E se fosse com você?
As fatalidades de Norte a Sul do País nos chocam e muitas outras são assistidas e sentidas ao redor do mundo. Tudo isso demonstra o quanto a nossa vida está por um triz. Você já parou para pensar nisso?
Era para ser o ponto alto de um passeio turístico de lancha, mas a tarde de 8 de janeiro deixou a região do lago de Furnas, em Capitólio (MG), também conhecida em decorrência de uma tragédia. Inesperadamente, uma rocha se desprendeu, interrompeu a vida de dez pessoas e deixou um saldo de 32 feridas em um dia que não foi um qualquer. Outro episódio aconteceu no mesmo Estado: em 13 de janeiro, a população de Ouro Preto ficou paralisada em razão do deslizamento do Morro da Forca, cujas imagens de pânico dos moradores viralizaram nas redes sociais.
Outras fatalidades ganharam destaque recentemente. Em dezembro de 2020, um ciclone extratropical formado na costa sul do País provocou chuvas intensas em cidades do sul da Bahia e algumas ficaram totalmente inundadas. Segundo um levantamento da Defesa Civil estadual, houve 26 mortes e 520 feridos. Um mês antes, a queda de um avião perto de uma cachoeira na cidade de Piedade de Caratinga, no interior mineiro, prendeu a atenção do Brasil com a morte precoce da cantora Marília Mendonça e de outras quatro pessoas e, em setembro, a cidade de Piracicaba, no interior de São Paulo, ficou abalada com a morte de sete pessoas por causa da queda de uma aeronave.
E não parou por aí: nos Estados Unidos, uma onda de frio histórica deixou o Texas, em fevereiro de 2021, abaixo de 20 graus negativos e provocou 231 mortes. Em contrapartida, o verão canadense deixou um rastro de pelo menos 570 mortos na província da Colúmbia Britânica, ocasionadas por uma onda de calor com temperaturas em torno de 50°C. Já em agosto foi a vez do sudoeste do Haiti ser literalmente sacudido por um terremoto de magnitude 7,2 na Escala Richter, um desastre que deixou 2.189 mortos.
Questão especial
A primeira pergunta que muitos se fazem diante de uma fatalidade é: seria possível prever e evitar tragédias e mortes? A Sociedade Brasileira de Geologia (SBG) chegou a considerar o que houve em Capitólio uma “tragédia que poderia ter sido evitada”. Vídeos que viralizaram na internet mostram a tentativa de alguns turistas de alertar quem estava nas lanchas ao perceberem o desprendimento de algumas pedras. Fato é que muitos indícios ocorrem diante de nossos olhos todos os dias espiritualmente falando, mas poucos se dão conta do que está realmente acontecendo.
Além disso, em meio a tantos questionamentos, há outros que acabam sendo “engolidos”, como, por exemplo, e se fosse com você? E se hoje fosse o seu último dia? O que acontece com você depois do que viveu aqui?
Em Eclesiastes 12.7, Salomão pontua que, ao morrer, o corpo volta para o pó e o espírito volta para Deus, mas e a alma? Ora, ninguém vai ficar para a semente. Se quem está aqui, muitas vezes, não sabe responder com exatidão o que vai acontecer, quem já foi é perfeitamente capaz de entender o que se passa no momento em que a alma descola do corpo e quase tudo se acaba. Embora o ser humano seja frágil, está sob seu poder definir o que acontecerá consigo após sua morte.
QUEM SOMOS
Quando Deus criou o homem, o fez à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1.26-27, 2.7 e 16-17): “E disse Deus: Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; e domine (…). E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou. (…) E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente. (…) E ordenou o Senhor Deus ao homem, dizendo: De toda a árvore do jardim comerás livremente, mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás.”
Assim como Deus é Trindade (Pai, Filho e Espírito Santo), Ele nos fez com espírito, alma e corpo. O espírito pertence à mente, à razão, ao intelecto, destacou o Bispo Edir Macedo: “quando Deus fez Adão e Eva, os fez com espírito para entender Sua Voz e dominar toda a terra com sabedoria e entendimento.” Em uma recente meditação nas redes sociais, ele explicou que a imagem e semelhança de Deus não se referem a “uma imagem física, mas espiritual” e que a alma “é uma substância incorpórea que usa nosso corpo – tanto que, quando a alma descola do corpo, ele não vale mais nada”.
