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Notícias | 13 de agosto de 2019 - 19:13


Ana Paula Borgo de malas prontas para defender Fluminense no vôlei

'Minha força principal vem da fé. É nela que me refugio e sei que vem muita coisa boa por aí', diz oposto da seleção brasileira, quarta colocada em Lima

Aos 25 anos, Ana Paula Borgo está radiante para a estreia no Fluminense, seu novo clube. Na volta de Lima, onde terminou em quarto lugar nos Jogos Pan-Americanos com a equipe de José Roberto Guimarães, a camisa 5 da seleção brasileira correu para a casa dos pais em Bauru. Enquanto mata a saudade da família, aguarda os próximos passos que dará no vôlei.

Da seleção brasileira, espera a convocação para os amistosos contra a Argentina, em 18 e 20 de agosto, em Suzano. Mas é a temporada no novo clube que está dando brilho nos olhos da jogadora de 1,87 metros e 76 kg que despontou no vôlei defendendo São Caetano. De lá, passou pelo Pinheiros, Osasco e o Praia Clube, em Minas Gerais. Agora vai para o Fluminense.

“Meus pais se conheceram no Rio de Janeiro e tenho muitos parentes por lá. Vai ser muito bom jogar lá. Estou feliz porque sei que vem muita coisa boa por aí”, como conta na entrevista ao R7.

Ana Paula Borgo: Minha força principal vem da fé. É nela que me refugio. Ficamos muito tempo longe da família, no meu caso, também do marido, então é preciso ser forte. E a fé me fortalece. Acredito muito em Deus e acho que se fizer bem meu trabalho, ele também fará a parte dele. Sou da Igreja Universal. Eu e meu esposo somos obreiros. Quando estou viajando fica difícil, mas assisto pelo Univer [plataforma de filmes, palestras, cursos, documentários, músicas e séries para assistir online]. Mas quando estou no Brasil, vamos sempre.

R7: A agenda do vôlei é sempre intensa. Como faz para se manter sempre bem física e mentalmente?

APG: Realmente é intensa. E minha posição [oposto] exige ainda mais esforço físico. Sempre que posso procuro descansar, me alimentar bem, ler livros que tragam mensagens positivas, alimentam a alma, que fortalecem. Leio muito a bíblia também. E, claro, dormir e descansar bastante, ficar com a família.

R7: Quais as conquistas mais importantes da sua carreira até aqui?

APG: O título mundial sub-23 [em 2015] foi minha conquista mais importante até agora. A maneira como vencemos aquela competição, por 3 a 2, numa final muito equilibrada, que quase perdemos contra a República Dominicana, foi marcante.

R7: E quais títulos ainda sonha obter?

APG: Quero ser campeã olímpica. Disputar uma Olimpíada é meu maior sonho. Também gostaria de ser campeã Pan-Americana. Desta vez não deu, mas ainda quero. Um dia, quem sabe.

R7: O Brasil ficou em quarto lugar no Pan-Americano de Lima, o que acha que faltou ao grupo para subir ao pódio?

APG: Era um grupo jovem, com pouca experiência. Como tivemos partidas muito duras, acho que faltou um pouco de experiência em momentos decisivos. Mesmo não tendo conseguido conquistar uma medalha, vejo como um bom resultado nosso quarto lugar.

R7: A seleção brasileira já está classificada para Tóquio 2020. Qual a expectativa?

APG: Vou fazer de tudo, dar o meu melhor para estar no grupo. Disputar os Jogos Olímpicos é o maior sonho de um atleta. E, sem dúvida, é o meu também. Quero estar muito bem até lá para ser convocada.

R7: Você tinha 10 anos quando começou a jogar vôlei. Espera jogar até que idade?

APG: Amo o que faço e penso jogar até quando estiver bem fisicamente. Ataco muito e preciso muito do meu corpo. Espero estar bem por muito, muito tempo ainda. Amo jogar vôlei e não me imagino fazendo outra coisa agora.

R7: Tem algum ídolo no esporte? Alguma pessoa em quem se inspira?

APG: Ídolo, não. Mas admiro a Sheila [também do vôlei]. Não somos muito próximas, ela teve filho e está voltando para a seleção agora. Mas a admiro por ser uma vitoriosa. Gosto muito do estilo de jogo dela, que atua na mesma posição que eu, então me inspiro muito nela.

R7: Quais os planos pessoais?

APG: Hoje é continuar jogando vôlei porque amo o que faço. Mas sonho um dia em abrir um salão de beleza, que também adoro. Sou eu que arrumo meus cabelos, faço minha maquiagem. Gosto muito. Penso ter um salão quando me aposentar das quadras.


  • R7 conteúdo / Foto: Wander Roberto/COB 


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