Excesso de telas: os desafios da terceira idade na era digital
Pesquisas mostram aumento do uso de smartphones por idosos e reforçam a importância da convivência social para evitar a dependência das telas
O uso do celular faz parte da rotina de um número cada vez maior de pessoas da terceira idade. Embora a tecnologia facilite a comunicação e o acesso à informação, especialistas alertam que o uso excessivo das telas pode gerar impactos à saúde física e emocional.
Pesquisa alerta para os riscos do uso excessivo
Um estudo divulgado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) analisou dados de mais de 50 mil idosos ao longo de 11 anos, entre eles cerca de 11 mil brasileiros.
A pesquisa concluiu que o uso excessivo do celular está associado ao aumento de problemas como ansiedade, insônia e outros transtornos relacionados à saúde mental.
Além disso, especialistas chamam essa dependência do celular de nomofobia. O termo tem origem na expressão inglesa “no mobile phone phobia” e descreve a dificuldade que algumas pessoas enfrentam para permanecer longe do aparelho.
Confira a seguir a reportagem do Jornal da Record sobre o tema:
Cresce o uso da tecnologia entre os idosos
Embora o problema seja frequentemente associado aos jovens, especialistas observam um crescimento desse comportamento entre pessoas com mais de 60 anos.
Dados da pesquisa TIC Domicílios 2025 revelam que o uso do celular faz parte da rotina de grande parte da população idosa:
- 81% das pessoas entre 60 e 69 anos possuem celular;
- 66% dos idosos entre 70 e 79 anos utilizam o aparelho;
- 35% das pessoas com mais de 80 anos também fazem uso da tecnologia.
- Entre as classes com maior renda (AB), o percentual fica entre 96% (60 a 69 anos) e 43% (mais de 80 anos).
A importância da convivência social
Além disso, fatores como solidão, sensação de abandono e necessidade de pertencimento podem levar muitos idosos a buscar nas telas uma forma de companhia e interação.
Por isso, a recomendação vai além da simples redução do tempo de uso.
“A conclusão é que não basta limitar o tempo de tela, mas também enriquecer o tempo fora dela, tentando manter a mente ativa”, afirma a doutora em Medicina Molecular pela UFMG, responsável pelo estudo, Renata Maria Silva Santos.
Grupo Calebe promove qualidade de vida e integração social
Com o objetivo de promover qualidade de vida e fortalecer a convivência entre os idosos, o grupo Calebe Universal realiza ações voltadas a pessoas com mais de 60 anos.
Por meio dessas ações, o projeto oferece atividades que estimulam o bem-estar físico, cognitivo e social, além de incentivar a interação e a participação comunitária.
Nesse contexto, o grupo promove programas como Beleza Não Tem Idade, Projeto Artes, Projeto Educar e outras iniciativas voltadas ao desenvolvimento e à integração dos participantes.
Saiba mais sobre o projeto
Saiba mais sobre esse projeto, clicando aqui.
Além disso, para conhecer outras ações promovidas pela Universal no Brasil e em diversos países, clique aqui. Se desejar participar como voluntário, procure uma Igreja Universal mais próxima e converse com o pastor.
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