Catarata atinge 14 milhões de brasileiros com mais de 50 anos

Veja como prevenir e tratar este mal que atinge desde crianças até idosos

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que a catarata atinja 17% das pessoas com idade entre 55 e 65 anos. No Brasil, as taxas também são altas. Segundo o último censo do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, realizado em 2019, 49% dos casos de cegueira estão relacionados à catarata. A Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO) aponta 550 mil novas ocorrências por ano. Já uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgada recentemente, mostra que 14 milhões de brasileiros com 50 anos ou mais, que representam 25% do total de 56,1 milhões nesta faixa etária, têm o problema.

Segundo o oftalmologista Caio Regatieri, da Unidade Paulista de Oftalmologia (UPO), especialista em retina e catarata, professor adjunto e diretor-científico do grupo de oftalmologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), a catarata (veja quadro ao lado) não é uma doença. “Sabemos que todas as pessoas a partir dos 50 anos apresentam algum grau de catarata, algumas maior, outras menor, pois ela é decorrente da idade. O paciente começa a ter um embaçamento da visão, principalmente de longe, e isso piora progressivamente com o decorrer do tempo.”

Mas, de acordo com Regatieri, ela não atinge somente pessoas em idade avançada: “os três principais tipos são a catarata senil, causada pela idade; a congênita, quando a criança nasce com catarata ou a desenvolve na infância; e a catarata causada por trauma. O único tratamento para a catarata é a cirurgia”.

Regatieri afirma que ainda não existe um colírio comprovado cientificamente que melhore a catarata: “existem trabalhos de uso de colírio para evitar que ela progrida, mas nenhum que demonstre a efetividade na redução da catarata já instalada. Hoje nós sabemos também que se trata da cirurgia mais realizada em todo o mundo. Ela é sempre recomendada para pacientes que possuem alteração visual decorrente da catarata”.

De acordo com Regatieri, a recuperação visualpós-cirurgia é bem rápida: “ela ocorre já na primeira semana depois da operação. A catarata não retorna, ou seja, trata-se de uma cirurgia definitiva que ainda corrige o grau de longe e também de perto e, dessa maneira, o paciente, em muitos casos, não precisa mais usar óculos”.

Calebe contra a catarata
A Universal, por meio do grupo Calebe, voltado para pessoas da melhor idade, promove ações regulares para estimular seus integrantes a cuidarem da visão. “Temos o Projeto Bem-Estar que fornece orientações e alertas de como identificar a catarata e outras doenças. O trabalho é realizado por profissionais voluntários do grupo. Todas as ações são divulgadas nas redes sociais oficiais do Calebe e quem quiser participar pode ir à Universal mais próxima”, diz o Bispo Valter Pereira, responsável nacional pelo grupo.

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Autor

Eduardo Prestes / Arte: Edi Edson