Condenado ao fracasso no amor?

Traumas, inseguranças e uma decepção amorosa fizeram Carlos de Oliveira acreditar que nunca seria feliz na vida a dois

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Desde muito jovem, Carlos de Oliveira, auxiliar administrativo de 47 anos, tinha uma insegurança tão grande que ele não conseguia iniciar nenhum relacionamento. Mesmo quando alguém demonstrava interesse por ele, os complexos falavam mais alto. “Eu me achava feio e pensava que não seria capaz de construir uma família e sustentá-la”, diz.

A raiz do problema

Esses pensamentos vieram acompanhados de ansiedade e depressão ainda na adolescência. O medo de fracassar ou magoar alguém sempre estava presente na cabeça dele. “Eu tinha receio de começar um relacionamento e não dar certo.” Segundo ele, a origem desse comportamento surgiu da convivência familiar: ele cresceu presenciando discussões entre os pais e não queria repetir os mesmos erros.

Novos ares 

Quando completou 18 anos, Carlos deixou a Bahia para tentar a vida em São Paulo. Morando com uma tia, ele logo se adaptou ao ritmo da maior metrópole do Brasil. “A cidade é muito movimentada, e as pessoas se comunicam muito também, então eu fui me abrindo aos poucos.”

De mal a pior

Anos depois, após seu tio falecer, seus familiares decidiram se mudar de bairro. Porém, ele ficou e passou a dividir o aluguel com uma vizinha e amiga da família. A convivência com ela contribuiu para que os dois iniciassem um relacionamento, que durou apenas quatro meses e foi marcado por muitas brigas. “Eu trabalhava muito para nos sustentar, mas, quando faltava algo, tinha discussão. Qualquer coisa era motivo de briga”, diz.

Para Carlos, as brigas ocorriam pelo fato de ela frequentar a igreja e ele, não. Então, ele disse que falaria com o pastor que a acompanhava para que eles se casassem, mas, na hora, ela recuou. Pouco tempo depois, Carlos descobriu que estava sendo traído, o que os levou ao fim do namoro. A decepção de Carlos reacendeu seus traumas. “Era como se uma voz reafirmasse que eu não era bom para ter alguém ao meu lado”, lembra.

Uma nova vida

Em meio à dor, ele fez uma reflexão. “Eu lembrei que, antes de namorar, a minha ex tinha uma vida abençoada, mas, depois que abandonou Jesus, tudo começou a dar errado. Vi que Deus realmente estava naquela igreja.” Foi quando ele terminou o namoro, voltou a morar com a tia e passou a frequentar a Universal com a prima.

Disposto a mudar sua situação, Carlos buscou primeiro receber o Espírito Santo. Após três anos na fé, ele conheceu sua esposa, Silmara de Oliveira, de 42 anos, agente de saúde. Ambos participavam da Terapia do Amor e, depois de conversarem por alguns meses, iniciaram o relacionamento. Eles se casaram após dois anos de relação, entre namoro e noivado.

Hoje, com 21 anos de casamento e um filho, eles seguem cuidando da união. “Sempre que vamos às palestras da Terapia do Amor, aprendemos algo, e, quando recebemos uma direção que já estamos praticando, ficamos felizes por saber que estamos no caminho certo”, conclui ele.

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Colaborador

Thayná Andrade / Foto: Cedida