Doenças cardiovasculares matam 400 mil pessoas por ano
Saiba quais enfermidades podem atingir o coração e os vasos sanguíneos e como preveni-las
As doenças cardiovasculares lideram os índices de mortalidade no Brasil. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), cerca de 14 milhões de pessoas têm alguma doença no coração e mais de 400 mil morrem anualmente em decorrência delas, o que representa 30% de todas as mortes no País. Para Edmo Atique Gabriel, médico cardiologista e cirurgião cardiovascular que atua nos hospitais Sírio-Libanês, Albert Einstein e Hospital do Coração (todos de São Paulo), as principais doenças cardiovasculares são o infarto do miocárdio e a insuficiência cardíaca (veja mais dados no quadro ao lado).
Para ele, é preciso ficar atento aos sintomas mais comuns das doenças cardiovasculares: “dor no peito, falta de ar, palpitações e, se ampliarmos um pouco mais e pensarmos no acidente vascular cerebral (AVC), a perda súbita de consciência, do comando para falar e de mexer as mãos e as pernas.
É preciso atribuir uma parte delas a um eventual fator genético e isso é difícil de mensurar tecnicamente. É preciso se basear muito na história da família, porque o fator genético é o único que não conseguimos mudar”.
Gabriel diz por que é importante manter o coração saudável: “isso reflete em outras partes do corpo, como no cérebro, nos pulmões, no fígado, nos rins e nos órgãos acessórios que também ficam em boas condições de saúde. Tudo o que for feito para preservar e fazer com que o coração dure mais tempo e com qualidade trará benefícios não só para o coração especificamente, mas para outros órgãos”.
Ele explica que uma vida regrada, associada a uma boa dieta, consegue diminuir muito o surgimento e a progressão de doenças. “Muitas vezes, quando a doença já se instalou, o que o médico faz é prevenir sua evolução. Para isso, a recomendação é a mudança de alimentação e dos hábitos de vida.
Dessa forma, você consegue ter um resultado muito grande, eficaz e barato e é muito melhor do que investir em remédios e em várias cirurgias e internações. A mudança de estilo de vida gera impactos no custo, na duração e no próprio resultado do tratamento”, conclui.
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