Até os confins da Terra
Na Papua Nova Guiné, a Universal leva o Evangelho em uma missão marcada por distâncias, diversos idiomas e almas sedentas
Até onde o Evangelho deve ser levado? O próprio Senhor Jesus respondeu a essa pergunta ao determinar que Sua mensagem fosse anunciada “até os confins da terra” (Atos 1:8). Isso significa que nenhum povo, por mais distante ou isolado que esteja, pode ser esquecido. A distância, os desafios geográficos e as barreiras culturais jamais foram obstáculos para a Universal na missão de alcançar vidas com a Palavra de Deus. Afinal, onde houver alguém que ainda não conheça o Evangelho, ali existe um campo a ser alcançado.
Na Papua Nova Guiné, país da Oceania, cumprir o Ide significa passos na mata, travessias em barcos e viagens em pequenos aviões. Muitos vivem em vilas onde chegar a um “vizinho” pode significar atravessar rios, fazer trilhas e enfrentar dias de viagem. É nesse cenário que a Universal, presente no país desde 2017, avança com igrejas, núcleos e casas de oração.
Um mar de almas

O trabalho começou depois que o Bispo Randal Brito assistiu a um vídeo em que a Bíblia chegava a um vilarejo na Papua Indonésia, a parte ocidental da ilha Nova Guiné, onde também está localizada a Papua Nova Guiné. Movido pelo Espírito Santo, ele pediu autorização ao Bispo Edir Macedo para enviar um pastor ao local. A primeira reunião na Papua Nova Guiné aconteceu em 2017. Programas de TV da igreja vindos da Nova Zelândia e posteriormente produções locais ajudaram a levar a Palavra a novos ouvintes.
Atualmente, a Universal está estabelecida em três das 22 províncias do país: na capital Port Moresby, com duas igrejas, dois núcleos e 15 casas de oração; em Lae, com uma igreja e cinco casas; e Arawa, com uma igreja e uma casa.
O Bispo Jonatas Pinheiro, responsável pelo trabalho da Universal no país, conta que na juventude planejava se formar em Psicologia, mas, ao receber o Espírito Santo, seu maior desejo passou a ser o de levar para as pessoas aquilo que Deus havia lhe dado. Dois momentos marcaram a sua experiência em dizer “sim” para o Ide: quando assistiu a um vídeo sobre os povos na África e quando leu uma matéria da Folha Universal sobre os países menos evangelizados no mundo: “Coloquei a mão naquele jornal e disse a Deus: ‘eis-me aqui, envia-me’”. Anos depois, ele já era Pastor, casado e estava servindo a Deus nos Estados Unidos quando soube que iria para a Papua Nova Guiné. “Eu pulei de alegria no Altar”, lembra. O Bispo chegou ao país com sua esposa, Cristiane, em 13 de maio de 2021, em plena pandemia, e passou 14 dias isolado no hotel, fazendo reuniões on-line.
Pessoa a pessoa

A evangelização acontece em ruas, feiras, mercados, pontos de ônibus, hospitais, comunidades e vilas. O país é cristão, mas, segundo o Bispo, muitos não praticam a Palavra e há lugares em que a Bíblia é usada de forma distorcida para justificar violência contra práticas ocultistas. Ao mesmo tempo, a receptividade ao trabalho impressiona: “As pessoas nos rodeiam. Algumas por curiosidade; outras, porque querem ouvir o que está sendo pregado”, conta.
Apesar das longas distâncias, da falta de recursos, de endereços sem referência clara e do acompanhamento difícil, pois muitos não têm telefone, o Bispo diz que a maior barreira é a falta de pastores que possam ir e permanecer onde as pessoas estão necessitadas. “Na cidade de Kimbe, por exemplo, após a reunião, pessoas doentes cercaram a equipe pedindo oração. Não havia igreja ali, nem previsão de retorno. Quando alguém chega doente, sabemos que talvez nunca mais vejamos aquela pessoa. A responsabilidade de falar da Salvação pesa sobre nós”, revela.
Quem foi salvo agora salva
Dos 27 obreiros, 23 são papuásios. Para o Bispo, é uma recompensa ver quem outrora foi alcançado pelo Evangelho ajudando outras pessoas. Philomena Laulana é um exemplo disso. Ela chegou à igreja ferida por abusos, alcoolismo e tentativas de suicídio, mas, ao se entregar ao Senhor Jesus, teve a alma curada. Hoje, ela atua como obreira.
Eles aceitaram o chamado do Senhor Jesus

O casal Alexsandro Reis Araujo, de 25 anos, e Giovana Lima Brito Reis, de 21 anos, são obreiros e chegaram recentemente à Papua Nova Guiné. Eles deixaram tudo aqui no Brasil para cumprir o chamado de pregar o Evangelho pelo mundo afora.
A viagem até Papua foi longa. Ao todo, foram 48 horas de São Paulo, no Brasil, com conexão na Etiópia, no continente africano, e em Hong Kong, na China.
“Chegamos bem e em segurança e Deus nos guardou nessa longa viagem. Agora, estamos aqui para cumprir o Ide. Não é uma aventura, é para ganhar almas”, diz Alex.
Ano do IDE
Quem recebeu de Deus a Sua Palavra não pode guardá-la para si. O Evangelho chegou até você porque alguém obedeceu ao “Ide”, conforme está escrito em Marcos 16:15. Agora, a mesma missão está em suas mãos. A pergunta é: qual será a sua resposta?
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