Ele deixou de ser quem era para tentar se encaixar

Para ser aceito, Fernando Lopes passou a interpretar um papel que não refletia quem realmente era. Quanto mais buscava se adaptar, maior se tornava seu vazio interior

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Durante alguns anos, o gestor de recursos humanos Fernando Lopes, de 32 anos, acompanhou a mãe à Igreja Universal. Embora admirasse o compromisso que ela tinha com Deus, ele conta que frequentava as reuniões apenas por hábito. “Para mim, era uma tradição. Eu ia à Igreja porque fazia isso desde que me entendia por gente.”

Depois de anos vivendo nesse ambiente, Fernando teve o desejo de experimentar uma vida distante dos ensinamentos de Deus, frequentando festas e baladas.

No entanto, ao conhecer essa realidade, ele percebeu que os hábitos daquele grupo não combinavam com sua personalidade. Ainda assim, para ser aceito, decidiu mudar seu comportamento. “Eu criei um personagem para conseguir caber naquele espaço e fazer parte de um grupo de pessoas. Isso afetou minha autoestima. Eu não gostava do meu jeito e tinha vergonha de quem eu era”, admite.

Com o tempo, o vazio interior aumentou a ponto de perder o ânimo para viver. “Eu ficava trancado no meu quarto, com a luz apagada”, relembra.

A decisão de voltar

Foi nesse período que Fernando começou a refletir de forma racional sobre a própria vida e a compará-la com a da mãe e das pessoas que conhecia na Igreja. “O semblante delas nunca foi o de alguém triste ou insatisfeito com a vida que tinha. Então concluí que ali havia algo diferente.”

Essa constatação o levou a voltar às reuniões e praticar os ensinamentos que recebia. Nesse processo, compreendeu a importância de buscar o Espírito Santo. “Entendi que Deus se importava comigo e que, se o meu interior mudasse, todo o restante seria transformado.”

Além disso, Fernando passou a fortalecer a fé por meio da leitura de conteúdos cristãos. “O livro Nos Passos de Jesus me ajudou bastante.”

Pouco tempo depois, recebeu o Espírito Santo e encontrou a paz que buscava. “Passei a ter paz, segurança e, hoje, posso ajudar outras pessoas”, conclui.

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Colaborador

Thayná Andrade / Foto: Reprodução