Ela estava trilhando um mau caminho

Lilian Cardinot seguiu sua irmã e seus amigos pensando que viveria a liberdade, mas ver a morte de perto a fez despertar para a realidade: aquelas pessoas não a levariam a ter felicidade

A jovem Lilian Cardinot, de 24 anos, apesar de ter acompanhado seus pais à Universal desde pequena e ter uma vida tranquila, enfrentou desde a infância muitos conflitos e inseguranças que a levaram a ter comportamentos e fazer escolhas que prejudicariam sua vida. “Na infância, eu era uma criança vazia, medrosa, tinha pesadelos e complexo de inferioridade. Tenho uma irmã mais velha, ela era minha base de segurança e, por isso, a colocava como um deus na minha vida”, relata.

Com o passar do tempo, sua irmã foi crescendo e se deixou seduzir pelo que o mundo oferecia. Lilian a acompanhava e passou a se interessar pelas mesmas coisas. Lilian conta o que ocorreu naquela época: “minha irmã começou a sair com pessoas erradas e a deixar de ir à escola para sair com os amigos que usavam drogas.

Então, ela aprendeu muito sobre esse mundo e essa ‘liberdade’. Eu sempre ia com ela e presenciava tudo”.

Aos 12 anos, Lilian se tornou uma adolescente ansiosa. Ela descreve que sofria com crises, tristeza e “apertos no coração” e que pensava que acompanhando sua irmã seria feliz e venceria todos os receios e vazios internos. No entanto, embora exibisse uma imagem de alegria e segurança para as pessoas, seus medos só aumentavam. “Além de nada me suprir, o vazio fazia de mim uma adolescente amargurada e infeliz, ainda mais ao lembrar dos ensinamentos dos meus pais referentes a Deus que sempre ficavam martelando na minha cabeça. Isso fazia eu me sentir pior”, revela.

Na convivência com as amizades, em festas e vivendo a “liberdade”, Lilian se deparou com uma cena que nunca esqueceu.

Foi quando entendeu qual era o caminho que estava trilhando: “por mais que eu não tenha usado drogas, eu me relacionava com usuários. Um dia um dos meus amigos sofreu uma overdose e ali entendi que, se eu continuasse no mesmo caminho, não encontraria a verdadeira felicidade”.

Uma nova vida
Depois de ver seu amigo perto da morte, ela refletiu seriamente sobre o que já tinha ouvido sobre Deus e sobre o que estava vivendo. Isso a fez querer mudar o rumo da sua vida. Ela tinha 13 anos. “Decidi me entregar a Deus, pois reconheci que longe dEle não era possível ser feliz. Tomei uma decisão e no domingo daquela semana fui até o Altar e entreguei a minha vida. Com isso, deixei todas as amizades erradas e atitudes que não agradavam a Deus.”

A partir daí, ela encontrou felicidade, segurança e a força que sua irmã, as drogas, as amizades ou aquela falsa liberdade não puderam lhe dar. “Busquei com toda a minha vida o Espírito Santo e quando O recebi, instantaneamente, tive o meu interior transformado. O vazio, os medos e as inseguranças foram vencidos.”

Hoje, ela tem uma vida totalmente diferente e realizada, pois Deus é o Seu Senhor. “Sou feliz, pois o próprio Deus habita em mim e o Espírito Santo é fundamental, pois, sem Ele, não temos direção, não temos consolo nem paz em nossa alma. Deus está em primeiro lugar na minha vida e O vejo me guiar em todas as áreas. Além disso, minha vida e família estão abençoadas”, conclui.

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Autor

Camila Teodoro / Foto: Cedida