Ela ficou em uma caixa de oxigênio por dez dias
Era isso que dava fôlego à pequena Helena Lima, de apenas 4 meses, que enfrentou uma bronquiolite bastante avançada. Apesar da situação desesperadora, para sua mãe, Glediane da Silva, foi um pontapé para a ação da Fé
O mecânico de refrigeração Carlos Henrique de Souza Lima, de 37 anos, e a monitora escolar Glediane Ferreira da Silva, de 30 anos, são pais de Helena Ferreira Lima, de apenas 4 meses. Em meados de julho, Helena apresentou um quadro que parecia de resfriado, acompanhado de secreção nasal e de outros sintomas clássicos do problema, como indisposição e falta de apetite. Ao ser levada ao hospital, a recomendação médica foi uma lavagem nasal, já que, segundo relata Gleidi, como é mais conhecida, na opinião dos médicos, “não precisaria entrar com corticoide, porque ela é muito pequenininha”. No entanto os sintomas persistiram. “Ela apresentou febre, ficamos preocupados e a levamos à emergência. Foi quando uma pneumonia foi constatada e a médica pediu a internação”, relembra.
No primeiro dia no hospital, Helena permaneceu no quarto, mas a situação piorou. “Entramos domingo à meia-noite e na segunda-feira, por volta da 1h da manhã, ela teve muita dificuldade para mamar. Pedi ajuda à enfermeira, que chamou o pediatra e, quando ele a viu, disse à equipe para descer com a Helena naquele instante. Eu, na minha inocência, achei que fosse para tomar uma medicação e voltar, mas ela foi transferida para a sala amarela, onde dão mais atenção à criança. Ao chegar lá, ela praticamente teve que ser intubada.”
Pouco depois, veio um novo diagnóstico: ela tinha bronquiolite, uma inflamação que afeta os bronquíolos (ramificações dos brônquios que levam o ar para dentro dos pulmões).
SOBRE A BRONQUIOLITE
De acordo com o Hospital Israelita Albert Einstein, a bronquiolite tem causa viral e é desencadeada frequentemente pelo vírus sincicial respiratório (VSR), que ataca, sobretudo, crianças de até 2 anos e, a princípio, se assemelha a um resfriado, com obstrução nasal, coriza e tosse. Estima-se que entre o terceiro e o quinto dia, se o sistema imunológico não for eficiente o suficiente para eliminar o vírus da via aérea superior, o pulmão seja atingido. Por isso, bebês podem apresentar dificuldades para respirar e se alimentar, chiados no peito, cansaço e, em casos mais graves, bastante sonolência.
TODAS AS TENTATIVAS
Gleidi conta que Helena teve uma bronquiolite forte. “Na sala amarela, ela respirava com a ajuda de oxigênio porque, sem ele, a saturação caía muito. Em outras palavras, era difícil que ela saísse (daquela dependência) porque, infelizmente, poderia acontecer o pior.” Helena ficou dentro de uma caixa de oxigênio infantil por dez dias, “praticamente em coma”, observa Gleidi. “Nas trocas de plantão, os médicos orientavam que a maior atenção deveria ser para ela. Nós víamos o quanto ela se esforçava para manter os olhos abertos, mas não tinha forças. Ela chegou a ficar dez dias sem banho e a medicação não lhe trazia melhoras. O raio X era realizado no próprio leito e até um fisioterapeuta foi integrado à equipe para ajudar na recuperação do pulmão”, relata.
Gleidi lembra que os médicos não lhe davam esperanças. “O momento de maior desespero foi quando a médica falou: ‘mãe, fica tranquila que ela não vai piorar’, mas querendo dizer que também não havia expectativa dela melhorar. Outra especialista justificava que o quadro dela decorria da forma como ela tinha chegado ao hospital: parecendo ‘um peixe fora d’água’, com baixa respiração e muito cansaço. Fizemos a comemoração do terceiro mês de vida dela no hospital, já que não sabíamos quando ela sairia dali. Aquilo doía muito e víamos que somente um milagre resolveria o caso dela”.
FÉ À ESPERA
A situação fez com que Gleidi voltasse a participar das reuniões da Universal, pois estava afastada, e tivesse a Fé despertada. “Fizemos o que podíamos com a força do braço e os médicos, com toda sua capacidade, também.
Então, pedi a meu esposo para ficar com ela aos domingos, enquanto eu participava das reuniões. Nos encontros, era falado do uso da Fé e da água consagrada. O único momento que os médicos autorizavam a retirada dela da caixa de oxigênio era para fazer a lavagem nasal. Então, minha Fé me pediu para usar a água consagrada naquele instante e, no primeiro dia que fiz isso, ela conseguiu ficar mais tempo acordada”, afirma.
Helena foi melhorando gradativamente, até que os médicos decidiram retirar a sonda para checar se ela conseguiria mamar com mais facilidade e menos cansaço. Ela conseguiu. “Tivemos alta da sala amarela, voltamos para o quarto, ficamos mais dois dias no hospital e, então, a Helena teve alta médica. Posteriormente, ela precisou usar a bombinha durante um mês e, depois disso, nunca mais a usou”, ressalta. Gleide diz o que aprendeu com esse episódio: “a Fé, como diz a Palavra de Deus, realmente move montanhas, ainda que ela seja do tamanho de um grão de mostarda. É algo que temos que ter e que não podemos perder. Hoje, a Helena está maravilhosamente bem, para a glória de Deus”.
Se você ou alguém da sua família está enfrentando uma doença, participe, na terça-feira, da Corrente da Cura. No Templo de Salomão, em São Paulo, acontece a Corrente dos 70. Os horários são às 10h, 15h e 20h. Você também pode participar em uma Universal mais próxima.
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