Comunidade do Rio Grande do Sul recebe ajuda dos voluntários da Universal
Grupo A Gente da Comunidade realizou uma tarde de ações sociais beneficiando moradores
A Universal do Rio Grande do Sul, por meio do projeto “A Gente da Comunidade”, realiza constantemente um trabalho especial nos bairros mais carentes de Porto Alegre.
No último dia 24, a comunidade de Vila Progresso, localizada na zona norte da capital recebeu pastores e voluntários. Nesse bairro, residem 93 famílias carentes, em sua maioria haitianos e senegaleses que vieram para o Brasil em busca de uma vida melhor. Aproximadamente 80% deles não falam português e ainda não tem um emprego fixo. Os moradores vivem em casas de madeira, sem saneamento básico e infraestrutura adequada.
Moacir, de 49 anos, é morador do bairro e sofria com graves problemas de saúde. “A situação dele era terrível. Ele estava fazendo hemodiálise há mais de um ano e não enxergava, mas após a oração ele voltou a ver como antes”, comentou Olinda, de 68 anos, mãe de Moacir.
Um dos líderes comunitários do bairro, Moisés Silva, de 36 anos, comentou sobre o trabalho. “Temos muito a agradecer por esse trabalho porque as pessoas estão vivendo em uma situação muito difícil e estender a mão neste momento mostra o que é amor de verdade”.
A maioria das famílias que vivem hoje na Vila Progresso veio do Haiti e do Senegal. Chegaram com a abertura de fronteiras e aos poucos estão sendo legalizadas, porém, falta apoio financeiro e boas condições de moradia.
A maior dificuldade enfrentada por eles é a falta de trabalho, pois a alta taxa de desemprego no País afeta duas vezes mais os imigrantes. Alequis, de 31 anos, também é líder comunitário e veio do Senegal em busca de novas oportunidades. “Eu agradeço a Universal por chegar até aqui. As pessoas estavam sem roupa, com frio e sem alimento e vocês estão ajudando muito”, comentou.
Como os estrangeiros não falam português, Guetty Dorcelial, de 28 anos, é técnico de nutrição e também atua como intérprete na comunidade. Ele está no Brasil há dois anos e conseguiu um emprego fixo. “Somos todos uma família, um ajudando o outro”, explicou.
Oelse Blanc, de 31 anos, trabalha como pintor e afirma que a vida na comunidade não é fácil, mas que por meio da fé é possível encontrar esperanças. “Temos fé que tudo vai mudar e esse trabalho é muito importante. É bom ver que existem pessoas que se preocupam com o próximo”.
De acordo com o Pastor Neto, responsável pelo grupo A Gente Da Comunidade no Rio Grande do Sul, o trabalho social é a forma de demonstrar o amor ao próximo. “Viemos nessa comunidade carente trazer o alimento físico e principalmente o alimento espiritual, pois cremos que Deus tem uma nova história para cada um deles”, afirmou.
No evento, foram entregues mais de 100 cestas de alimentos, 200 kits de higiene, 200 kits de roupas e sapatos e 150 livros. Durante o dia, foram montadas nove tendas, que serviram de base para os atendimentos de beleza, saúde, alimentação e recreação, roupas e sapatos, corte de cabelo e também de atendimento espiritual. Ao total, 130 adultos e crianças foram atendidos pelos 80 voluntários.
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(*) Colaborou: Bibiane Engroff
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