Abuso infantil: um alerta em tempos de quarentena
Com o confinamento por conta de pandemia, muitas crianças e adolescentes têm sofrido com a violência dentro de casa. Entenda
Durante a pandemia do novo coronavírus, muitas crianças correm um risco maior de sofrerem com o abuso sexual e a violência infantil. Isoladas em grande parte do tempo, sem acesso à escola, essas crianças ficam mais expostas e a maioria dos casos acontece no ambiente familiar e, geralmente, é cometido por um parente próximo.
Segundo um relatório divulgado pela organização não governamental Word Vision, até o fim da pandemia cerca de 85 milhões de crianças e adolescentes poderão se juntar às vítimas de violência. O número representa um aumento de até 32% da média anual das estatísticas oficiais. As medidas de distanciamento social, incluindo o fechamento de escolas, foram adotadas por 177 países e afetaram 73% de toda população infantil mundial.
Segundo a psicóloga Elisângela Lacerda, especialista em estratégia na Saúde da Família, quando uma criança é abusada ou sofre algum tipo de violência, ela passa a apresentar sinais de que algo está errado, então, é preciso que os pais ou cuidadores fiquem atentos e mantenham uma relação de confiança para que a criança consiga falar e denunciar.
“Todo tipo de abuso e violência causa angústia, tristeza, medo e dores emocionais; a criança fica exposta e se sente fragilizada e desamparada, é uma ambivalência de sentimentos por ocasionar dor através do abuso, então, a criança fica com medo e acuada”, disse.
Elisângela também acrescenta que é possível prevenir e enfrentar o abuso, após ter a confirmação das suspeitas. É preciso conversar com a criança e, em seguida, denunciar aos órgãos competentes.

“Buscar apoio em locais como Conselho Tutelar de seu Município, delegacias, Juizado da Infância e da Juventude e Ministério Público, pois estas são instituições capacitadas para oferecer ajuda e proteção. O contato pode ser via telefone e a notificação não necessita de identificação. As denúncias também podem ser feitas pelo Disque Direitos Humanos (disque 100)”, comentou.
Como ajudar a criança?
A psicóloga e responsável pelo projeto Escola de Mães, Edineia Dutra, avalia que é preciso estar atento aos sinais, pois todas emitem alguns. E, sobretudo, é imprescindível acreditar nelas.
“Informamos aos pais que o adolescente ou a criança só se abrirá (com muito esforço) se tiver certeza que será acolhida, compreendida e que seus pais irão ouvi-la sem julgamento moral ou condenação. Orientamos que essa escuta deve ser com muita atenção e observar tudo o que ele/ela tem a dizer. É preciso deixar claro que nenhuma criança tem culpa por ter sido vítima de abusadores. Por isso, ela pode se abrir e não se sentir culpada ou envergonhada pelo que aconteceu. O único culpado é o abusador que cometeu um crime. Por isso, os pais precisam saber o que houve para denunciar esse criminoso às autoridades competentes e fazer com que ele não faça outras vítimas”, orientou.
Conheça o projeto “Escola de Mães”
O projeto tem como finalidade levar às famílias ensinamentos no âmbito do relacionamento familiar, onde são abordados temas sobre as melhores práticas para conviver, educar e orientar os filhos. Para saber mais, acesse o site oficial do grupo e acompanhe as dicas do Minuto Escola de Mães. Ou ainda nas aulas online, por meio da plataforma Univer Vídeo.
Ademais, para ajudar os pais nesse processo, a Escola de Mães possui um grupo no Whatsapp, por meio do qual são enviadas dicas, orientações e mensagens diárias. O objetivo é ajudá-los a lidar melhor com os filhos nesse período de confinamento. C
Ajuda espiritual
Você e seu filho (a) não precisam passar por isso sozinhos, busquem a ajuda de Deus para enfrentar essa dor. Caso estejam passando por esta situação de abuso, clique aqui e saiba onde encontrar auxílio.
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