Cristãos mortos no Irã: o que a perseguição revela sobre a fé
Enquanto alguns arriscam a vida por Cristo, muitos tratam a fé como costume. A Bíblia já alertava sobre esse cenário
Recentemente, dias antes dos Estados Unidos e Israel bombardearem o Irã, em meio aos protestos contra o regime que governa o país há quase 50 anos e à forte pressão econômica, forças de segurança perseguiram e mataram pelo menos 19 cristãos. O número aumentou após a execução de dois cristãos em janeiro passado.
Uma organização com sede no Reino Unido, que acompanha a liberdade religiosa no país, divulgou os nomes das duas vítimas mais recentes: Nader Mohammadi, de 35 anos, e Zahra Arjomandi, de 51. Ambos morreram baleados durante manifestações diferentes. Com essas mortes, o total chegou a 19 cristãos mortos.
O Irã é governado por um regime islâmico. O país permite o cristianismo em alguns casos, porém impõe restrições. Quando um muçulmano decide deixar a religião oficial para seguir a Jesus, as autoridades consideram isso uma traição. Por causa disso, muitos enfrentam interrogatórios, prisão e até punições mais severas previstas na lei islâmica.
Famílias marcadas pela perseguição
Mohammadi viajou a trabalho para o norte do país. No entanto, não voltou para casa. Ele deixou três filhos menores. A família demorou dias para encontrá-lo. Além disso, os ferimentos eram graves, o que dificultou o reconhecimento.
Já Arjomandi se separou do filho durante um apagão de comunicações — momento em que o governo corta a internet e bloqueia informações. Depois, o filho a encontrou ferida. Ela foi levada ao hospital, mas não resistiu. Em seguida, as autoridades impuseram restrições ao sepultamento e retiveram o corpo por seis dias.
Essas histórias mostram o risco que um cristão pode correr apenas por declarar sua fé em Cristo.
Uma realidade que parece distante
À primeira vista, o que acontece no Irã parece algo muito longe do Brasil. No entanto, essa situação nos leva a uma reflexão importante.
O Brasil é um país laico. Aqui, as pessoas podem escolher sua religião. Apesar de existir preconceito em alguns casos, há liberdade para professar a fé.
Porém, justamente por existir essa liberdade, muitos acabam não valorizando o que têm. A fé deixa de ser prioridade. A Palavra de Deus passa a ocupar um lugar secundário.
Hoje, por exemplo, tornou-se comum ouvir a expressão “cristão não praticante”. Para alguns, ser cristão virou tradição de família ou até uma identidade social. No entanto, a Bíblia não fala de meio compromisso.
Em 2 Timóteo 3:5 está escrito que haveria pessoas com “aparência de piedade, mas negando o seu poder”. Ou seja, pareceriam religiosas por fora, mas não teriam transformação por dentro.
O alerta para os últimos tempos
A perseguição no Irã nos lembra outra verdade bíblica. Em Mateus 24:12-13, o Senhor Jesus disse:
“E, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas aquele que perseverar até o fim será salvo.”
Isso significa que, nos últimos tempos, muitos esfriarão na fé. Alguns seguirão a Deus apenas enquanto for confortável. Outros desistirão diante das dificuldades.
Por outro lado, o verdadeiro cristão permanece firme, mesmo quando enfrenta pressão. Ele não vive de aparência. Vive pela Palavra.
O contraste é claro: enquanto alguns arriscam a própria vida para continuar seguindo a Cristo, outros tratam a fé como algo passageiro.
Portanto, a notícia que vem do Irã não fala apenas de perseguição. Ela nos faz refletir: que tipo de cristão temos sido? Aquele que segue por costume ou aquele que persevera até o fim?
A Bíblia deixa claro que permanecerá não quem apenas carrega o nome de cristão, mas quem vive de fato a fé, mesmo em tempos difíceis.
Vá mais a fundo
Confira a mensagem do Bispo Renato Cardoso sobre o que é ser cristão na prática:
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