Divórcio dos pais na infância está associado à depressão na vida adulta, aponta estudo
Pesquisa com mais de 128 mil adultos nos Estados Unidos identificou diferença nos diagnósticos de depressão entre pessoas de famílias divorciadas e não divorciadas
Adultos que vivenciaram o divórcio dos pais durante a infância apresentaram uma associação com maior frequência de diagnósticos de depressão ao longo da vida, segundo um estudo publicado na revista Psychiatry Research. A pesquisa analisou dados de 128.264 pessoas nos Estados Unidos, coletados entre 2021 e 2024, e identificou uma diferença relativa de aproximadamente 41% entre os grupos avaliados.
Saúde mental dos pais também influencia os resultados
- Entre os participantes que vivenciaram o divórcio dos pais na infância, 19,2% relataram ter recebido diagnóstico de depressão ao longo da vida. No grupo cujos pais permaneceram casados, o percentual foi de 14,1%. No entanto, os pesquisadores não demonstraram que a separação, por si só, tenha causado o transtorno. Entretanto, os pesquisadores destacam que o divórcio, isoladamente, não foi comprovado como causa da depressão.
- Quando os pesquisadores consideraram o histórico de problemas de saúde mental dos pais e outras adversidades vividas na infância, a associação entre divórcio e depressão se tornou menos intensa.
Entre os participantes que passaram pela separação dos pais, 20,8% relataram histórico de doença mental em pelo menos um dos responsáveis, contra 9,4% no outro grupo. Além disso, o uso problemático de substâncias no ambiente familiar foi mais frequente: 35%, diante de 15,3%. - Os resultados reforçam a importância de observar não apenas a estrutura familiar, mas também as condições emocionais e os conflitos que fazem parte da convivência. Afinal, diferentes experiências na infância podem influenciar o bem-estar ao longo da vida.
Como proteger a família?
Embora o estudo não prove que a separação seja, isoladamente, a causa do problema, os resultados chamam a atenção para a importância do ambiente familiar no desenvolvimento emocional dos filhos.
Mais do que uma mudança na estrutura da família, o fim de um casamento pode vir acompanhado de conflitos, insegurança, afastamento e sofrimento. Por isso, quando surgem dificuldades no relacionamento, é importante que o casal não espere a situação chegar ao limite para buscar uma solução.
A dureza do coração pode destruir o casamento
“Moisés, por causa da dureza dos vossos corações, vos permitiu repudiar vossas mulheres; mas, ao princípio, não foi assim.” (Mateus 19:8)
A passagem bíblica chama a atenção para a dureza de coração, comportamento que pode comprometer o diálogo, dificultar o perdão e agravar os conflitos conjugais. Esse é um dos aspectos abordados por Renato Cardoso no livro Casamento Blindado.
“Quando falamos de coração, nos referimos ao centro das emoções e sentimentos. Todo sentimento negativo que não é devidamente processado e eliminado do coração acaba se tornando pedra. Uma das principais é o orgulho, o concreto dos corações. A pessoa orgulhosa é cega aos seus erros. Em geral, acha que o erro está sempre nos outros. Ela é a vítima incompreendida, tem alergia a admitir suas falhas, e prefere extrair um dente sem anestesia a pedir perdão. O orgulhoso, por se achar sempre certo, fica esperando a outra pessoa se rebaixar e ceder”, explica Renato Cardoso no livro Casamento Blindado.
Como evitar o divórcio?
Para quem deseja restaurar o casamento, reconhecer os próprios erros e buscar mudanças pode ser um primeiro passo. Na perspectiva cristã, esse processo também envolve a oração, a disposição para perdoar e a prática dos ensinamentos bíblicos.
Em Malaquias 2:16, a Bíblia apresenta uma reflexão sobre o compromisso conjugal. Contudo, a reconstrução de um relacionamento exige responsabilidade, respeito e disposição de ambas as partes.
“Não pense que ter a ajuda de Deus significa que você poderá ficar de braços cruzados enquanto Ele trabalha. A ação de Deus exige parceria. Ele vai te ajudar naquilo que você não consegue sozinho, mas lhe dará as ferramentas para você mesmo quebrar seu coração duro. Reconhecer seus erros é muito doloroso, mas você terá de fazer isso para começar. Sinta essa dor agora e terá um alívio por toda a vida. A alternativa é se agarrar aos seus erros e afundar com eles, sentindo dor à prestação por anos a fio. Qual você prefere?”, orienta Cardoso.
Receba ajuda
As palestras da Terapia do Amor oferecem ensinamentos voltados à vida sentimental, ao diálogo e à resolução de conflitos. Os encontros acontecem às quintas-feiras, no Templo de Salomão e em unidades da Universal em todo o Brasil.
Você também pode aprofundar seus conhecimentos sobre a vida a dois com o livro Casamento Blindado, disponível no Arca Center.
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