Análise: Eu sei o que é melhor para você
Apesar de todo discurso de empoderamento, não faltam pessoas que buscam conselhos de quem se apresenta como especialista em felicidade
A cientista comportamental inglesa Paula Dolan afirma que os aspectos tradicionais de sucesso não se aplicam mais à sociedade moderna. Além disso, as mulheres são mais felizes quando não se casam e não têm filhos. A ideia pode parecer moderna, mas o fato de sempre haver pessoas se autodenominado descobridores da fórmula da felicidade é antiquíssimo. O que muda é apenas a forma como as pessoas apresentam seus conselhos que vão desde puro achismo, passando pelo misticismo ou sendo “confirmados” pela ciência.
Segundo Dolan, qualificada como principal expert em felicidade, a mais recente evidência no que diz respeito à felicidade feminina aponta que o que antes era tido como sinônimo de sucesso para as mulheres está ultrapassado, pois não correspondem mais à realidade, principalmente no que diz respeito ao casamento e à maternidade. Ela afirma que o subgrupo mulheres não-casadas e sem filhos são as pessoas mais felizes atualmente. Além disso, ela menciona que a ciência só confirma o que “todo mundo” já suspeitava. Mas, todo mundo quem?
Totalmente na contramão dessas afirmações estão Renato e Cristiane Cardoso, autores best-seller e apresentadores do programa Escola do Amor, há oito anos no ar, pela Record TV. Segundo o casal, que já atendeu milhares de casais e solteiros em três continentes, as mulheres continuam buscando relacionamentos duradouros – embora digam que não – enquanto os homens não têm sabido se posicionar diante da postura dúbia das mulheres, que ora dizem querer relacionamentos de ocasião, ora cobram fidelidade e compromisso.
A verdade é que não existe fórmula da felicidade, ou seja, enquanto há mulheres que sentem-se perfeitamente realizadas sem serem mães, há as que sonham com isso. E, mesmo que a sociedade – e até a ciência – digam que carreira, dinheiro e solidão vão trazer felicidade, há quem tenha tudo isso e viva em depressão.
E a pergunta que sempre me faço é: por que, de tempos em tempos, surgem essas “novas fórmulas” de felicidade? E mais: por que até hoje ainda há quem acredite nessas fórmulas? Particularmente, me sinto feliz em ser casada e me realizo em pequenas coisas do cotidiano da vida a dois, como organizar a casa e manter as roupas do meu marido em dia. Vejo como uma função altamente gratificante auxiliá-lo em tudo o que me seja possível e não me sinto diminuída por isso. Se o nome disso é ser Amélia, ótimo! Patricia Amélia a seu dispor!
Até quando vamos seguir ideias de pessoas que se apoiam em suas qualificações vindas sei lá de onde para buscarmos o que só nós mesmos podemos encontrar? A sua maneira de ser feliz é só sua e cabe a você encontrá-la, ainda que ela seja totalmente oposta ao que diz a “ciência” e os “especialistas” em felicidade. Não há maior especialista de você do que você mesmo!
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