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Notícias | 9 de Janeiro de 2022 - 00:05


A prosperidade pode não ser o que você pensa

Ser próspero é muito mais do que ter sucesso nos negócios e nas finanças. Entenda o que é de fato essa dádiva e como ela pode ser adquirida

A prosperidade pode não ser o que você pensa

Todo mundo quer uma vida confortável e próspera e, para isso, muitos desejam se tornar patrões ou pelo menos não ter um. Só em 2020, 50 milhões de brasileiros pretendiam abrir um negócio próprio, segundo um relatório divulgado pela Global Entrepreneurship Monitor (GEM), pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBPQ), número que representa 75% a mais de pessoas nessa situação do que em 2019. Mas quantos de fato entendem o que significa ser realmente próspero?

Muita gente abre uma empresa que não vai para a frente e não sabe o motivo disso ter acontecido. Ela culpa as circunstâncias e até Deus pelo seu fracasso, mas, muitas vezes, não entende como deve ser a busca pela prosperidade. Os recursos financeiros, os bens e a ostentação são o foco de diversas pessoas, contudo, quando o dinheiro lhes falta, elas começam a perceber que o entorno delas era vazio, sem alicerce, pois ele, ao ser utilizado apenas para benefício próprio, é como uma casa construída sobre a areia, e não sobre a rocha, como ensinou o Senhor Jesus. (Mateus 7.24-27).

Você vai acompanhar a seguir histórias de pessoas que viram a diferença entre a prosperidade que pensavam que existia e o que ela realmente é.

“Do Altar para o Altar”
Joelson e Madalena Mota, (foto abaixo) ambos de 55 anos, de São Paulo, sofreram até entender o que precisavam fazer para obter o sucesso. Ele conta como iniciou a sua caminhada na fé: “eu era um homem sem direção, problemático, com vícios, com a vida amorosa destruída e sem perspectivas de ser feliz, mas, depois do meu Encontro com o Senhor Jesus e o batismo com o Espírito Santo, recebi aprendizados, segui na obediência e obtive a transformação em todas as áreas”.

Ele relata que, depois de ter feito uma Aliança com Deus e priorizá-Lo, recebeu uma direção: “eu sempre ouvia falar dos que iam à Terra Santa e, em 2010, fomos pela primeira vez ao Egito e a Israel. Andar pelos caminhos da Bíblia foi algo que fez com que pudéssemos crescer em entendimento e espiritualmente”. Então, assim que retornou ao Brasil, Joelson pôs em prática o que Deus tinha colocado dentro dele. “De tanto eu falar para as pessoas sobre a maravilha que foi aquela experiência e ver o interesse delas, cresceu em mim a vontade de levá-las para terem o mesmo. Começamos a formar caravanas e Deus nos deu a direção de estruturar uma agência de turismo bíblico.”

Joelson e sua esposa abriram a empresa, mas não se consideraram donos do negócio. Eles entenderam que o foco deveria estar sempre em Deus. “Sabemos que a nossa empresa foi fundamentada no Altar, que me proporcionou um negócio no qual eu posso, ao mesmo tempo, servi-Lo e construir a vida financeira com prazer no que realizo”.

Joelson destaca que a sua empresa é abençoada porque ele busca levar a bênção a outras pessoas. “A direção do Altar nos leva a algo que não favorece só a nós. Por meio dos propósitos e campanhas que fizemos e da nossa fidelidade nos dízimos e nas ofertas, mantemos a estrutura da empresa e levamos as pessoas também a alcançarem a Salvação.”
Essa dedicação em alcançar almas para o Reino de Deus também surgiu depois que ele conheceu o jornal Folha Universal, como descreve: “uma moça que trabalhava na minha casa levava o jornal e o deixava na área de serviço. Eu o lia e perguntava a ela sobre a verdade do que estava escrito ali. Com ele, dei meus primeiros passos em direção a Deus”.

Certo de que a prosperidade está pautada na visão de ganhar almas, Joelson afirma: “Deus é o verdadeiro destino de nossa agência. Levamos as pessoas sempre com a convicção de que é uma direção que Deus nos deu, tanto que Ele tem nos sustentado todo esse tempo, ainda mais durante a pandemia. Vemos os problemas, mas, com a mente regida pelo Espírito Santo, temos a certeza de que passarão, pois tudo está no controle do Altíssimo”.

Ele define como sua vida é realmente próspera: “ela é composta por quatro áreas bem claras: a espiritual, com a comunhão com o Espírito Santo; a física, que compreende nossa saúde, que está muito boa; a amorosa, pois Madalena e eu estamos muito bem casados há 15 anos e com uma linda família; e a financeira, que é apenas uma decorrência inevitável da obediência e da comunhão com Deus”.

