Cristãos no Paquistão são fortemente perseguidos

Nesta semana, igrejas foram incendiadas. Saiba o porquê

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Igrejas cristãs foram incendiadas nesta quarta-feira (16) em Jaranwala, distrito industrial de Faisalabad, nordeste do Paquistão. Os ataques aconteceram depois que moradores locais acusaram dois cristãos de cometer blasfêmia, ofensa que pode ser punida com a pena de morte no país muçulmano.

Saiba mais:

  • A dupla acima acima era investigada depois que páginas do Alcorão com comentários depreciativos escritos em vermelho foram encontradas.
  • A violência contra a igreja foi condenada pelo chefe da igreja do Paquistão, bispo Azad Marshall, na rede social X, novo nome do Twitter.
  • “Me faltam palavras enquanto escrevo isto. Nós, bispos, padres e pessoas comuns, estamos profundamente feridos e tristes”, escreveu. Ele acusou as multidões de “profanar” bíblias e “torturar e assediar” cristãos falsamente acusados.

Perseguição:

  • Os cristãos são uma minoria no Paquistão (representam cerca de 2,6 milhões de pessoas ou 1,27% da população, de acordo com o último censo).
  • Acusações de insulto ao Islã muitas vezes geram ataques e linchamentos contra os supostos culpados. Em fevereiro, uma multidão invadiu uma delegacia de polícia no leste do Paquistão e espancou até a morte um homem acusado de profanar o Alcorão.
  • De acordo com a ONG Portas Abertas, o país ocupa a sétima posição no ranking mundial da perseguição.
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Colaborador

Rafaella Rizzo / Foto: iStock