A VIDA POR UM FIO
Não há exagero quando o livro de Gênesis mostra que aquela decisão no início da Humanidade foi capaz de corrompê-la. Desde então, o que foi escrito – “o dia em que dela comeres, certamente morrerás” – tem se cumprido todos os dias e não se refere à morte física, mas espiritual. Embora muitas pessoas possam até ter aparentemente tudo, elas são vazias. Isso porque, ao desobedecer a Deus, houve uma desarmonia no interior do homem. “A alma viu que o espírito desobedeceu a Deus e se tornou rebelde também ao espírito humano. Então é assim: essa guerra nós travamos a cada dia, a cada momento entre o nosso querer e o nosso coração, a nossa alma. Ela conflita com o espírito e aí vêm as perdas e é nesse processo de perdas que muitos perdem a Salvação. Quem decide o destino da alma é a nossa consciência. A alma vai perecer ou vai viver para a eternidade como a nossa consciência decidir. A alma é a maior preciosidade que a pessoa tem”, expôs o Bispo Macedo.
Se a condenação eterna provocada pelo pecado é capaz de afastar a obra mais preciosa do Próprio Criador, para desfazer esse embaraço, Deus entregou Seu Filho por amor a cada um de nós.
Assim, quando alguém decide se entregar completamente a Deus, esse fato muda tudo.
Em Eclesiastes 12.1-8 há um apelo para se lembrar do Criador todos os dias: “(…) antes que venham os maus dias, (…); Antes que se escureçam o sol, e a luz, e a lua, e as estrelas, e tornem a vir as nuvens depois da chuva; (…). Antes que se rompa o cordão de prata, e se quebre o copo de ouro (…).” Como está descrito, essa entrega deve acontecer antes que se rompa o fio de prata, ou seja, antes do último suspiro. Afinal, a maior promessa que Deus nos fez é a vida eterna (1 João 2.25) e ela se concretiza a partir do instante que se conhece verdadeiramente a Deus e ao Senhor Jesus (João 17.3).
E SE O TETO CAIR?
A secretária Luciana de Jesus Silva, (foto abaixo) de 44 anos, conta que, por anos, conviveu com brigas constantes com a mãe, que abertamente lhe falava que queria tê-la abortado. “Aos 15 anos, descobri que quem eu pensava que fosse meu pai não era e fiquei com muita raiva da minha mãe. Ela sempre dizia que eu não seria feliz e que quando eu tivesse um filho ele faria comigo pior do que eu fiz com ela. Eu a odiava”, diz.

Aos 18 anos, Luciana se relacionou com uma pessoa 18 anos mais velha do que ela. “Então, fiz dele o meu tudo.” Até que, em 1987, a mãe dela passou a frequentar a Universal e as brigas entre elas acabaram. A mãe de Luciana a convidava para acompanhá-la nas reuniões, mas ela recusava o convite. “Eu falava que não iria porque o Bispo Macedo roubava as pessoas”, lembra. Entretanto, depois de 11 anos, em 4 de setembro de 1998, ela decidiu ir a uma vigília na Universal de Osasco (SP). “Foi a primeira vez que fui à Igreja Universal”, recorda.
Naquele dia, Luciana relembra que a pergunta que o Pastor fez a incomodou. Ele disse: “e se hoje for seu último dia, para onde você vai?” A resposta vinda do íntimo de cada um deveria vir acompanhada de uma atitude: a entrega a Deus. E foi o que Luciana fez. “Todos ficaram de joelhos.Eu nem sabia falar com Deus, mas disse que deixaria tudo para ficar com Ele. Nesse instante, o teto da Igreja caiu. Tive um leve desmaio e, após recobrar a consciência, localizei minha irmã e minha mãe e comecei a salvar as pessoas. Ali, no meio daquele desastre, tive meu Encontro com Deus e nunca mais saí da Universal e da Presença dEle”, descreve.
Tragédias e fatalidades acontecem a todo instante e tanto Luciana como as outras 1.500 pessoas que estavam naquela vigília são provas de que situações como aquela podem acontecer quando menos se espera. De cara com a morte, Luciana sentiu na pele quão valiosa é a Salvação e passou a se olhar como uma alma – e, quando uma pessoa passa a se enxergar como alma, ela nunca mais é a mesma. “Naquela noite, eu vi o quanto eu era importante para Deus. Mesmo sendo quem eu era, Ele mostrou que eu era especial para Ele e que tinha um Pai de verdade. Hoje meu passado foi esquecido e vivo a verdadeira felicidade porque o Espírito Santo habita em mim”, conclui.
