Até onde vai a busca pela aparência perfeita?
Casos registrados em 2026 levantam reflexões sobre os riscos dos procedimentos estéticos e a busca por padrões de beleza
Nos últimos meses, a busca pela aparência ideal voltou ao centro das discussões após casos de mortes ocorridos na sequência de procedimentos estéticos. Diante desses episódios, reacendeu-se o debate sobre os riscos dessas intervenções e sobre até que ponto a busca por um padrão de beleza influencia a forma como muitas pessoas enxergam o próprio corpo.
Entre os casos recentes, estão:
- No dia 21 de julho, a influenciadora mexicana Adriana Garcia, de 30 anos, morreu após sofrer complicações durante uma cirurgia estética em uma clínica na cidade de Culiacán, no México. A causa da morte não foi divulgada. Ela deixou uma filha de 6 anos.
- Outro caso ocorreu em maio, quando a maquiadora e influenciadora Roseli Fernandes de Oliveira Romeiro Vieira, de 48 anos, morreu após passar por um procedimento estético com aplicação de Polimetilmetacrilato (PMMA) nos glúteos e na parte posterior das coxas.
- Meses antes, em março, a biomédica e empresária do ramo da estética Priscila Dorneles, de 31 anos, morreu dois dias após realizar uma lipoaspiração, mastopexia com prótese e correção de cicatriz.
Casos como esses levantam um questionamento importante: até que ponto a busca por um padrão de beleza pode influenciar as decisões relacionadas ao próprio corpo? Ao mesmo tempo, eles reforçam a necessidade de refletir sobre os riscos envolvidos nesses procedimentos e sobre os fatores que motivam essa busca.
Muito além da aparência
No entanto, cuidar da aparência, por si só, não é um problema. Porém, quando a necessidade de corresponder a uma imagem considerada perfeita se torna prioridade, vale refletir sobre o verdadeiro significado da beleza.
Nesse contexto, em uma de suas meditações, Núbia Siqueira convida a uma reflexão sobre esse tema. Segundo ela, cuidar de si não significa esconder tudo aquilo que o tempo naturalmente revela.
“A tinta pode colorir, mas não precisa esconder rigorosamente cada fio que insiste em nascer. Há beleza e honestidade em permitir que a vida apareça como ela é ou o mais próximo do que queremos que ela seja.”
A beleza da autenticidade
Ao abordar o envelhecimento, Núbia destaca que chega um momento em que a vida pede menos disfarces e mais naturalidade.
“Que vida é essa que exige tanto disfarce para existir? A perfeição na aparência não é mesmo o objetivo, e está tudo bem assim.”
Assim, cuidar da aparência não precisa significar perseguir uma perfeição impossível. Afinal, aceitar as marcas da própria história também é uma forma de reconhecer o próprio valor.
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