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Notícias | 13 de janeiro de 2019 - 00:05


Ele quase perdeu a perna

Conheça a história de Arlindo Xavier. Ele sofreu risco de morte por causa de uma contaminação bacteriana após um quadro de flebite

Em 2015, o eletricista predial e residencial Arlindo Xavier, de 50 anos (foto acima), passou por um procedimento cirúrgico para a retirada de varizes da perna direita. Contudo o problema vascular continuou e ele teve um quadro de flebite. A doença, segundo o especialista Julio Peclat, diretor de publicações da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV), é um tipo de inflamação de uma veia do sistema venoso superficial. Os sintomas são locais, como dores, vermelhidão e sensação de calor e de endurecimento (caroço dolorido). O médico ainda explica que “pacientes com varizes e com trombofilia, que é uma alteração na coagulação, são os mais propícios a terem flebite. O tratamento é feito, na maioria das vezes, com o uso de anticoagulantes e, em alguns casos, é realizada a cirurgia”, esclarece.

Esse procedimento foi o mesmo adotado pelo médico de Arlindo. Ele passou pela cirurgia no dia 9 de setembro de 2015 e, depois de três dias, recebeu alta. Mas, em casa, percebeu que a mesma perna estava um pouco inchada. Inicialmente, ele não deu importância ao que viu, pois pensou que fosse algo que ocorresse normalmente após a cirurgia. Contudo, na madrugada do dia 14 de setembro, ele começou a ter muita febre, dificuldades para respirar e dores insuportáveis na perna.

Assim que amanheceu, a esposa de Arlindo, a autônoma Marcela Moreira da Silva Xavier, de 36 anos (foto a dir.), o levou às pressas para o hospital. “Chegando lá, fui internado com suspeita de embolia pulmonar.” Segundo o especialista Julio Peclat, nesses casos há risco de embolia se o diagnóstico não for feito precocemente por meio da avaliação de um angiologista ou do cirurgião vascular e de um exame chamado Eco Doppler, que verifica se existe trombose venosa profunda (TVP) associada.

Mas, no caso de Arlindo, os médicos constataram que não se tratava de embolia pulmonar e que era preciso investigar o problema. “Sofri três dias com dores insuportáveis, pois não podia usar nenhum tipo de remédio sem antes saber qual era a causa do problema.”

O problema
O caso dele mobilizou várias equipes médicas, inclusive cirurgiões e infectologistas. Eles conseguiram diagnosticar que o eletricista estava contaminado com três tipos de bactérias hospitalares – uma delas era gravíssima e com alto índice de mortalidade. Mais uma vez ele precisava passar por cirurgia, mas não havia garantia por parte dos médicos de que fosse bem-sucedida. Arlindo, naquele momento, corria risco de morte.

Depois da cirurgia, feita em 19 de setembro, em que foram colocados os primeiros drenos, o eletricista foi transferido para a Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) com o quadro ainda gravíssimo, permaneceu isolado e estava ligado a aparelhos. Na madrugada do dia 24 de setembro, ele passou novamente por cirurgia, pois o quadro de infecção na perna direita estava se agravando. No total, foram colocados 18 drenos e, para conter a dor forte, ele era medicado com morfina.

Apesar do problema, Arlindo não perdeu a fé. Ele já frequentava a Universal e conhecia a grandeza de Deus e, por isso, sabia que a sua cura era só uma questão de tempo. “Mesmo nessa situação, tendo sido desenganado, eu sabia que havia algum propósito em tudo que eu estava vivendo.”

No sexto dia de UTI foi constatado que a pior das bactérias não estava mais em seu organismo. Arlindo foi transferido para o quarto. Contudo o que era motivo de felicidade tornou-se foco de preocupação: os médicos lhe informaram que existia ainda a possibilidade de sua perna direita ser amputada, caso o quadro de infecção na região não se estabilizasse.

A fé
O casal se manteve na fé, por meio de orações e unções com a água consagrada pela gota do milagre. Então, um estomoterapeuta (especialista em feridas) soube do caso de Arlindo e se prontificou a ajudá-lo. Foram 40 dias em tratamento com o curativo de pressão negativa, que drenava toda a secreção da ferida da perna.

Uma notícia alegrou a família pouco tempo depois: Arlindo estava pronto para fazer um enxerto. Nessa fase final do tratamento, a fé foi novamente a aliada do eletricista: “a minha fé só aumentava a cada dia. E no final deu certo”, relembra ele.

Ao todo, foram 74 dias internado até receber alta, o que para ele e a equipe médica foi um milagre. “Em nenhum momento eu e minha esposa deixamos de crer ou questionamos o porquê. Somente confiamos.”

O eletricista não ficou com nenhuma sequela, mas apenas com as cicatrizes na perna. Hoje, ele está com a saúde restaurada e desfruta de uma vida completa.


  • Maiara Máximo / Fotos: Cedidas 



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