O mais importante
Muitos estão na Igreja apenas para resolver problemas e alcançar bênçãos e é fato que a maioria já chega à Universal pensando desta forma. Quem é assim, espiritualmente desinteressado, permanece nessa postura por muito tempo. É certo que as promessas de Deus e a Sua Palavra não são contos ou fábulas e que a vida com abundância prometida por Ele é consequência da manifestação da Fé inteligente. No entanto isso não deve sufocar a busca incessante da Salvação da alma.
Neste sentido vale lembrar da história bíblica de duas pessoas que tinham um conhecimento prévio da Palavra de Deus: o rico, que se “vestia de púrpura e linho fino e vivia no luxo todos os dias”, e o pobre, mendigo, cujo nome era Lázaro que, coberto de chagas, ansiava comer o que caía de sua mesa (Lucas 16.19-31). Até que “chegou o dia em que o mendigo morreu, e os anjos o levaram para junto de Abraão”. O rico também morreu “e foi sepultado.” O destaque para o sepultamento não significa simplesmente que o corpo desceu à cova, mas que a alma desceu ao inferno. Essa história contada pelo Senhor Jesus evidencia a chance que muitos têm de escolher ir para o Reino de Deus, mas dão de ombros.
TINHA TUDO, MAS NÃO TINHA NADA
O autônomo Jamilton Silva Sousa, (foto abaixo) de 41 anos, relata que seus problemas começaram aos 21 anos, quando presenciou a morte da mãe. Ele nasceu em Vitória da Conquista, na Bahia, é o mais novo de 12 filhos e se mudou para São Paulo, em 2002, com o intuito de obter sucesso financeiro. “Comecei a trabalhar com piso de madeira e conquistei casa própria, dois carros e alto investimento em maquinário.”

Apesar de bem-sucedido, Jamilton caiu em depressão. “Eu gastava muito dinheiro por mês nas consultas com psicólogo. Tudo que o dinheiro podia oferecer eu tinha, mas não tinha nem alegria nem paz e, por isso, me sentia fracassado. Aos meus olhos, minha vida tinha o valor da de um cadáver. Eu queria estar morto.” Com esses pensamentos, veio o desejo de suicídio. “Programei minha morte de todas as formas. Já planejei muitas coisas na vida, mas nada foi mais bem programado do que isso. Cheguei a deixar R$ 7.800 em espécie no armário e mostrei a um familiar. Não contei para ele qual era a finalidade daquele dinheiro, mas era para pagar meu velório. Decidido, pensei em me jogar do 13° andar de um prédio ou debaixo de um ônibus na frente da Universal.”
O mau desejo não se concretizou porque ele conheceu o trabalho da Universal e compreendeu a importância de sua alma. “Entendi que o mais importante não era resolver problemas, mas ser salvo. Ao receber o Espírito Santo e, consequentemente, a certeza da minha Salvação, tudo mudou: a partir do momento que obtive a paz, alcancei o Reino de Deus. Hoje sei que o que tenho de mais precioso são o Espírito Santo e a Salvação da minha alma”, finaliza.
NADA DESAPARECE
Durante o programa Inteligência e Fé, da Rede Aleluia de rádio, o Bispo Renato Cardoso citou a história de Wernher von Braun, cientista alemão que fez parte da equipe do ditador alemão Adolf Hitler. “Depois da Segunda Guerra, Von Braun foi para os Estados Unidos, se juntou ao programa espacial da Nasa e dedicou a maior parte da sua vida estudando o universo. Mais tarde, ele se converteu ao Evangelho e, ao ser perguntado por que um homem da ciência como ele tinha se convertido à Fé cristã, ele disse que cria em Deus e na vida após a morte por razões essencialmente científicas”.
Isso porque, segundo o cientista, “a ciência descobriu que nada pode desaparecer sem deixar rastro”. Ou seja, nada se extingue, se transforma. “Se Deus aplica esse princípio fundamental às partes mais minúsculas e insignificantes do universo, será que Ele também não o aplicaria à sua obra-prima da criação: a alma humana?”, indagou o Bispo. Para ele, Von Braun estava afirmando o que a Palavra de Deus garante: que teremos nosso corpo transformado de um corpo físico para um espiritual (1 Coríntios 15.35-58). Assim, o físico deixará de existir, mas teremos um corpo espiritual, como menciona o Bispo, “que a alma vai assumir” e que, então, “será transportada para a vida eterna no céu ou para a morte eterna.”
Em Eclesiastes 3.11, é possível perceber que Deus colocou a visão da eternidade na mente humana e há um motivo para que Ele tenha feito isso: “Ele quer que você questione sobre a vida após a morte, porque você tem a resposta para essa pergunta. A alma não morre: ela vive eternamente”, finalizou o Bispo.
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