Coloque empatia e Fé em sua vida
Veja como essa ação pode contribuir para nosso crescimento espiritual e nossa Salvação
Colocar-se no lugar do outro ou agir com empatia pode ser algo difícil. As mulheres costumam comportar-se assim com mais facilidade do que os homens. É o que mostra uma pesquisa divulgada no final do ano passado pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido. Nos 36 países pesquisados, as mulheres tiveram pontuação, em média, mais significativa do que a dos homens. Em nenhum país eles pontuaram melhor do que elas. Os resultados foram obtidos em oito idiomas e foram consistentes ao longo da vida de pessoas de 16 a 70 anos.
A pesquisa só comprova o que se imaginava anteriormente de modo empírico e, embora não aponte os motivos para que isso ocorra, é fácil compreender por que a maioria dos homens age assim: de maneira geral e diferentemente das mulheres, eles foram criados para se mostrar sempre fortes diante das dificuldades da vida. Suportar problemas sem reclamar ou pedir ajuda é um mantra que foi incutido em suas mentes desde crianças. A reação natural de um homem ao encontrar alguém em dificuldades é pensar inconscientemente: “como ele não consegue resolver seus problemas sozinho?”
Existem também aqueles que julgam que ter empatia os torna mais fracos, mas estão enganados. Embora muitos insistam em negar, ser sensível às dificuldades pelas quais os outros passam ou ficar contente com a alegria alheia fazem parte da conduta humana. A própria Bíblia traz diversas reflexões quanto a isso. O apóstolo Paulo, por exemplo, também incentivou a empatia ao estimular seus companheiros cristãos de caminhada: “Alegrai-vos com os que se alegram e chorai com os que choram” (Romanos 12.15).
Que fique claro aos que têm dúvidas ou algum tipo de preconceito contra ser empático que partilhar da alegria de quem está feliz ou se compadecer de alguém que sofre também não afetam a masculinidade. O próprio Jesus passou por isso em várias ocasiões. Em uma delas, ao entrar em Cafarnaum, Ele observou uma viúva prestes a enterrar seu único filho, como descrito em
Lucas 7.13-14: “E, vendo-a, o Senhor moveu-se de íntima compaixão por ela, e disse-lhe: Não chores.
E, chegando-se, tocou o esquife (e os que o levavam pararam), e disse: Jovem, a ti te digo: Levanta-te. E o que fora defunto assentouse, e começou a falar”.
Talvez não tenhamos ainda a capacidade de realizar milagres como os do Senhor Jesus. Isso pode ser apenas uma questão de tempo, fé e desenvolvimento espiritual. Contudo, temos a possiblidade de praticar seus ensinamentos e nos aproximarmos cada vez mais dEle e de Sua conduta exemplar. Ao agirmos de forma solidária, ao ajudarmos quando for possível a quem necessita ou, ao menos, dizermos algo que possa confortar e motivar positivamente quem está sofrendo, com certeza, estaremos agindo com empatia.
Esse é um exercício simples e pode ser realizado sempre que houver oportunidade. Basta ouvir mais as pessoas sem interrompê-las e tentar entendê-las, sem ter que concordar com elas ou julgá-las. Disciplina e fé também são fundamentais para isso. Ao tentarmos nos colocar regularmente no lugar do outro, imaginando como seria vivenciar o que aquela pessoa está passando, também aprendemos lições valiosas que, de acordo com os ensinamentos de Jesus, contribuem para o nosso crescimento espiritual e nos impulsionam rumo à Salvação.
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