Até quando você vai sustentar uma vida de aparências?
Andrea Silva não conseguiu esconder por muito tempo o que havia por trás de seus sorrisos. Será que você também tem camuflado o que sente?
Você já exibiu momentos tentando transmitir alegria, mesmo estando destruído por dentro? Já mostrou uma versão de si mesmo que, na realidade, estava longe do que vivia quando ninguém estava olhando?
Hoje, muitas pessoas transformaram a própria dor em uma aparência cuidadosamente editada, numa tentativa de esconder o vazio, o sofrimento e as feridas que ninguém vê. Sorriem para as fotos, demonstram força, sucesso e felicidade, mas, longe dos olhares, travam guerras silenciosas dentro de si. Vivem representando um personagem, sustentando uma mentira para esconder aquilo que realmente sentem.
As redes sociais potencializaram essa realidade. Filtros, recortes e versões editadas fazem parecer que tudo está bem. É como admirar um produto perfeito na vitrine e descobrir, depois, que ele não era nada daquilo que aparentava ser.
Mas existe uma verdade impossível de ser maquiada: quem convive de perto conhece quem você realmente é e o que você precisa. E existe Alguém que vai ainda mais além: conhece até os pensamentos e sentimentos que você tenta esconder. É o único capaz de oferecer alegria verdadeira e permanente: o Senhor Jesus.
Durante anos, Andrea Silva, assistente de educação, de 40 anos, viveu por trás de sorrisos vazios; uma atuação constante para esconder as feridas invisíveis de uma vida muito diferente da aparência que retratava. Até que uma revelação surpreendente a confrontou. Confira.
Rejeitada antes de nascer

Quando minha mãe engravidou de mim, morava na casa de uma tia. Era sua segunda gestação, mas a notícia não foi bem recebida por parte da família. Mesmo pressionada a abortar, ela decidiu seguir com a gravidez.
Após meu nascimento, fomos morar com a minha avó paterna. Algum tempo depois, meus pais se separaram. Minha irmã ficou sob os cuidados da família do meu pai, que faleceu poucos anos mais tarde.
Pureza roubada

Cresci apenas com a companhia da minha mãe. Eu era uma criança comum até os 6 anos, quando um amigo muito próximo da família abusou sexualmente de mim. Depois, o abuso se repetiu outras vezes, inclusive por parte de outros homens do meu convívio.
Na mesma época, minha mãe iniciou um relacionamento conturbado e procurou auxílio espiritual. Foi então que comecei a sofrer ataques espirituais. Sempre ao cair da noite, ouvia vozes, sinos e frases perturbadoras, como se espíritos gritassem nos meus ouvidos. Certa vez, inclusive, incorporei um espírito.
Por dentro, uma amargura

Um tempo depois, tentei tirar a própria vida. Depois, deixei de apenas ouvir vozes e passei a conversar com espíritos. As conversas giravam em torno do ódio que eu sentia das pessoas que haviam abusado de mim e do meu pai.
Ainda criança, me tornei amarga. Foi nessa época que comecei a envenenar os animais da minha avó, durante as férias que passava lá, apenas para vê-los morrer.
Aparência enganosa

Com cerca de 15 anos, após uma discussão com a minha mãe, decidi sair de casa. Como eu já trabalhava, achei que conseguiria me sustentar. A aparência era de forte e independente.
Abandonei a escola, comecei a frequentar festas e, durante um período, me prostituí para ganhar mais dinheiro. Nessa época, engravidei e interrompi a gestação.
Uma vida de mentiras

Aparentemente, eu não tinha mais nada a perder. Mas, depois, sozinha, sentia o vazio, a vergonha e a dor.
Tudo o que eu carregava desde a infância se tornava ainda mais pesado, até que aquela vida passou a me causar nojo. Eu me sentia um lixo. Foi aí que decidi que não queria mais viver daquela forma. Vivi três anos entre festas e uma alegria que não era real.
Então, conheci um rapaz. No início, tínhamos apenas encontros casuais, mas engravidei e decidimos morar juntos. Na mesma época, fui demitida do trabalho, o que aumentou ainda mais a minha frustração.
Esse vazio não aceita substitutos
Quantas vezes você já tentou fugir do que sente, se ocupando com qualquer coisa para aliviar a dor? Há quem, dominado por feridas internas, acaba machucando outras pessoas apenas para tentar satisfazer um ego ferido.
Você tenta preencher esse vazio com distrações: compromissos, festas, bebidas… Mas nada resolve. Porque, no fundo, esse espaço nunca foi feito para coisas ou para pessoas.
Esse vazio tem um formato exato: o do Espírito de Deus. E somente Ele pode preencher você por completo, de verdade.
Sentimentos conflitantes

Minha filha nasceu e vivi uma mistura de amor e ódio. Eu a amava, mas não tinha paciência para lidar com o choro nem sabia atender às suas necessidades. Muitas vezes a tratei mal.
Por mais que quisesse, não conseguia mudar. Eu brigava constantemente com o pai dela por ciúme e motivos insignificantes. Certa vez, peguei uma faca para matá-lo enquanto dormia, mas ele passou a noite acordado e não levei a ideia adiante.
Por fora, uma. Por dentro, outra

Quando minha filha tinha 5 anos, comecei a trabalhar com o avô dela e nos envolvemos. Foi como uma bomba na família, mas continuamos juntos, porque eu só pensava em mim.
Apesar da postura firme que exibia, eu estava emocionalmente destruída. Então, depois que nos mudamos para outra cidade, comecei a frequentar uma igreja. Entendi o significado do batismo nas águas e decidi me casar para iniciar uma vida com Deus. Em menos de 30 dias, já estava casada com o avô da minha filha. Porém, os dirigentes daquela igreja não aprovaram meu batismo por eu estar vivendo uma união com um parente.
Tentando camuflar a dor

