com apresentação do Bispo Adilson Silva, acompanhado do Pastor Alex Dias, abordou o tema “Vício devastador”.
Dados alarmantes sobre vício
Segundo o Relatório Mundial sobre Drogas 2025 (UNODC), o cenário global é alarmante.
Somente no ano de 2023, 316 milhões de pessoas, entre 15 e 64 anos, consumiram alguma substância ilícita, o que representa cerca de 6% da população mundial. A maconha continua sendo a droga mais consumida, seguida por opioides, anfetaminas, cocaína e êxtase.
No Brasil, em 2021, o SUS registrou mais de 400 mil atendimentos por transtornos mentais e comportamentais relacionados ao uso de drogas e álcool. A maior parte dos casos envolve jovens entre 25 e 29 anos. O uso abusivo do álcool lidera os atendimentos, seguido por cocaína e fumo.
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), álcool e drogas matam mais de 3 milhões por ano.
É possível recuperar por meio da fé
Ao dar início ao programa, o Bispo Adilson comentou:
“A gente sabe que muitas pessoas consideram que o crack, o vício, as drogas, o crime são caminhos que não têm volta. Quem se envereda por um desses caminhos é um caso perdido. Para muitas pessoas é assim. Mas a história que você vai conhecer no programa de hoje vai servir para provar exatamente o contrário. E que é possível sim, através da fé, recuperar uma pessoa que parece que não tem mais jeito para ela (…) A gente não está falando de melhora, não. A gente está falando de novo nascimento, vida nova. É como se fossem outras pessoas dentro do mesmo corpo.”
Ao que acrescentou o Pastor Alex:
“E a pessoa quando entra o ano dizendo ‘Eu tenho uma meta de melhorar. Esse ano eu vou ser melhor’, há quem melhore. No entanto, com o passar do tempo, ela volta para a estaca zero. Então, ela vive oscilando entre altos e baixos. Chega a olhar para a vida dela e pensar: ‘melhorou’. Mas, daqui a pouco, volta tudo de novo. Enquanto não muda, não há uma transformação, não adianta.”
Uma história de vícios
Em seguida, o casal Rodrigo e Jéssica contou a sua história.

Há 8 anos, eles se encontravam no fundo do poço. Ambos, viciados em crack, viveram anos nas ruas, no vício, no tráfico e, além de sofrer com o risco constante de morte, chegaram ainda a ser julgados e sentenciados de morte no tribunal do crime.
Jéssica dos Santos começou a usar drogas aos 11 anos de idade. Moradora de comunidade, ela relatou que o contato com o tráfico e o consumo de entorpecentes era algo visível e comum. “Eu via minha mãe usando. Ia com ela na boca de fumo. Na minha cabeça, se ela fazia, eu também podia”, disse.
O uso começou com cigarro, passou pelo álcool, maconha, loló, cocaína e chegou ao crack, droga que, segundo ela, causou dependência imediata. Aos 12 anos, Jéssica foi morar com um traficante de 48 anos, que a introduziu definitivamente no crack.
Rodrigo dos Santos começou a usar drogas aos 17 anos. Apesar de ter família e trabalho, disse que a curiosidade bem como as amizades abriram a primeira porta para o vício. “A maconha ficou fraca e eu comecei a buscar drogas mais fortes para preencher um vazio”, afirmou.
O crack o levou à perda do emprego, a prisões por roubo e ao rompimento de um relacionamento. Além disso ficou afastado da sua família. “Minha vida foi ficando deplorável. Eu frequentava comunidades, roubava para sustentar o vício e perdi tudo”, contou.
O início de uma transformação
O casal se conheceu já no fundo do poço. Jéssica traficava; Rodrigo roubava. Com o tempo, passaram a atuar juntos no tráfico em comunidades do Rio de Janeiro. O pagamento não era em dinheiro. “Meu salário era droga. Muitas vezes eu não tinha nem o que comer”, disse Jéssica.
Eles dormiam em barracos improvisados, na linha do trem, em áreas conhecidas como Cracolândia. “Era uma vida sem paz, sem expectativa, sobretudo, com medo constante de morrer”, relataram.
Até que uma condição os levou juntos para o tribunal do crime e lá receberam a sentença de morte. Durante o julgamento, os dois foram baleados e espancados. Nesse ínterim, Jéssica já tinha aceitado aquela situação, pois sabia que não sairia viva dali. Rodrigo começou a orar. O seu maior medo não era morrer, mas a sua alma ir para o inferno, pois lembrava do que sua tia obreira falava sobre o assunto.
Segundo ele, após a oração, um dos líderes da comunidade apareceu, interrompeu a execução e determinou que o casal fosse liberado. Para Rodrigo, aquilo foi uma resposta direta de Deus.
A partir disso, a fé marcou um recomeço na vida do casal.
Clique na imagem abaixo e assista a esta história na íntegra:
Por fim, se você conhece alguém que luta com o vício — ou se esse é o seu caso — não deixe de buscar ajuda. Vale destacar aqui que, para quem deseja orientação e oração pode entrar em contato com a central, que funciona 24 horas: (11) 3573-3535
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