Entrelinhas abordou o tema: Janeiro Branco

Conheça a história de um casal que começou marcada por frustrações, mas teve um ponto de virada pela fé

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O programa Entrelinhas exibido neste domingo, 18 de janeiro, com apresentação do Bispo Adilson Silva, acompanhado do Pastor Alex Dias, abordou o tema “Janeiro Branco”.

“Janeiro Branco” é o nome que intitula a campanha originada no Brasil em 2014 e que, ao longo dos anos, ganhou repercussão mundial. Este é um movimento que promove a conscientização e a valorização da saúde mental. Atualmente, um bilhão de pessoas no mundo vivem com algum tipo de transtorno como a ansiedade e a depressão, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Um cenário que causa imensos prejuízos humanos e é um alerta para a população mundial.

O quanto podemos refletir sobre o tema

O início de um novo ano, que para muitos simboliza esperança e recomeço, tem sido marcado por medo, frustração e esgotamento emocional para milhares de pessoas. Desejos não realizados, instabilidade financeira, perdas irreparáveis e notícias constantes de violência e conflitos no Brasil e no mundo afetam diretamente a saúde mental de um indivíduo, gerando ansiedade, insegurança e, em casos extremos, depressão. Diante disso, cresce a necessidade de falar sobre o assunto e buscar ajuda.

Ao dar início ao programa, o Bispo Adilson comentou:

“A palavra frustração envolve aquele sentimento de decepção, porque a pessoa esperava uma coisa e veio outra. E tem gente que vem sendo assim. Há pessoas que já esperaram tanto da vida, da sorte, das pessoas e, a cada dia que passa, só têm decepções. E o que acontece com muitos é que depois de um tempo acabam até perdendo as esperanças. Tem gente que já está desacreditando que amanhã possa ser melhor do que hoje. Aliás, é daí que nasce, por exemplo, a depressão.”

Ao que acrescentou o Pastor Alex:

“E pessoas que já fizeram de tudo humanamente falando. Mudaram a cor da roupa, buscaram em coisas, em pessoas. E entra ano e sai ano, a frustração dela só aumenta. Estamos no ‘Janeiro Branco’, ela entrou o ano crendo em paz, acreditando em paz, mas está vivendo agora em meio à tribulação e aos pensamentos negativos. Mas, ela vai ter uma direção para sair dessa situação.”

Traumas que influenciam escolhas na vida adulta

Em seguida, o casal de enfermeiros, Nestor Silva e Cledna Lopes, contou a sua história.

Cledna contou que veio de uma família destruída. Um lar marcado por violência, alcoolismo e conflitos constantes. Ela cresceu alimentando sentimentos de mágoa e revolta. A convivência com esse ambiente gerou traumas que passaram a influenciar diretamente suas escolhas na vida adulta. Em seu primeiro casamento, reviveu situações semelhantes às que viveu na infância. A relação foi marcada por abandono, dificuldades financeiras e, em um momento extremo de violência, ela chegou a esfaquear o ex-marido.

Após o fim do relacionamento, ainda com a filha pequena com menos de 3 anos de idade, Cledna voltou a morar com os pais. Ela entrou em uma depressão profunda. Mesmo trabalhando na área da saúde, chegou a um ponto de total esgotamento emocional, com pensamentos suicidas. Passou a tomar remédios controlados, e nada conseguia preencher o vazio que sentia. Nesse ínterim, durante uma noite, sua mãe – ao assistir na televisão a programação da Universal – decidiu levar Cledna até a Igreja e ela aceitou.

A mudança que começa de dentro para fora

Nestor também tem raízes num lar desestruturado. Cresceu presenciando brigas e o alcoolismo do pai, o que contribuiu ao desenvolvimento de uma personalidade retraída. Por influência de amizades, encontrou na bebida uma forma de aceitação e também de aliviar suas frustrações. O consumo de álcool evoluiu para o vício que afetou todas as áreas de sua vida. Ele perdeu o emprego mas, nesse ínterim, ganhou uma bolsa para estudar. Foi quando conheceu Cledna na faculdade de enfermagem.

Casaram e tiveram um filho. No entanto, iniciaram um relacionamento de discussões, agressões e muitas separações. Ela chegou a se afastar da Igreja. Quando voltou, o marido ainda não aceitava acompanhá-la. Então, Cledna passou a fazer propósitos até o dia em que ele decidiu ir a uma reunião com a esposa. A virada na história do casal, que começou marcada por frustração, aconteceu quando eles aprenderam a agir a fé. Nestor foi liberto do vício e Cledna teve sua vida emocional restaurada.

Clique na imagem abaixo e assista a esta história na íntegra:

Por fim, se você conhece alguém que luta contra a depressão ou os vícios — ou se esse é o seu caso — não deixe de buscar ajuda. Vale destacar aqui que, para quem deseja orientação e oração pode entrar em contato com a central, que funciona 24 horas: (11) 3573-3535.

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Colaborador

Redação / Fotos: iStock e Reprodução