Para eles, Deus sempre estará à frente de tudo: “aprendemos que tudo que fizermos deve ser para Deus. Temos uma vida confortável na certeza de que o Senhor é nosso pastor e nada nos faltará, como ensina o salmista Davi, mas precisamos entender como sermos pastoreados por Ele e seguindo Sua orientação o tempo todo. A riqueza só é real quando vem do Altar e volta para Ele. Afinal, é com o fruto de nosso trabalho que mais gente será alcançada, poderá também obter a verdadeira prosperidade e será salva.”

“Deus: meu sócio majoritário”
“Desde a época da faculdade, há cerca de 20 anos, eu tinha o sonho de ter uma pousada, mas ele não se realizava, apesar de eu nunca ter desistido. Eu orava para que Deus me desse condições para ter esse tipo de negócio”, conta Viviane Santiago, (foto abaixo) de 42 anos, de Bertioga, no litoral paulista.

Até que ela recebeu a resposta às suas orações: “Deus pôs em meu caminho um imóvel que eu queria para morar, mas, ao entrar nele, pensei que tinha ‘cara’ de pousada. Só que não tomei uma atitude a respeito e continuei em meu trabalho em outro ramo.” Ela até sabia que não era o acaso que agia em seu favor, mas se deixava levar pelo cotidiano. “Até que, um dia, Deus me falou que Ele tinha me dado aquele lugar para realizar um sonho. Então, comecei a agir conforme a direção dEle, até mesmo na configuração dos quartos, da sala, do local para o café da manhã e em tudo”, revela.

Como Viviane já tinha a vida no Altar, ela sabia que aquele negócio seria diferente. “Eu só administraria o negócio, mas Deus seria o dono. Tendo essa relação com Deus, eu anunciei a pousada em um mês de novembro e, pouco depois, ela já estava com todos os leitos reservados para os próximos meses. Há quem diga que foi sorte por eu estar no litoral, onde já havia grande procura naquele período, mas os concorrentes não tiveram o mesmo êxito. Vi Deus honrar o que eu quis desde o começo e, assim, compreendi que meu negócio tinha que possibilitar direta ou indiretamente o ganho de almas para Ele.”

Viviane foi na contramão de quem vê sucesso naquilo que é material: “não quero acumular riquezas, mas que as pessoas vejam o Senhor Jesus no modo como eu as atendo e as trato. Eu queria uma forma de ganhar almas além das usuais e tem sido assim a cada hóspede que recebo. Tanto que, quando eles saem da pousada, comentam sempre a mesma coisa: ‘a anfitriã nos recebeu muito bem e nos sentimos em casa’”.

Para Viviane, seu negócio não é uma simples pousada, mas uma extensão da Igreja: “nela mostro o Senhor Jesus até em conversas com os hóspedes. De nada adiantaria só rendimentos obtidos pelo trabalho, pois seria apenas dinheiro e não a real prosperidade”.

Questionada sobre a origem de tanta segurança enquanto muitas empresas fecham, Viviane é enfática: “muitos me falaram do alto risco, do enorme investimento, dos problemas normais de uma obra, mas em nenhum momento me preocupei, pois, se eu fizesse a minha parte e obedecesse a Deus, não tinha como dar errado ou ter prejuízos. Não tinha como não ser um sucesso, já que era para glorificá-Lo. Eu não quero só dar mais um testemunho de um empreendimento que tem Deus à frente, mas faço questão das almas que posso alcançar por meio dele”.

Viviane assegura que, com o bom rendimento financeiro que obtém, ela ajuda a financiar a Obra de Deus. “De que adiantaria se tudo de bom viesse só para mim? Não seria prosperar, seria apenas acúmulo”, diz. “Minha maior riqueza não vem da pousada, de outros bens ou do dinheiro que resulta deles, mas do Espírito Santo. Todas essas coisas são substituíveis, mas Ele, não”, pondera Viviane.

O exemplo de que uma vida próspera, na verdade, não é ter dinheiro, é evidente no caso de Viviane. “A melhoria ocorreu em todas as áreas: um casamento abençoado, um ótimo filho e tenho como cuidar de mim. Os negócios são somente um complemento. Quando temos Deus como sócio majoritário e somos só administradores, não fazemos nada ‘pelo braço’. Não me preocupo se haverá hóspedes o ano inteiro, pois Ele nos envia”.

Segundo ela, tudo acontece naturalmente: “claro que tenho que trabalhar muito, fazer minha parte, atender bem, mas estou ciente de que tudo vem de Deus. Ele sempre nos surpreende quando O obedecemos. Já tenho reservas fechadas até dezembro de 2022, mas sei muito bem que não são por mérito meu, mas dEle”.

“Preso à zona de conforto”
Claudio Faia, (foto abaixo) de 45 anos, de São Bernardo do Campo (SP), se envolveu com o trabalho desde a infância. Ele conta como foi subindo os degraus na vida profissional: “desde garoto, eu ajudava meu pai na feira e isso me tornou uma pessoa comunicativa. Aprendi a vender, fiz um curso técnico em eletrotécnica e o superior em administração e busquei o máximo de informações para ser bom entendedor do que faço. Assim, consegui trabalho como vendedor em uma empresa e por 15 anos trabalhei lá. Cheguei a ser gerente”. Nesse ínterim, ele conheceu Renata Lenzi, de 40 anos, com quem se casou.

