Como conquistar a paz desejada?
Muitos tentam esconder práticas e pensamentos que contrariam a Deus e mesmo assim têm dúvidas sobre o que atormenta suas vidas
“Quando eu guardei silêncio, envelheceram os meus ossos pelo meu bramido em todo o dia. Porque de dia e de noite a Tua mão pesava sobre mim; o meu humor se tornou em sequidão de estio.” (Salmos 32.3-4).
Quando o rei Davi escreveu este versículo, reconhecia perante Deus que não tinha paz – a “velhice” sobre os ossos, o humor “seco” – justamente por não se abrir com Ele sobre o pecado que cometia e tentava esconder (“guardei silêncio”).
Davi tinha consciência de que não adianta pregar sobre o Criador e deixar de colocar em prática o que Ele diz. Muitos acham que têm Deus porque frequentam uma igreja, dão o dízimo, ofertam, oram ou são até líderes, mas, se não admitem o pecado, permanecem afastados dEle.
Davi é um dos principais personagens bíblicos não só por causa dos momentos em que acertou na vida, mas também por aqueles em que errou. É justamente aí que está a diferença de ser “segundo o coração de Deus”, como o rei guerreiro era conhecido: ele curvava sua cabeça e confessava os pecados a Deus, sinceramente arrependido.
No salmo que escreveu, o rei mostrou o problema e, logo em seguida, a solução. “Confessei-Te o meu pecado, e a minha maldade não encobri. Dizia eu: Confessarei ao Senhor as minhas transgressões; e Tu perdoaste a maldade do meu pecado.”
(Salmos 32.5).
Como Davi, você
Davi viveu o que está escrito na Bíblia, enquanto eu e você, leitor, somos pessoas do século 21, com uma vida bem diferente. Será mesmo?
Se Davi era tão poderoso e é um ícone histórico de toda a humanidade, como teve coragem de assumir publicamente seus erros mais graves? Mostrou ao fazer isso que estava sujeito a tentações e enganos, como todos quando se afastam de Deus, mas mostrou também que há redenção.
Ao pecarmos, somos derrotados por nós mesmos, cedendo aos apelos de Satanás e às suas “iscas”. Reconhecendo o erro e saindo dele, somos vencedores como um grande rei histórico.
Por isso mesmo não adianta só dizer que segue a Deus e estar de “corpo presente” na igreja e nas reuniões. Apenas isso não basta.
Também não adianta ser um líder espiritual, com uma posição de destaque na fé, e pecar secretamente. Que moral essa pessoa tem para falar de Deus e orientar outras pessoas a buscá-Lo? Nesse caso, o pecado da hipocrisia é ainda maior, pois põe em perigo não só sua relação com Deus, mas também a de outras pessoas.
O maior de todos os riscos
O Bispo Sergio Corrêa explica que uma pessoa realmente espiritual “vê o pecado como um corpo estranho e logo o rejeita, expulsando-o do meio espiritual”. E justifica com um versículo: “Qualquer que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nEle; e não pode pecar, porque é nascido de Deus.” (1 João 3.9).
A pessoa que vive com aquele pecado escondido é atormentado por ele, não “se abre” com Deus e não encontra paz. Claro que Deus sabe de tudo o que está escondido, mas a própria pessoa precisa tomar a atitude de pedir ajuda para se livrar do que atrapalha sua vida. “E a única solução é a confissão. Só assim sai o peso do pecado e da consciência e entra a leveza de uma consciência sã, juntamente com uma fé saudável capaz de remover montanhas novamente”, revela o Bispo Sergio.
Como o próprio Bispo Sergio disse, só confessando a Deus e às pessoas contra as quais pecou, alguém deixa de ser pecador e se torna realmente um ser espiritual. Se ficar escondida atrás da sujeira do pecado, a pessoa perde o foco de sua própria Salvação. O Bispo alerta, assim, para o mais importante: “imagine que você tenha agora a oportunidade de confessar, mas não confessa e chega o momento da sua partida deste mundo, para aonde vai sua alma?”
Se você tem medo da resposta, é hora de se abrir com Deus. Antes que seja tarde demais.
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