Como o jovem pode se inserir no mercado de trabalho?
Conheça as principais dificuldades enfrentadas e quais soluções podem ser adotadas
Buscar emprego quase nunca é uma tarefa fácil. Para os jovens, a situação piora, pois o mercado de trabalho exige, muitas vezes, formação e experiência. Dados da Organização Internacional do Trabalho (OIT), divulgados em agosto do ano passado, apontam que mais de 23% da população brasileira entre 15 e 24 anos nem trabalha nem estuda e que um em cada quatro jovens está desempregado no Brasil, número acima da média mundial. Mas será que há alternativas para modificar esse quadro? O que o jovem pode fazer para se inserir no mercado de trabalho e ainda ter boas perspectivas de carreira?
Para Marcela Teixeira, cofundadora da Apprenty, startup de ensino técnico que prepara jovens com habilidades digitais e comportamentais para inserção no mercado de trabalho, a busca por atividades remuneradas é algo que começa a ser questionado ainda no ensino médio. “É uma fase em que muitos jovens não sabem exatamente no que querem trabalhar, precisam de renda para ajudar suas famílias, mas têm pouca vivência no mundo do trabalho. A própria educação do ensino médio deve fomentar que o jovem pense mais na carreira e quais são as possibilidades com as quais ele tem afinidade”, avalia.
É muito importante que os jovens também busquem formação e desenvolvimento na área de interesse. “Isso vai muito além de um curso superior. Hoje existem diversas opções, tanto na internet ou às vezes na própria escola, como um curso técnico que se coloca como uma opção superbacana para o jovem, principalmente quando ele quer se inserir no mercado de trabalho rapidamente. Ele faz um curso de um ou dois anos e já tem ali uma certificação para começar uma carreira”, diz.

De acordo com Marcela, quanto mais o jovem puder pesquisar atividades nesse período de estudo, melhor: “ele deve testar diferentes práticas, fazer alguns cursos, ter direcionamentos de carreira, ver o que lhe interessa, ver se é uma pessoa mais analítica ou mais comunicativa, se gosta de tecnologia, por exemplo, para quando precisar tomar uma decisão, e alinhar esses interesses com aquilo que quer fazer. Isso faz com que ele tenha mais vontade, mais paixão e dedicação pela carreira”, analisa.
Há alternativas como a iniciação científica (que paga bolsas de pesquisas direcionadas) e estágios que também ajudam na inserção no mercado. “Aplicar esses conhecimentos, fazendo exercícios, discutindo, trabalhando em grupo, entendendo a aplicação deles dentro do universo profissional, ajuda muito a chegar a uma entrevista mais preparado, porque se o jovem tem exemplos para contar, para mostrar, isso é um portfólio de projetos nos quais ele já trabalhou. Isso faz com que ele chegue mais confiante na entrevista e tenha mais conteúdo para mostrar. O entrevistador quer saber o que o jovem viveu”, esclarece.
Contudo o jovem precisa entrar no mercado de trabalho e também evoluir para se manter nele. “O Jovem Aprendiz é o maior programa de inserção de jovens no mercado de trabalho no Brasil, mas ele ainda tem uma taxa de efetivação muito baixa nas empresas. Por que isso? Porque não é apenas entrar lá e achar que está tudo resolvido. É preciso desenvolvimento, é preciso ‘mentorar’ esse jovem para que ele entenda as necessidades da empresa e que precisa continuar evoluindo em termos de estudos, que precisa criar relacionamentos com os pares e com os gestores e que entenda como ajudar pessoas e também pedir ajuda”, avalia.
Marcela salienta que a Apprenty também ajuda na inserção de jovens no mercado. “Somos um programa totalmente gratuito em que desenvolvemos habilidades conectadas com o mundo digital e comportamentais, as famosas soft skills. A Apprenty simula um ambiente para trabalhar e construir a visualização de dados, planilhas, como fazer interpretações, apresentações, e também faz um trabalho comportamental para que esse jovem que vem do ambiente escolar e tem, muitas vezes, sua primeira experiência de trabalho se adapte ao universo profissional”, declara.
FJUniversitários reforça o estudo
Para os jovens que almejam entrar no mercado de trabalho e precisam reforçar os estudos com o objetivo de cursar uma graduação, existe o projeto social FJUniversitários, ligado à Força Jovem Universal (FJU). “Oferecemos aulas de idiomas, como inglês, francês, espanhol, e de reforço durante o ano para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Tudo que os jovens precisam é ter disposição, força de vontade, comprometimento e empenho até o final”, explica o Pastor Luke Castro, responsável pelo projeto.
Podem participar jovens de 15 a 25 anos. “A orientação é para que os jovens invistam em suas potencialidades. Qualquer jovem é bem-vindo, seja ele membro da FJU ou não. Basta procurar um polo da FJU mais próximo ou acessar @oficialfju no Instagram. Além de todo apoio acadêmico que damos, temos o objetivo de cuidar da Fé dos universitários, sejam cristãos ou não, e ganhar a alma daqueles que estão perdidos”, conclui. Se você quer desenvolver sua carreira, participe das reuniões do Novo Congresso para o Sucesso, que acontecem em todos os templos da Universal às segundas-feiras.
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