Alerta feminino: um dia (e todos os demais) para olhar sua saúde

Em 28 de maio foi celebrado o Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher. Mas no ano inteiro devemos nos lembrar dos cuidados que nossa saúde precisa

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Há um dia internacional que olha para a saúde da mulher: 28 de maio. A data foi definida no IV Encontro Internacional Mulher e Saúde de 1984, na Holanda. O Dia Internacional de Luta Pela Saúde da Mulher busca conscientizar sobre a importância do autocuidado. No mesmo dia também é celebrado o Dia Nacional de Redução da Mortalidade Materna, que norteia ações de prevenção de mortes maternas evitáveis.

Mas nem só de um dia se faz a nossa saúde. Cá entre nós, o que não falta são batalhas femininas pela saúde, a começar pela síndrome pré-
menstrual (TPM), que muitos homens subestimam, mas é tão séria que a Espanha está a ponto de legislar por três dias de licença menstrual às trabalhadoras. Há ainda os velhos conhecidos sintomas de menopausa, como dificuldade de dormir, lidar com o humor oscilante e com os calorões. E muitas outras situações que devem ser analisadas com cuidado e carinho. Até mesmo o peso refletido na balança merece atenção.

Seja lá qual for a queixa, por vezes, precisamos reforçar o exército para ganhar a batalha e, aqui, vale colocar o papel de um profissional da saúde para assistir, avaliar e direcionar as melhores táticas para que, em vez de se preocupar com a doença, a preocupação seja com a saúde. Todo cuidado faz a diferença e nenhum sinal de que algo não vai bem – por menor que seja – deve ser ignorado.

SE HÁ LUTA, SE ARME
Para Gustavo Barison, ginecologista e cirurgião ginecológico do Hospital Moriah, cuidar bem da própria saúde não tem preço. “É muito prazeroso sentir que você está sem dívida com você mesma no que diz respeito ao rastreamento de doenças importantes e também saber o que acontece com todo o seu corpo ao longo de todas as fases da sua vida”. Para ele, o acompanhamento de um especialista, muitas vezes encarado como algo obrigatório na cartilha da saúde, deve ser visto como algo bom para que “a mulher perceba que está investindo em si mesma, em sua própria saúde, em seu próprio bem-estar físico e mental.”

O cirurgião cardiovascular Elcio Pires Junior concorda e coloca que pequenas ações diárias são valiosas: “não precisa gastar muito para ter uma vida mais saudável. A prática de atividades físicas pode ser realizada em casa, praças e parques, sem necessidade de locais pagos. Já a alimentação pode ser saudável sem que tenha que aumentar seus custos”.

Do corpo à mente, separamos algumas queixas constantemente colocadas pela ala feminina e alguns sinais aos quais a mulher deve ficar de olho para defender a própria saúde. Existem acompanhamentos que já estão inseridos na rotina feminina, mas não podemos esquecer da saúde como um todo. No infográfico a seguir, confira especialistas que podem ajudar você nessa autoproteção.

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Autor

Flavia Francellino / Arte: Edi Edson