Em busca de aceitação, ele entrou para o tráfico

A necessidade de pertencer levou Alessander Feitosa ao mundo do crime. O que parecia oferecer reconhecimento logo deu lugar ao medo, à violência e ao risco constante de morte

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Com o sentimento de não pertencimento e o instinto de sobrevivência despertados ainda na infância, o encanador Alessander Feitosa, de 26 anos, entrou para a criminalidade na adolescência.

Uma infância marcada pela rejeição

Ao crescer em um ambiente familiar marcado por rejeição, brigas e violência doméstica, sem um lar estruturado, Alessander precisou trabalhar desde criança para ajudar no sustento da casa. Nesse período, convivia com um profundo sentimento de solidão e angústia, enquanto a ansiedade e a depressão o acompanhavam diariamente.

A ilusão de pertencer

Em busca de aprovação e de valor pessoal, influenciado por más companhias, conheceu o crime. O que começou com o uso de drogas, como maconha e cocaína, evoluiu para pequenos furtos e, pouco tempo depois, para o tráfico. “Ser aceito naquele meio me trouxe um prazer temporário. Ali eu me sentia valorizado e via resultados no que fazia”, recorda.

Frente a frente com a morte

Os dias passaram a ser dedicados ao que ele acreditava ser seu propósito. Eram horas nas ruas, envolvido com o crime, a ponto de a própria família não saber se ele ainda estava vivo.

Com o tempo, porém, a ostentação, o poder e a sensação de liberdade deram lugar ao medo e à insegurança. Foi então que viveu uma situação de quase morte. “Em uma festa promovida pelo crime, houve uma operação policial inesperada. Em meio à troca de tiros, enquanto tentava fugir e me proteger, via as balas passando perto de mim. Naquele momento, era como se eu estivesse diante da morte.”

Sem saída

No que considera ter sido o seu “fundo do poço”, Alessander descreve um vazio profundo, “como um buraco escuro e sem medida”. Além disso, acumulava dívidas com criminosos e recebia ameaças de morte de facções rivais.

Sem enxergar saída, fez uma oração pedindo a Deus uma oportunidade para mudar de vida. “Quando adolescente, cheguei a frequentar algumas vezes a Igreja Universal, mas nunca tinha assumido um compromisso. Sempre que encontrava os voluntários, eles diziam que ainda havia uma chance para mim. Depois de ter visto a morte de perto, eu disse a Deus que, se a misericórdia d’Ele me alcançasse, eu deixaria tudo por Ele.”

A melhor escolha

Após essa oração, em setembro de 2021, Alessander participou de uma reunião na Universal. Naquele dia, decidiu abandonar o crime, as drogas, as festas e as antigas amizades. “Eu tinha 21 anos quando fiz essa escolha. E, entre tantas decisões da minha vida, confiar em Deus e obedecer à Sua Palavra foi a melhor de todas.”

Segundo ele, a transformação começou naquele dia e se consolidou à medida que colocava em prática os ensinamentos que recebia. “Mas tudo mudou definitivamente quando me batizei nas águas e recebi o Espírito Santo. Foi o Espírito de Deus que me deu a certeza de uma vida nova”, garante.

Um novo começo

Hoje, ele afirma viver uma vida de paz, alegria e liberdade, distante das marcas do passado.

“Agora tenho paz, alegria, uma família e um lar em paz. Sou casado e usamos a nossa vida para levar a Palavra de Deus. Para quem antes eu vendia drogas, hoje ofereço gratuitamente o que recebi do Criador: a salvação. É uma honra, um privilégio.”


Hoje, com a vida transformada, Alessander construiu uma família e dedica sua vida a levar esperança e salvação àqueles que sofrem.

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Colaborador

Camila Dantas / Fotos: Cedidas