Ela usou sete medicações neurológicas

Com muitas enxaquecas, Vanessa Oliveira foi vítima de um AVC, mas, pela fé em Deus, venceu a doença e não ficou com sequelas

Imagem de capa - Ela usou sete medicações neurológicas

Após sofrer com fortes crises de enxaqueca em 2020, Vanessa Oliveira, cabeleireira de 43 anos, foi encaminhada ao médico e submetida a exames que não constataram nenhum problema. Ela foi medicada e obteve alívio para as suas dores. Parecia que tudo estava resolvido, mas, em setembro de 2022, as dores retornaram de forma repentina e ainda mais intensas. “Comecei a ter crises espaçadas e depois a frequência se tornou praticamente diária, sem intervalo. Eu só melhorava quando era medicada, mas logo as dores voltavam”, diz.

Isso durou até que um dia nem mesmo os remédios aliviaram as dores. Vanessa foi às pressas para o hospital, pois não as suportava mais. Por já frequentar a Universal e conhecer a fé, ela percebeu que naquele momento não necessitaria apenas da ajuda humana, mas, principalmente, do auxílio da fé. Ela ligou para o pastor, que orou por ela antes que ela chegasse ao centro médico. Ao ser atendida no hospital, foi constatado que sua pressão arterial era de 230×120 mmHg (ou, popularmente, 23×12). “O hospital estava lotado e as dores só aumentavam. Na tentativa de aliviá-la, eu usei uma bolsa de gelo até que fui atendida pela médica”, recorda.

Quando a médica a viu e teve ciência da sua situação, logo se prontificou a atendê-la, pois se tratava de uma emergência. Enquanto isso, ela pedia em orações para que Deus não permitisse que ela sofresse um acidente vascular cerebral (AVC). “Eu sentia como se o meu corpo fosse desfalecer e imediatamente chamei minha irmã, coloquei a mão dela no local em que sentia a dormência na cabeça e fiz uma oração repreendendo aquele mal”, afirma Vanessa.

Naquele momento, Vanessa sentiu um alívio, mas precisou ficar sob cuidados médicos. Foram dez dias de internação e um novo exame mostrou que ela tinha sofrido um AVC isquêmico. Ao receber essa notícia, ela sentiu “o chão se abrir sob os seus pés”, pois só pensava nas possíveis sequelas que poderia ter.

Ela precisou ser transferida imediatamente para um centro médico especializado. “Fui de ambulância na companhia do meu esposo e ainda sentia dores. Antes de sair, peguei a minha Bíblia com o pouco de força que me restava, me ajoelhei no banheiro e disse: ‘Jesus, a minha vida está nas Suas mãos’”.

Ela lembra que no caminho para o novo hospital houve uma luta entre os pensamentos de vida e os de morte, mas com as orações recebeu tranquilidade, apesar de não saber o que poderia lhe acontecer.

A voz no escuro
Ao ter seu caso reanalisado pelo novo médico, Vanessa soube que os novos exames não apontavam problemas. O médico disse que, se houve um AVC, já não havia mais.

Mesmo feliz e agradecida a Deus pela resposta, Vanessa ainda sentia dores na cabeça. Nos dias posteriores à sua volta para casa, as dores foram voltando e piorando e foi quando ela enfrentou uma grande batalha: “eu comecei a ir ao hospital todos os dias, até mesmo para tomar morfina, e, ainda assim, a dor não cessava”. Foram prescritos sete medicamentos para enxaqueca, mas, mesmo com o tratamento, as dores persistiam.

Em uma dessas idas e vindas do centro médico, sem forças, ela deitou na beira da cama e, incapaz de falar, orou em silêncio. “Vinham à minha mente vários pensamentos de medo e de morte, mas, apesar de fraca fisicamente, orei com a minha Bíblia e repreendi os pensamentos e a doença, além de também cobrar o cumprimento das promessas de Deus.”

Nas várias noites de orações, deitada na cama, ela se lembrava das maravilhas que Deus fez no passado e mantinha a certeza de que Ele era o mesmo de outrora. “Então eu ouvi uma voz dentro de mim dizendo para que eu me levantasse porque não sentiria mais dores. Quando me levantei, ainda no escuro, consegui falar com Deus e relembrei da aliança que tinha feito com Ele. Eu disse a Ele que me curasse ou me matasse, porque eu não aguentava nem aceitava mais ficar naquela situação.”

Depois disso, ela começou a melhorar e a se sentir mais forte e, mesmo com algumas crises que ainda enfrentou, ela cria em sua cura total. Em uma ida ao hospital, o médico percebeu que os remédios não estavam lhe fazendo bem e diminuiu a quantidade, mas ela tinha certeza que seriam as últimas vezes que seria medicada. “Depois de quatro dias fui ao especialista e ele retirou totalmente as medicações neurológicas. Depois de realizar novos exames, para a Glória de Deus, não constou mais nada.”

Ela relata que sua saúde foi totalmente restaurada e que hoje não tem dores nem sequelas, o que surpreendeu a equipe médica. “Mesmo em meio a tantas guerras, Jesus se fez notar na minha vida. Eu sou grata a Deus por tudo”, conclui.

O que é acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico?

Ele ocorre quando há obstrução de uma artéria, o que impede a passagem de oxigênio para as células cerebrais, que acabam morrendo. Essa obstrução pode ocorrer por causa de um trombo (trombose) ou de um êmbolo (embolia). O AVC isquêmico é o mais comum e representa 85% de todos os casos.

Quais os sintomas?
Dor de cabeça súbita, intensa, sem causa aparente, alteração da fala ou da compreensão, alteração na visão (em um ou ambos os olhos), alteração do equilíbrio e na coordenação, tontura ou alteração no andar, entre outros.

Existe tratamento?
O tratamento do AVC é feito nos centros de atendimento de urgência, que são os estabelecimentos hospitalares que desempenham o papel de referência para atendimento aos pacientes com AVC. Essas unidades de saúde disponibilizam e realizam o procedimento com o uso de trombolítico, conforme Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) específico.

A reabilitação pode ser feita nos Centros Especializados em Reabilitação (CERS). A melhor forma de tratamento e reabilitação, que podem contar inclusive com medicamentos, é prescrita de acordo com cada caso.

Fontes: Ministério da Saúde e OMS

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Colaborador

Camila Teodoro / Fotos: cedidas