Amar é obedecer: o verdadeiro significado do perdão
Perdoar não é algo simples, mas é possível
Logo no início da Meditação Matinal desta sexta-feira (16), o Bispo Edir Macedo saudou a todos como amigos, deixando claro que essa saudação inclui também quem não se considera amigo dele. Segundo ele, isso reflete o ensinamento do Senhor Jesus, que vai além dos sentimentos humanos e se baseia na obediência à Palavra de Deus.
Para ilustrar esse princípio, o Bispo relembrou o momento em que Jesus, no Getsêmani, recebeu Judas, que O traía com um beijo. Ainda assim, a primeira palavra de Jesus foi: “Amigo”. Sobre isso, o Bispo explicou que Jesus era amigo de Judas, embora Judas não fosse amigo de Jesus. Por isso, todos são chamados de amigos.
O amor que nasce da obediência
Ao falar sobre amizade, o Bispo destacou que a palavra “amigo” vem de “amor”. Nesse sentido, ele chamou a atenção para o ensinamento direto deixado por Jesus, registrado nas Escrituras em Mateus 5:44:
“Eu, porém, vos digo: amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem.”
Segundo o Bispo, esse mandamento revela quem, de fato, é filho de Deus. Isso porque não se trata de um sentimento natural, mas de uma atitude consciente. “Para ser filho de Deus, a pessoa precisa ter esse comportamento, essa ação em relação às demais pessoas”, explicou.
Perdão não é sentimento, é decisão
Em seguida, o Bispo Edir Macedo falou sobre o perdão, deixando claro que perdoar não é algo simples. Afinal, perdoar significa desejar o bem de quem fez o mal. “O perdão não tem nada a ver com sentimento, emoção ou carinho. Trata-se de uma decisão”, afirmou.
Segundo ele, se a pessoa depender do coração, jamais conseguirá amar os inimigos. No entanto, quando decide obedecer à Palavra de Deus, ela passa a orar por aqueles que a maldizem, perseguem e caluniam. “Não depende do coração, depende da vontade racional, inteligente, que pensa”, ressaltou.
Amar é querer o bem
De acordo com o Bispo, quando a pessoa obedece à Palavra de Deus e ama os seus inimigos, ela deseja sinceramente o bem deles. Assim, esse amor não depende do coração, mas da decisão de obedecer. “Quando eu obedeço à Palavra de Deus, estou provando que O amo”, explicou.
Ele ainda destacou que não se trata de ignorar o mal ou compactuar com injustiças. Porém, o inimigo a quem Jesus se refere não é aquele que invade uma casa para fazer o mal, mas, muitas vezes, alguém próximo: um familiar, um cônjuge, um colega de trabalho ou alguém que causou dor e sofrimento.
O amor que sacrifica
Ao falar sobre o verdadeiro amor, o Bispo lembrou o versículo bíblico em João 3:16: “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigênito”. Ou seja, o amor de Deus não foi apenas um sentimento, mas uma atitude concreta de entrega e sacrifício.
Nesse contexto, ele comparou esse ensinamento com o casamento, explicando que o amor verdadeiro se constrói diariamente, com renúncia, compromisso e fidelidade à palavra empenhada diante de Deus. “Amar é dar. Amar é sacrificar”, afirmou.
Perdão: libertação interior
Por fim, o Bispo Edir Macedo deixou um convite à reflexão. Segundo ele, quem carrega mágoas, ressentimentos ou dores no coração precisa se libertar disso. Para isso, não basta tentar controlar os sentimentos, mas decidir obedecer à Palavra de Deus.
“Quando você ora por quem te maltratou, você está perdoando. Quando você quer o bem dessa pessoa, você está obedecendo à Palavra de Deus.”
Assim, ele concluiu que o amor que Deus espera não é emocional, mas baseado na obediência, no sacrifício e na prática diária do bem. Portanto, amar é uma decisão que glorifica a Deus e transforma o coração. “Esse é o amor que Deus quer e requer de cada um de nós”, finalizou.
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