Aproveite o verão sem exageros

Como se proteger dos riscos causados pelas ondas de calor

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As ondas de calor estão cada vez mais frequentes. Segundo uma pesquisa conjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e da Universidade de Lisboa, divulgada em 2024, esses eventos vitimaram mais de 48 mil pessoas no Brasil entre 2000 e 2018. Desidratação, hipertermia (aumento perigoso da temperatura corporal acima do normal) e insolação figuram entre os registros mais comuns. Em São Paulo, por exemplo, houve um aumento de 27% nos atendimentos por insolação e efeitos do calor em 2025, conforme a Secretaria de Estado da Saúde (SES).

Vulneráveis

Para Paula Sian, dermatologista do consultório Pele com Alma, em São Paulo, as crianças e os idosos são mais vulneráveis ao sol e ao calor. “Crianças têm a pele mais fina e geralmente menos pigmentada. Elas se bronzeiam menos e se queimam mais. Já os idosos têm pele mais fina, seca e sensível, o que a torna mais irritável e propensa a queimaduras. Eles nem sempre sentem sede e podem sofrer com a desidratação, que pode até causar alucinações neles. Em crianças, ela pode resultar em irritação ou prostração e levar a quadros de diarreia, náuseas e vômitos”, alerta.

Sinais de desidratação

Ela aborda quais são os sinais evidentes de desidratação: “Suor excessivo sem que haja ingestão de água, boca seca, língua ‘grudando’, queda de pressão e tontura ao mudar de posição. Para se proteger, é preciso evitar o sol entre 10h e 16h, quando ele está mais forte, e usar protetor solar. Os das linhas infantil ou esportiva são recomendados por terem mais resistência à água e ao suor e por serem mais físicos, refletirem a luz e serem menos químicos. Use o maior fator de proteção solar possível, além de reaplicá-lo com frequência”, orienta. Veja a diferença entre protetores físicos e químicos nos quadros da página ao lado.

Colheres de proteção

Ela também esclarece qual é a quantidade de protetor solar que deve ser usada: “Uma colher de chá cheia no rosto e a mesma medida em cada um dos braços, 2 colheres de chá cheias em cada uma das pernas, 1 colher de chá na parte de trás do tronco e porção idêntica na parte da frente do tronco. Como para muitos o protetor solar ainda é caro, caso não seja possível comprá-lo, priorize roupas protetoras (camiseta e boné) e fique embaixo do guarda-sol”.

Hidratação equilibrada

Outra recomendação dela para enfrentar as altas temperaturas é adotar uma alimentação mais leve e levar a hidratação a sério: “Hidrate-se constantemente, mesmo que não sinta sede. Para quem trabalha sob o sol, o indicado é beber um copo de água a cada meia hora. Mantenha-se hidratado mesmo em ambientes climatizados com ar-condicionado. Aproveitar o verão com calma e equilíbrio permite um descanso mais completo e evita que os excessos comprometam a sua saúde”.

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Colaborador

Eduardo Prestes / Arte: Gean França