Ao chegar em casa, falei com Deus: “Se nem o Senhor me quer, vou acabar com a minha vida, e levar muitas pessoas comigo”. Mandei meu então marido embora. Pouco depois, também mandei minha filha morar com o pai. Eu queria viver apenas o que me trouxesse prazer. Passei a sair todos os dias, bebia muito e comecei a usar maconha, lança-perfume e narguilé com outras drogas. Fazia festas em casa; muitos jovens iam, e os vizinhos reclamavam da bagunça. Eu me envolvia em relacionamentos, mas, por dentro, estava desmoronando.
Fundo do poço

Depois das festas, eu e alguns conhecidos íamos para lugares onde aconteciam até homicídios. Em uma noite, eu estava alterada pelas drogas quando a polícia chegou. Fiquei horas aguardando para ser revistada e, enquanto esperava, vi minha sobrinha, de apenas 13 anos, vivendo aquela situação, porque eu a levava comigo. Aquilo me abalou. Naquele dia, eu havia participado de uma orgia. No banho, por mais que esfregasse o corpo, sentia que a sujeira não saía. Então falei com Deus que, se Ele me enviasse alguém para eu me relacionar, eu seria fiel à essa pessoa. Alguns dias depois, comecei a namorar. Cumpri o que prometi, mas não estava feliz. Por dentro, o vazio continuava.
Versão editada

Eu não me alimentava direito e desenvolvi anorexia. Vivia deprimida. Diante das pessoas, fingia estar bem, mas, quando estava sozinha, chorava e desejava morrer. Postava fotos produzidas para dar a impressão de que estava indo para festas, quando, na verdade, me trancava no quarto para chorar. Nem dormir eu conseguia, pois não tinha paz. Até algumas roupas que usava eram emprestadas. Eu não era nem vivia aquilo que mostrava nas redes sociais. Certo dia, enquanto atravessava uma passarela a caminho do trabalho, ouvi uma voz mandando que eu me jogasse. Quando estava prestes a ceder, ouvi outra voz, suave, dizendo que Deus poderia mudar a minha vida. Então, segui em frente.
O despertar em meio ao caos

Na Bíblia, lemos que Deus usou o profeta Joel para alertar Israel sobre uma grande devastação; um reflexo de que o povo estava distante d’Ele e precisava se arrepender (Joel 1–2). E esse chamado continua ecoando ainda hoje: “Convertei-vos a mim de todo o vosso coração…” (Joel 2:12).
Andrea ouviu esse chamado por meio de uma mensagem e passou a enxergar quem realmente era. O Espírito da Verdade a despertou. Assim como aquele povo teve a oportunidade de recomeçar, você também tem. Basta se arrepender, abrir mão da própria vontade e priorizar a de Deus.
Nova vida

Em seguida, participei do Jejum de Daniel. Entendi que precisava deixar as redes sociais com o desejo sincero de conhecer a Deus. Logo veio a Fogueira Santa. Mesmo precisando de muitas coisas, decidi priorizar o Espírito Santo.
Depois de cumprir meu voto no Altar, durante uma oração no trabalho, O recebi. Então ouvi uma mensagem dizendo que o batismo com o Espírito Santo não é sentimento, mas certeza. Então, eu cri.
Hoje posso dizer que, quem me conhecia não me reconhece. Fui curada, me reergui financeiramente, aprendi a cuidar da minha filha e agora vivemos juntas. Além da verdadeira alegria que encontrei, tenho prazer em ajudar quem, assim como eu um dia, acredita não haver saída para os seus problemas.
A Verdade que liberta

Naquele domingo, recebi uma paz profunda. O meu desejo de mudar era tão grande que eu passei a frequentar a igreja todos os dias, de manhã, à tarde e à noite. Eu me sentia acolhida. Tenho um 1,80m de altura e usava as roupas da minha filha de 9 anos, mas, ainda assim, não fui julgada. Me batizei nas águas, abandonei tudo o que fazia de errado e passei a buscar o Espírito Santo.
Oportunidade de recomeçar

Naquele momento, a ficha caiu. Eu estava cheia de dívidas e ostentava uma vida que não correspondia à realidade. Tinha uma filha, mas não assumia meu papel como mãe. Percebi que tudo em mim era uma mentira, até a minha aparência.
Dois dias depois, passei novamente no local. Uma evangelista falou comigo e me chamou para ir à igreja no domingo. Na noite anterior ao culto, enfrentei uma verdadeira batalha: vozes diziam que eu não deveria ir e ameaçavam a mim e à minha filha de morte. Mesmo assim, decidi ir e disse a Deus que, se Ele não mudasse a minha vida, eu mesma daria fim a ela.
A verdade veio à tona

Alguns dias depois, no trabalho, um pensamento repentino tomou conta de mim: eu não queria estar ali. Peguei minhas coisas e fui embora. No caminho, atravessei a mesma passarela e vi algumas pessoas da Igreja Universal evangelizando. Ao passar por elas, recebi a Folha Universal.
Dentro do ônibus, pensei em jogar o jornal fora, mas resolvi abri-lo. Logo vi a mensagem do Bispo Macedo com o versículo: “Mas, quando vier aquele, o Espírito da verdade, Ele vos guiará em toda a verdade…” (João 16:13). Foi como se Deus estivesse me mostrando a vida de mentiras que eu levava. Durante o trajeto, fiquei debatendo com aquelas palavras, sentindo-me confrontada pela minha real condição.
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