Contudo, mesmo exercendo a função que desejava, seu dinheiro não rendia. “Eu não conseguia realizar meus sonhos, que incluíam sustentar a família. A situação se agravou: a empresa em que eu trabalhava entrou em crise e eu já não recebia salário. Então, as contas se acumularam, vieram as dívidas, os financiamentos e os desentendimentos com minha esposa. Eu só enxergava aquele emprego, mesmo não tendo o salário em dia. Ele era o chão sob os meus pés.”

Renata enxergou que o marido estava preso a essa zona de conforto e tomou uma atitude radical. Ele descreve: “já frequentávamos a Universal e minha esposa fez um propósito no Altar para que eu fosse demitido ou pedisse demissão. Aconteceu o primeiro. Só aí começou a mudança. Frequentando as reuniões às segundas-feiras, passei a confiar em Deus e fiz um pacto com Sua Palavra. Só com Ele tive forças para quebrar o apego ao conhecimento adquirido na empresa anterior”.

Fora da prisão mental, Claudio recebeu de Deus a visão de trabalhar por conta própria em algo totalmente diferente do que fazia antes: a venda de papéis para reutilização, bem em voga em um mundo cada vez mais voltado para a redução do impacto ambiental. “Deus nos colocou frente a frente com fornecedores, enviou clientes, abriu portas e nos capacitou. Hoje, estamos prósperos em um negócio no qual jamais pensaríamos em entrar sem a direção dEle.”

Sem focar nos recursos para benefício próprio e no conhecimento humano, Claudio entendeu que “empreender é viver uma experiência nova a cada dia. Nossa força, como humanos, é limitada, mas, se temos o Espírito Santo, possuímos a certeza de que tudo dará certo e que venceremos todas as dificuldades, ainda que elas tentem nos abater”.

Indagado sobre como Deus favorece a prosperidade, Claudio diz: “ao pensarmos em prosperar, Deus esquadrinha nosso coração e conhece nossas intenções. Quando estamos na Presença dEle, colocamos em nossos planos que somos parte de Seu Reino, cuja maior riqueza são as almas, em especial as que estão perdidas no mundo e precisam de ajuda. Então, o Altíssimo percebe se queremos prosperar para nós mesmos ou para promover o ganho de almas e, aos que agem assim, o Senhor concede a verdadeira prosperidade”.

Claudio cita como é ser próspero na prática: “vivemos em harmonia, com amor, paz e compreensão, mas nossa maior riqueza é o Espírito Santo. Se O obedecermos, Ele não nos falta e, assim, nada mais também nos faltará”, conclui.

Sem bênçãos para o egoísta
Quem vive a verdadeira prosperidade não é alvo das seguintes críticas bíblicas: “Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta ou o templo, que santifica o ouro? Insensatos e cegos! Pois qual é maior: a oferta, ou o Altar, que santifica a oferta?” (Mateus 23.17 e19); “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que dizimais a hortelã, o endro e o cominho, e desprezais o mais importante da lei, o juízo, a misericórdia e a fé; deveis, porém, fazer estas coisas, e não omitir aquelas.” (Mateus 23.23).

Segundo essas palavras de Jesus, de nada valem os recursos para benefício próprio sem que haja uma real Aliança com Deus. Gerar riquezas só para si sem a proteção Divina pode levar à ruína, assim como o ato de dizimar e ofertar apenas como ritual ou obrigação não são considerados pelo Altíssimo. Ele não quer um imposto por Seu Reino, mas um sacrifício genuíno ao deixar a vida inteira no Altar.

Em um vídeo no YouTube, o Bispo Edir Macedo disse que as pessoas devem lutar para conquistar aquilo que Deus prometeu, mas que não devem fazer isso para benefício próprio. “Quando Deus abençoa uma pessoa, não é para que ela venha a curtir a bênção e guardá-la para si, mas para que essa criatura venha a ser usada para abençoar outras pessoas. Deus não abençoa a pessoa egoísta.

A proposta dEle envolve disseminar o Evangelho, a bênção, a Palavra, e não reter.” Ele continua: “quando Deus cura, não é apenas para que a pessoa viva mais, mas para que sirva como testemunha para outros enfermos. Quando Ele a enriquece, não é para que ostente a riqueza, mas para que seja usada também em favor dos pobres e oprimidos, seja na evangelização, seja nas obras sociais”.

Com esse entendimento, fica mais claro saber o que pedir a Deus de agora em diante: “Salva-nos, agora, te pedimos, ó Senhor; ó Senhor, te pedimos, prospera-nos.” (Salmos 118.25).

*Colaborou: Núbia Onara.


A prosperidade pode não ser o que você pensa
  • Marcelo Rangel / Foto: getty images e Demetrio Koch 


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