Em São Paulo, Polícia Federal prende suspeitos de desviar recursos públicos que seriam destinados ao combate à pandemia
Ao todo foram cinco prisões em uma investigação que apura desvios de mais de 200 milhões de reais da saúde
Em meio à pandemia, enquanto muitas pessoas não conseguem ter acesso à saúde, a Polícia Federal prendeu cinco pessoas, no estado de São Paulo, por desvios de recursos públicos, inclusive federais, no combate à COVID-19. As prisões aconteceram na última terça-feira, 20 de abril, junto com 38 mandados de busca e apreensão em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
A operação denominada Operação Contágio, aconteceu nas cidades de Hortolândia, interior do estado, Mauá, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, ambas na região metropolitana de São Paulo.
A investigação começou após a Controladoria Geral da União (CGU) perceber que uma Organização Social (OS) contratada não apresentava capacidade técnica para prestar serviços aos municípios, o que era indício de uma fraude que movimentou mais de R$200 milhões de reais.
Entre os presos estão um médico veterinário recém-formado e um guarda civil. Além disso, na investigação, oito empresas de fachadas foram identificadas.
Segundo as investigações, o médico veterinário é morador de Presidente Bernardes, no interior de São Paulo, que fica há mais de 400 quilômetros dos municípios que contrataram os serviços.
Na investigação, foi constatado, ainda, que essa organização social, que foi contratada sem licitação, subcontratava outras empresas, às vezes, recém abertas, para prestar o serviço. Contudo, essas empresas também não possuíam expertise na área da saúde.
Os envolvidos devem responder por peculato, fraude à licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
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