Casos de depressão estão acima da média no Brasil
Pesquisa do Ministério da Saúde mostra que proporção de brasileiros acometidos pela doença é maior do que a mundial, o que acende alerta sobre perdas sociais e econômicas
Nesses tempos que misturam pandemia, excesso de consumo digital e incentivo ao individualismo, não poderia ser diferente: a depressão profunda vem acometendo um número cada vez maior de pessoas em todo o mundo. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 300 milhões de indivíduos sofrem com o chamado Transtorno Depressivo Maior, o equivalente a cerca de 4,4% da população mundial.
A OMS aponta que a proporção de brasileiros com depressão é de 5,3% da população, mas a última pesquisa Vigitel (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), do Ministério da Saúde, divulgada recentemente, mostra que o quadro é bem pior: 11,3% dos brasileiros já foram diagnosticados com a doença, não à toa chamada pelo órgão da ONU como o “mal do século”. As mulheres são mais acometidas por ela (14,7% das brasileiras) em comparação aos homens (7,3%).
Segundo outro órgão da OMS, a Organização Pan- americana de Saúde (OPAS), a depressão pode até ser um transtorno infelizmente comum, mas é muito sério, pois interfere no cotidiano, como na capacidade de trabalhar, dormir, estudar, comer e aproveitar a vida. É causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.
Impacto econômico
A depressão, de tão devastadora, atrapalha não só a vida de um indivíduo, como também a de seus familiares e até de toda a sociedade, pois prejudica a produtividade e a economia. A London School of Economics (LSE) concluiu em um estudo que a doença causa, só no Brasil, um prejuízo anual de cerca de 63 bilhões de dólares (cerca de R$ 315 bilhões) – e, no mundo, mais de 1 trilhão de dólares (valor que pode ter sido ainda maior por causa da pandemia de Covid-19).
A depressão causa esse prejuízo tão grande porque reduz a capacidade produtiva de trabalhadores e estudantes, causando “absentismo” (hábito de não comparecer ao trabalho), além do chamado “presenteísmo”, ou seja, quando a pessoa, mesmo presente, tem a eficiência comprometida. Veja alguns sintomas da doença na página ao lado. A economia também perde por causa dos parentes que faltam ao trabalho ou ao estudo – ou até os abandonam de vez – para cuidar de entes queridos depressivos.
Outros agressores das finanças públicas são os gastos do sistema de saúde, tanto para o tratamento da depressão quanto de outras doenças que ela pode provocar. É bem comum, por exemplo, o aparecimento de males cardiovasculares por causa da depressão e viceversa. Segundo divulgado pela OPAS, “não existe saúde sem a saúde mental”.
Embora existam tratamentos para a depressão, a OMS revela que menos da metade das pessoas afetadas no mundo os recebe – a proporção não chega nem a 10% em países mais pobres.
Ajuda espiritual
É necessário salientar que a depressão, apesar dos fatores físicos e sociais que a causam, também pode estar relacionada a causas espirituais. Como é explicado nas reuniões na Universal, a ação de espíritos malignos na pessoa sem a cobertura do Espírito Santo pode tanto causar a doença quanto, de um modo oportunista, se aproveitar de brechas abertas por outros problemas.
Disso vem a importância de qualquer pessoa – independentemente da condição econômica, étnica, educacional e outras – ter a comunhão com Deus por meio de Seu Espírito, justamente o que é mostrado pelo trabalho do Depressão Tem Cura (DTC), da Universal, por milhares de voluntários em todo o País.
Além do DTC, a juventude também entra em ação contra a depressão. A Força Jovem Universal realiza o projeto Help FJU, com palestras, atendimentos presenciais e on-line, campanhas de prevenção, eventos e ações que já ajudaram milhares de outros jovens. Até hoje já somam 750 mil cartas distribuídas sobre os assuntos que afligem a juventude psicologicamente, mais de 77 mil alunos alcançados e cerca de 9 mil atendimentos realizados – tudo isso por mais de 5,6 mil voluntários devidamente instruídos para a atividade.
Você pode saber mais sobre o DTC, acessando o site instabio.cc/depressaotemcura. Já o Help FJU está no Instagram, no perfil @help.fju. Não deixe para depois, pois essa é uma oportunidade imperdível e gratuita.
A OPAS cita sintomas que, se recorrentes, podem indicar que alguém tem depressão:
Tristeza profunda Incapacidade de desenvolver atividades de trabalho ou lazer
Dificuldades paradormir à noite ou sono em excesso durante o dia
Baixa autoestima e sentimento de inutilidade
Pessimismo
Sentimento de culpa
Desânimo (físico, psicológico, sexual etc)
Irritabilidade
Humor instável
Alterações no apetite
Falta ou dificuldade de concentração
Nos piores casos, pensamentos suicidas
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