Ele queria curtir a vida, mas acabou na prisão

Perivaldo José da Silva desperdiçou anos de sua juventude no mundo das drogas e da criminalidade, até chegar ao limite

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Com o pensamento de que a juventude é o momento de “curtir a vida”, o vigilante Perivaldo José da Silva, de 48 anos, abandonou a fé e passou a juventude mergulhado em festas. “Em todas elas, eu bebia e fumava muito, até que conheci a maconha. Pouco tempo depois, passei para a cocaína e me viciei na sensação de prazer e liberdade que ela me dava”, relembra.

Perivaldo conta que a droga se tornou sua companhia diária. “Para sustentar esse vício, comprei uma arma e comecei a fazer assaltos, até que, um dia, fui preso em flagrante. Fiquei quase três anos preso e, lá, me afundei ainda mais, porque já não tinha perspectiva de vida.”

Os caminhos que o vício abriu

Após deixar a prisão, Perivaldo continuou nos vícios e passou a traficar drogas. Cada vez mais refém da cocaína, ele viu as consequências atingirem também outras áreas de sua vida. “Meus relacionamentos não davam certo e cada decepção me fazia usar ainda mais drogas. Cheguei ao ponto de ter três episódios de overdose e parar no hospital.”

Os problemas que enfrentava eram reflexo de seu estado interior, marcado pelo vazio e por uma profunda tristeza. “Para aliviar a dor na minha alma, por vezes eu me cortava, a ponto de precisar ir ao hospital levar pontos. Mas nada disso tirava aqueles sentimentos”, comenta.

Quando a dor passou a ser interior

Dentro de casa, Perivaldo contava com o apoio da mãe, Hiara Helena da Silva, que já conhecia a fé. Foram anos de orações, jejuns e propósitos pela vida do filho no Altar. “Teve uma ocasião em que passei três dias fora de casa. Meu carro estava cheio de drogas, mas comecei a me lembrar de como me sentia quando frequentava a Universal. Ali, comecei a falar com Deus e pedi
mais uma chance.”

A oração foi acompanhada de uma atitude. No dia seguinte, ele foi à Igreja e decidiu entregar toda a sua vida a Deus. “Naquele dia, eu já saí diferente. Fui liberto. Foi como se nunca tivesse usado drogas na vida. Desfiz as amizades que tinha, mudei os lugares que frequentava, troquei meu número de celular e comecei a participar das reuniões de fé.”

Uma nova chance

A partir de então, sua prioridade passou a ser receber o Espírito Santo. Ele se batizou nas águas e passou a fazer propósitos de fé. “Foi então que chegou um Jejum de Daniel e eu entendi que precisava ter comunhão com Deus. Em uma reunião de quarta-feira, recebi o Espírito Santo. Não senti nenhuma emoção, mas recebi a força d’Ele, a certeza e a paz que tanto procurava.”

O homem que havia perdido tudo por causa dos vícios começou a ver sua vida ser reconstruída. “Eu, que fui presidiário, hoje trabalho com segurança privada. Eu, que não era feliz com ninguém, hoje sou casado e tenho minha família. Tudo o que um dia perdi, Deus restituiu”, conclui.

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Autor

Cinthia Cardoso / Foto: Cedida