Depressão: quando a dor nem sempre aparece do lado de fora

A morte da educadora financeira Francielli Rozar Müller, aos 42 anos, chama atenção para uma realidade que nem sempre é percebida: uma pessoa pode aparentar estar bem enquanto enfrenta um profundo sofrimento emocional

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A educadora financeira Francielli Rozar Müller, conhecida nas redes sociais pelo perfil “A Mina do Dinheiro”, morreu aos 42 anos, em Florianópolis (SC). O marido, o médico Ney Müller, comunicou a morte nas redes sociais e relatou que ela convivia com a depressão havia 26 anos. Segundo ele, o quadro se agravou nos últimos quatro anos, período em que ela passou por crises graves e seis tentativas de suicídio.

O relato sobre a condição de Francielli chama atenção para uma questão que pode passar despercebida: nem sempre os sinais de sofrimento emocional são visíveis para quem está ao redor.

Nem sempre é possível enxergar a dor

Uma pessoa pode trabalhar, estudar, cuidar da família, conversar com amigos, produzir conteúdo e manter uma rotina aparentemente normal enquanto enfrenta um sofrimento emocional intenso.

Por isso, diante de uma notícia como essa, podem surgir comentários como: “Mas ela parecia tão bem”. A questão é que a aparência nem sempre revela o sofrimento que uma pessoa enfrenta.

A depressão pode se manifestar de diferentes maneiras. Por isso, observar mudanças persistentes de comportamento, oferecer espaço para conversar e evitar julgamentos são atitudes importantes diante de alguém que esteja sofrendo.

Acolhimento pode ser o primeiro passo para recomeçar

Nesse contexto, iniciativas como o grupo Depressão Tem Cura oferecem acolhimento e orientação a pessoas que enfrentam sofrimento emocional. O trabalho também promove ações de conscientização e compartilha histórias de pessoas que encontraram caminhos para reconstruir suas vidas.

Ela enfrentou a depressão por 20 anos — e encontrou forças para recomeçar

Vera Lúcia identificou sinais de depressão ainda na infância. Segundo ela, não se tratava apenas de timidez ou de ser uma criança mais calada: havia uma tristeza que a acompanhava desde cedo. “Mesmo rodeada de amigos e irmãos, eu me sentia diferente das outras crianças. Eu era apática, quieta, cresci assim. Aos 14 anos, o desejo de acabar com a minha vida começou a surgir. Eu ouvia vozes dizendo para eu me matar. Mesmo sem problemas ou situações graves como gatilhos, eu era triste, vazia”, conta.

Os pensamentos suicidas e as tentativas de suicídio permaneciam escondidos por trás dos sorrisos e da aparência de força que ela demonstrava no dia a dia. “Ninguém sabia da dor, da tristeza, da opressão que eu carregava no meu interior”, relata.

Vera também buscou ajuda por meio de terapia e outros tratamentos, mas afirma que não encontrou naquele momento a mudança que procurava.

A mudança começou quando ela ouviu um programa de rádio e decidiu conhecer pessoalmente o trabalho do Depressão Tem Cura, na Universal.

Assista ao testemunho completo no vídeo abaixo:

Sobre o “Depressão tem Cura”:

O grupo oferece gratuitamente apoio emocional e espiritual a pessoas que enfrentam depressão, ansiedade, pensamentos suicidas, sofrimento emocional e luto persistente.

Se você estiver enfrentando sofrimento emocional e quiser conversar, receber acolhimento ou conhecer o trabalho do grupo, envie uma mensagem pelo WhatsApp: (11) 3573-3662.

Além disso, acesse as redes sociais oficiais do grupo para ver ações e eventos realizados: Facebook, Instagram e YouTube.

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Autor

Rafaella Rizzo / Foto: iStock