Entrelinhas aborda como superar a dor da perda
Durante o programa, Flávia Kiyoko relatou os impactos da dependência emocional e o caminho que encontrou para recomeçar
Lidar com perdas faz parte da vida. No entanto, muitas pessoas têm dificuldade para enfrentar a ausência de alguém, o encerramento de uma fase ou a frustração de não alcançar aquilo que desejavam.
Esse foi um dos temas abordados no Programa Entrelinhas exibido no dia 21. Durante a edição, os Bispos Renato Cardoso e Adilson Silva destacaram que o ser humano costuma se preparar para ganhar, mas nem sempre está pronto para perder.
Quando a pessoa deposita toda a sua confiança em algo ou alguém, a perda pode provocar consequências profundas. Por isso, é importante compreender onde está a verdadeira razão de viver.
A dependência emocional agravou o sofrimento
Flávia Kiyoko compartilhou sua história durante o programa. Ela contou que já havia sido obreira, mas, com o passar do tempo, deixou de cuidar da própria vida espiritual, se afastou da fé e saiu da Igreja.

Segundo ela, desenvolveu uma forte dependência emocional em relação à mãe. Após deixar o Brasil para viver no Japão, Flávia passou a enfrentar sentimentos de solidão, tristeza e depressão.
“Eu tinha o coração na minha mãe. Para mim, ela era meu deus. Quando me separei dela, isso me afetou muito”, relatou.
Entre idas e vindas entre o Brasil e o Japão, ela conviveu com esse sofrimento durante cerca de dez anos. Além disso, a situação também afetou seu relacionamento com o marido e os filhos.
A morte da mãe intensificou a crise
A morte da mãe agravou ainda mais o quadro emocional de Flávia. Ela relatou que passou a enfrentar pensamentos de morte, crises de raiva, conflitos familiares e perturbações espirituais.
Nesse período, recebeu diagnósticos de depressão severa, bulimia, anorexia e mania de perseguição. Durante esse período, chegou a tomar 12 tipos de medicamentos por dia e tentou tirar a própria vida diversas vezes.

No programa, os Bispos ressaltaram que problemas espirituais precisam ser tratados em sua origem. Dessa forma, não basta lidar apenas com os sintomas quando a raiz do sofrimento está na alma.
A idolatria pode ocupar o lugar de Deus
A partir dessa reflexão, o Bispo Renato explicou que a história de Flávia revela o que pode acontecer quando uma pessoa transforma algo ou alguém em seu principal apoio.
“Quando esse vínculo se transforma em idolatria, a perda pode levar consigo a própria razão de viver. Isso ocorre porque a confiança estava depositada em uma pessoa, e não em Deus”, disse.

A libertação trouxe uma nova vida
Flávia reconheceu que havia colocado a mãe em um lugar que não deveria ocupar. Com isso, passou a compreender que precisava renunciar àquela dependência emocional e buscar uma transformação interior.
Cansada de sofrer e perto de ser internada, Flávia foi levada pelo marido a uma Igreja Universal. A partir de então, ela iniciou um processo de libertação espiritual.

Nesse processo de transformação, ela participou da Fogueira Santa e fez um voto com Deus. Segundo seu relato, recebeu paz e conseguiu renunciar à idolatria que mantinha em relação à mãe.
Como resultado, hoje, Flávia voltou a servir a Deus, encontrou paz, passou a cuidar da própria salvação e teve a relação com o marido e os filhos restaurada.
Fogueira Santa do Monte Sião
Ao final do programa, os Bispos também falaram sobre o propósito da Fogueira Santa do Monte Sião, que está sendo realizada na Igreja Universal.
Dessa forma, para saber mais sobre o propósito e entender como participar, procure uma Igreja Universal mais próxima de você.
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