Conselho de Paz de Trump e o novo cenário mundial: um sinal do fim?

Donald Trump apresentou esse novo órgão internacional como uma alternativa direta à ONU

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O Conselho de Paz de Trump foi oficializado no dia 22 de janeiro de 2026, durante o Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça. Donald Trump apresentou esse novo órgão internacional como uma alternativa direta à ONU. A princípio, o objetivo central é mediar conflitos globais, começando pela reconstrução da Faixa de Gaza. No entanto, o projeto possui ambições muito maiores e pretende reconfigurar o equilíbrio de poder no planeta.

O fim da era Bretton Woods

Desde o fim da Segunda Guerra Mundial, o mundo seguiu o modelo de Bretton Woods. Esse sistema estabeleceu os EUA como o país líder e a ONU como mediadora. Todavia, Trump agora questiona esse modelo da “velha guarda”. Para ele, as instituições antigas falharam e tornaram-se obsoletas. Por isso, o Conselho de Paz surge com regras rígidas: Trump detém o poder de decisão e os países membros devem aceitar um “contrato de adesão” sem emendas.

Até o momento, 23 nações já assinaram a carta fundadora, incluindo Argentina, Israel, Arábia Saudita, Turquia e Hungria. Por outro lado, países como França, Alemanha e China recusaram o convite. Eles temem que o novo órgão fragilize a OTAN e substitua a diplomacia tradicional por um modelo de “clube privado”. Para garantir um assento permanente, Trump exige uma contribuição de 1 bilhão de dólares, o que muda completamente a governança global.

O vácuo para o cavaleiro do cavalo branco

A Bíblia alerta que, nos últimos tempos, a humanidade buscará desesperadamente por paz e segurança. Esse desejo por uma liderança forte pode criar o cenário ideal para o surgimento do anticristo. No livro de Apocalipse 6, ele é representado pelo cavaleiro do cavalo branco.

Embora o branco simbolize pureza, este cavaleiro traz um arco, mas não tem flechas. Isso indica uma vitória conquistada pela diplomacia enganosa e por falsas promessas de paz. De acordo com as profecias do profeta Daniel, o anticristo será um líder político extremamente habilidoso. Ele se levantará em um momento de caos e vácuo de poder, estabelecendo uma aliança de sete anos que, no final, se revelará uma terrível tirania.

O que podemos antecipar sobre o surgimento do anticristo: “Depois se levantará em seu lugar um homem vil [o anticristo], ao qual não tinham dado a dignidade real; mas ele virá caladamente, e tomará o reino com engano” (Daniel 11:21).

Portanto, a desintegração das alianças antigas e a busca por um “salvador mundial” não são apenas fatos geopolíticos. Não é possível saber se o Conselho da Paz conseguirá se posicionar como precisa ou se o mundo ainda buscará por outras formas de organização. Mas só o fato dos países estarem dispostos a conversar alternativas, já é um indicativo de mudança de ventos. Tudo isso são sinais claros de que o cenário profético está se montando diante dos nossos olhos.

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Da Redação / Foto: iStock