Ela tinha duas opções: perder a perna ou morrer
Conheça a história de Ana Cristina e como seu marido Gefferson agiu a fé em prol de sua cura
Quando o joelho direito da telefonista Ana Cristina Bech, de 53 anos, começou a inchar, ela não imaginou que logo estaria em um centro cirúrgico correndo risco de morte. Ana percebeu o inchaço em uma sexta-feira e no sábado passou a mancar, mas não achou que fosse algo preocupante. No domingo, Ana e seu esposo, o assistente administrativo Gefferson Vaz, de 55 anos, foram à Universal em Curitiba, que frequentam há 23 anos. Ela saiu do culto carregada nos braços do marido direto para o hospital, pois não conseguia apoiar o pé direito no chão por causa da dor.

Inicialmente, a suspeita era de trombose. Ela foi internada, mas os exames não mostraram anormalidade em veias ou artérias. Ana passou a ser medicada, mas foi em vão. Na quarta-feira, para tratar uma inflamação, um dreno seria inserido na perna dela. Seria um procedimento simples e Gefferson não precisaria aguardar no hospital. Ele tinha acabado de chegar em casa quando recebeu a ligação do médico responsável avisando que, ao abrir a perna de Ana, constatou que o estado era muito grave. O que se achava que fosse apenas um inchaço decorrente de inflamação era, na verdade, uma infecção causada por uma bactéria comedora de carne. A bactéria já tinha se alastrado por toda a perna e poderia afetar outros órgãos. Na ligação, o médico foi direto: “para salvá-la, vamos amputar a perna. Já estamos prontos para a cirurgia e liguei para pedir autorização”. Gefferson não permitiu e voltou imediatamente ao hospital. Ao chegar, Ana, que entrou no centro cirúrgico acordada, estava em coma induzido. “A junta médica veio conversar comigo e reforçou que ou amputava a perna dela ou ela morreria. Eu disse que nós criamos em um Deus grande que restauraria a perna dela, pois aquela bactéria já estava morta. Pedi que os médicos aguardassem mais um pouco”, conta.
Indignado, o médico afirmou que era impossível e que, a partir daquele momento, o que acontecesse com Ana seria culpa de Gefferson. Mesmo assim, ele manteve a fé e a decisão. Com as forças de Deus Gefferson se apoiava na fé. “Seria impossível Deus não nos atender. A equipe médica tentou me convencer e até me ameaçou com um processo, mas confiei em Deus e assumi a responsabilidade, pois, se Deus deu vida aos ossos secos, como não daria à minha esposa?” Os “ossos secos” aos quais Gefferson se refere estão em Ezequiel 37. Nessa passagem bíblica, Deus devolveu a vida a um exército de homens mortos cujos ossos estavam secos e amontoados em um vale.
Na quinta-feira, antes de ver como Ana estava, Gefferson orou consagrando as mãos do médico. Ao retornar da UTI, o médico avisou que a situação ainda era delicada e a reavaliaria no sábado. No dia marcado, o próprio médico pediu que Gefferson fizesse outra oração em suas mãos. Ao voltar da avaliação, sorrindo, o médico disse: “lá em cima [no Céu] tem Alguém que gosta muito de vocês. Eu não conheço caso de quem tenha se recuperado neste estágio. Quero pedir a permissão de vocês para levarmos o caso para estudo”.

Hoje, Ana afirma que está viva graças à coragem do marido: “ele fez o que a fé lhe pediu no momento. Não se intimidou. Não olhou para nada nem ninguém e só confiou em Deus e em Sua Palavra”. Ao todo, foram 70 dias de internação tomando antibióticos e três anos de recuperação. Ela teve de reaprender a andar, mas, apesar de o joelho não dobrar em decorrência da remoção de um tendão, ela anda normalmente. Para Gefferson, a fé foi essencial em todo o processo: “foi a hora de colocar em prática o que aprendemos e esta foi a prova viva da existência de Deus. Basta confiar”.
Fasciíte necrosante (bactéria devoradora de carne):
Trata-se de uma infecção bacteriana rara que causa inflamação da fáscia (tecido sob a pele que envolve os músculos, nervos, a gordura e os vasos sanguíneos) e, consequentemente, a morte deste tecido. Ela se espalha rapidamente no corpo e pode ser letal. Existem muitos tipos de bactérias que podem causar esta doença. Especialistas em saúde pública acreditam que os estreptococos do grupo A são a causa mais comum.
Rupturas na pele, como cortes, queimaduras e arranhões, podem permitir a entrada dessas bactérias. Os sintomas se agravam rapidamente e incluem pele vermelha, quente ou inchada, dor intensa e febre.
Ela pode causar infecção generalizada e falência de órgãos. Também pode resultar em complicações para a vida toda, como perda de membros ou cicatrizes graves em razão da remoção cirúrgica do tecido infectado. Embora seja rara, qualquer pessoa pode ter fasciíte necrosante. O cuidado adequado com as feridas ajuda a prevenir infecções de pele.
Consulte um médico imediatamente se tiver esses sintomas após uma lesão ou cirurgia. Mesmo que os sintomas se pareçam com outras doenças, o diagnóstico, o tratamento com antibióticos e uma possível cirurgia, se realizados imediatamente, são importantes para interromper a infecção.
Fonte: Centers for Disease Control and Prevention (Centro de Controle e Prevenção de DoençaS — CDC, em inglês — órgão semelhante à Anvisa, nos Estados Unidos).
Busque sua cura
Para o Bispo Misael Silva, responsável pela Corrente dos 70 no Templo de Salomão, a reação de Gefferson mostra a importância de viver pela fé em Deus: “quando nos apoiamos nesta Palavra não tem como existir dúvida ou ser vencido pelos problemas. A realidade é que muitos estão sendo vencidos porque não se apoiam naquilo que Deus diz. Se você se apoiar na Palavra dEle o impossível se torna possível”.
Para combater uma doença sua ou de um familiar, participe, nesta terça-feira, da Corrente da Cura, em uma Universal, onde muitos milagres têm acontecido. No Templo de Salomão, em São Paulo, as reuniões da Corrente dos 70 acontecem às 10h, 15h e 20h. Para outras localidades, clique aqui e encontre um endereço mais perto.
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