Aprenda a se organizar e atinja suas metas pessoais e profissionais
Como estão suas gavetas? Conheça os benefícios de manter tudo em ordem e avalie-se
Já percebeu que quando tudo está em desordem fica mais difícil tomar atitudes e até raciocinar? Muitas pessoas sonham em ter um negócio próprio ou crescer na carreira, mas esbarram na falta de organização e não conseguem traçar um plano de ações que precisam ser tomadas. Com isso, abandonam projetos pela metade ou, pior, nem conseguem iniciá-los.
A organização pessoal é uma disciplina que, se adotada, faz toda a diferença no cotidiano e ajuda no planejamento de atividades diárias, semanais e mensais. Para isso, algumas estratégias e ferramentas podem auxiliar uma pessoa a cumprir suas funções da melhor forma e a fazer uma gestão eficiente do tempo.
Danilo Mendes, especialista em gestão de empresas e gestão empreendedora, afirma que a organização pessoal se reflete no bom aproveitamento do tempo e na produtividade e, por consequência, pode trazer melhores resultados profissionais e financeiros. Ele cita alguns malefícios da desorganização: “uma pessoa desorganizada perde muito tempo com coisas que não agregam valor para si, sendo que esse tempo poderia ser utilizado em coisas que fariam a diferença na vida dela. Além disso, um ambiente de tarefas confuso e bagunçado pode ser sinal de algum transtorno emocional ou gatilho para agravar um quadro que está se iniciando, como depressão, estresse e ansiedade, justamente pelo caos instaurado, pela sensação de nunca sair do lugar, de avançar pouco ou de não ter praticamente nenhum resultado. Um ambiente desorganizado pode ser a representação de uma desorganização mental que precisa ser olhada com cuidado”, alerta.
Ainda segundo o especialista, detectar fatores que atrapalham a organização e o desenvolvimento de tarefas é o passo inicial para quem busca uma mudança. “Sem dúvida, o autoconhecimento é necessário para mapear as dificuldades e detectar o que tem atrapalhado o atingimento de objetivos, metas e resultados. Essa percepção sobre a incapacidade de organização e gestão é o primeiro passo para mudar o cenário. Geralmente a falta de organização tem alguns sinais, como pertences espalhados pela casa ou escritório, muitas coisas diferentes misturadas, a falta de um lugar específico para guardar os objetos; a pessoa perde muito tempo procurando itens quando precisa deles, sempre esquece ou perde algo, e está sempre correndo e atrasada”, exemplifica.
Marcela Brito, mentora de carreiras, estrategista em gestão da marca pessoal e analista de imagem e reputação, afirma que a desordem pode gerar estresse, crises de ansiedade e o sentimento de frustração constante, o que impede que a pessoa se sinta competente, capaz ou até mesmo que finalize projetos que tenha começado. No entanto, ela defende que o principal problema de alguém desorganizado é perder a noção de seus próprios limites. “Pessoas que sempre estão dizendo sim para tudo e todos são as mais problemáticas. Uma agenda sempre ocupada, sem pausas nem tempo de qualidade para atividades de lazer, em família ou de bem-estar, é o principal sinal de que uma pessoa está em apuros. O mais importante é fazer uma avaliação das atividades nas quais se está envolvida e avaliar quais contribuem para seu crescimento, bem-estar e saúde e quais estão relacionadas à agenda de outras pessoas. Em seguida, é necessário iniciar um processo de detox (desintoxicação) para se desvincular de atividades que não fazem sentido para seus objetivos pessoais e profissionais e, por último, preparar uma rotina mais leve, com rituais diários que ajudem a reprogramar sua mente para aquilo que é mais importante.”
Danilo defende que o conceito de vida organizada pode ser entendido como ter recursos – tempo, dinheiro, energia e foco – para fazer as atividades que são prioridade, sem sacrificar outras. “Ser uma pessoa organizada é uma questão de hábito e isso deve começar aos poucos, para ser algo saudável e sem grandes traumas. Um bom começo é se comprometer a não deixar coisas espalhadas pela casa ou pelo escritório. Defina locais específicos para os objetos e se policie para colocá-los e devolvê- los ali após o uso. Essas pequenas atividades, quando tornadas um hábito, já farão grande diferença”, conclui.
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