A notícia que confrontou a fé de Cleonice Ramos

Um diagnóstico inesperado a colocou frente a um desafio que exigiu coragem e confiança

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No início de 2025, a modelista Cleonice Ramos, de 42 anos, recebeu o diagnóstico de um tumor maligno no intestino. Tudo começou com episódios frequentes de cólica e diarreia, que persistiram por cerca de três meses. Nesse período, ela procurou um clínico geral, que suspeitou de intolerância à lactose e solicitou exames para confirmar essa possibilidade.

Enquanto aguardava o resultado, Cleonice decidiu consultar um gastroenterologista. No dia da consulta, o especialista já tinha acesso ao exame, que confirmou a intolerância à lactose. Ainda assim, para investigar melhor o quadro, ele solicitou novos exames, entre eles uma colonoscopia.

Com o procedimento foi identificado um pólipo de três centímetros no intestino, além de sinais de inflamação.

Recebendo o diagnóstico

Seguindo a orientação médica, Cleonice foi a outro hospital para dar continuidade ao atendimento. Na biópsia, foram retirados nove fragmentos para análise, incluindo parte do pólipo.

O resultado foi de adenocarcinoma tubular, um tipo de câncer comum em órgãos como intestino, estômago, pâncreas e pulmões. Ao receber a notícia, a reação inicial dela foi de choque e choro. Ainda assim, ela decidiu não permitir que o diagnóstico abalasse sua fé.

Ela conta como reagiu: “Eu orei pedindo a Deus que estivesse comigo, me desse forças e me sustentasse nessa batalha. Decidi que não deixaria de lutar nem ficaria abalada com aquela situação”, relata.

Câncer de intestino

É um tumor maligno que se desenvolve no intestino grosso, também chamado de cólon reto. Ele quase sempre surge a partir de pólipos, lesões benignas que crescem na parede do intestino.

Principais causas da doença

  • Excesso de gordura corporal;
  • Elevado consumo de carne vermelha;
  • Consumo de carnes processadas;
  • Alimentação pobre em fibras;
  • Fumar e ingerir bebidas alcoólicas; e
  • Sedentarismo.

Sintomas

  • Sangue nas fezes;
  • Mudança do hábito intestinal (diarreia e constipação);
  • Dor ou desconforto abdominal;
  • Alteração na forma das fezes;
  • Fraqueza e anemia;
  • Perda de peso sem causa aparente; e
  • Massa (tumoração) abdominal.

Prevenção e tratamento

A prática de atividades físicas e a adoção de uma alimentação balanceada, composta por frutas, legumes, verduras e grãos, são fortes aliadas na prevenção da doença.

Já o tratamento normalmente é feito por intervenção cirúrgica e há a possibilidade de ter de realizar sessões de quimioterapia e radioterapia, dependendo do estágio do tumor.

Fonte: Instituto Nacional de Câncer (INCA).

Preparação para a cirurgia

No caminho de volta para casa, Cleonice contou ao marido qual foi o diagnóstico. Conforme havia determinado em oração, optou por não se entregar ao desânimo.

Cerca de três semanas depois, ela foi atendida por um oncologista. Após fazer a análise dos exames, o médico informou que seria necessária a retirada de parte do intestino para eliminar completamente a lesão. O material removido também passaria por uma nova avaliação.

Fé colocada em prática

Além de seguir rigorosamente as orientações médicas, Cleonice recorreu à fé. Frequentadora da Igreja Universal, ela participou do propósito da água consagrada, realizado aos domingos, bebia o líquido e orava especificamente em prol de sua cura.

Embora confiasse em Deus, ela admite que houve momentos de fragilidade emocional e conta ainda que uma mensagem que ouviu durante uma pregação a despertou, como detalha: “Em uma reunião, o pastor orientou que devemos falar com Deus em todas as situações, porque Ele pode todas as coisas. Mas há momentos em que também é preciso falar diretamente ao problema, ir à raiz e determinar a solução”.

A partir daquele dia, Cleonice decidiu reagir com firmeza: “Depois que ouvi isso, todas as madrugadas eu me levantava e determinava que não aceitava aquele mal na minha vida.”

A resposta

Sessenta dias depois da primeira consulta, a cirurgia foi realizada com sucesso. O pós-operatório, no entanto, foi desafiador. Cleonice desenvolveu cefaleia pós-raquianestesia, uma dor de cabeça intensa causada pela perda de líquido cefalorraquidiano, e precisou permanecer internada por mais sete dias.

Durante esse período, o marido a acompanhou e levava a água consagrada para que ela tomasse. Após alguns dias, os sintomas desapareceram.
Com a cirurgia, o tumor foi totalmente removido. Os exames confirmaram que não houve metástase. Hoje, Cleonice está livre do câncer. “Por ter confiado em Deus, hoje posso contar o meu testemunho. Ele fez isso!”, afirma.

O que o exame médico mostrou

O laudo de anatomia patológica demonstra que o câncer estava em estágio inicial (estágio 0) e foi totalmente removido por meio da cirurgia.

O exame confirma que:

  • O tumor foi retirado completamente;
  • As margens da cirurgia estão livres, ou seja, não restaram células cancerígenas no local operado;
  • Nenhum dos 15 linfonodos analisados apresentou sinais de metástase; e
  • Não há presença de câncer nos tecidos examinados. Na prática, isso significa que não há evidências de doença residual no material analisado.

Pelo estadiamento pTis pN0, o tumor era restrito à camada superficial e não houve comprometimento dos linfonodos. Esses achados são compatíveis com remoção completa da lesão e indicam prognóstico excelente, sendo recomendado apenas acompanhamento periódico.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

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Colaborador

Thayná Andrade / Fotos: Demetrio Koch