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Notícias | 2 de dezembro de 2019 - 12:47


De catador de comida no lixo a dono de restaurante

Silvano Costa sacrificou na Fogueira Santa e conquistou o sucesso financeiro por meio da Fé

De catador de comida no lixo a dono de restaurante

O cearense Silvano Rodrigues da Silva Costa, de 43 anos, sabe muito bem o que é passar necessidade. Ele teve uma infância cheia de privações, pois os pais trabalhavam na roça e dividiam um ovo para quatro filhos. Em busca de uma vida melhor, ele se mudou para São Paulo.

Na capital paulista, ele trabalhou em um restaurante onde lavava panelas, fazia comida e limpava o chão. Silvano trabalhava todos os dias, sem folgas, e cumpria uma jornada de 14 horas diárias.

Quando foi demitido, gastou o dinheiro que recebeu com bebidas, prostituição e noites de farra. A situação ficou mais grave quando ele se viu sem ter o que comer e sem ter onde morar. “Fui morar na rua e para me alimentar pegava comida estragada do lixo”, recorda.

Diante dessa situação, surgiu o desejo de acabar com a própria vida. Ele havia guardado uma arma enferrujada com duas balas. “No momento que eu ia tirar a minha vida, veio um pensamento forte para eu não desistir. Naquele dia eu dormi bem.”

De escravo a vencedor
No dia seguinte, Silvano foi abordado por um rapaz que explicou que Deus tinha planos para ele. “Naquela hora eu disse que não queria um plano, queria comida e ele me levou à Universal. A princípio não gostei, mas quando cheguei lá me senti tão bem que a fome até passou.”

Silvano saiu da Igreja e foi procurar um emprego. A partir daí começou a reescrever sua vida. Ele começou a participar das campanhas às segundas-feiras. Hoje, ele reconhece que os propósitos de sacrifício valeram a pena. Ele, então, resolveu abrir seu próprio negócio.

Silvano começou a vender salgados na rua e logo teve a ideia de expandir seu negócio. Ele abriu uma pizzaria e em seguida um restaurante. “Foram seis meses morando na rua, mas hoje eu como o que quero, tenho uma família abençoada e o maior de tudo é que tenho o Espírito Santo, o meu bem maior. Sou um homem realizado.”


De catador de comida no lixo a dono de restaurante
  • Maiara Máximo / Foto: Demetrio Koch 


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