A narrativa do “mas”

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Ainda no processo de alfabetização todos aprendemos a usar determinadas palavras que nos ajudam a construir uma estrutura gramatical coerente e capaz de expressar o que desejamos por meio da comunicação. No entanto para formar suas opiniões, há uma palavra de apenas três letras que se tornou a favorita de grande parte da imprensa: o “mas”.

Ele pode ser usado como um conectivo para reforçar uma ideia ou unir duas orações com propriedades sintáticas semelhantes. Todavia também é comumente usado como uma conjunção adversativa para exprimir oposição ou ressalvas ao que foi dito na sentença anterior.

É justamente como oposição que a mídia tem feito o uso desenfreado de tantos “mas” e seus sinônimos em suas manchetes, argumentações e discursos. Apesar de a imprensa ter o dever de ser imparcial, é dessa forma que a grande mídia tem provado e comprovado suas ideologias e sua oposição de maneira nada subliminar. Dessa forma, o conluio formado pelo consórcio de imprensa vem criando uma narrativa para turvar a visão do brasileiro sobre o que de fato tem acontecido no País.

No início do ano, profissionais de comunicação e ditos “especialistas” não pouparam argumentos, tinta ou saliva para atemorizar os brasileiros sobre uma catástrofe. Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), por exemplo, a projeção era de que o crescimento do Brasil fosse de apenas 0,3% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2022 e, desde então, tem sido necessário revisar seus cálculos periodicamente para acompanhar os índices de crescimento do PIB, o aumento da empregabilidade e até a deflação da economia.

No entanto a mídia tem sido inescrupulosa ao diminuir a relevância e o mérito de cada conquista e se mostra engajada em manipular as boas notícias, como vimos em algumas manchetes. Para o portal UOL, “Brasil volta ao 6º lugar em investimentos no mundo, mas retomada é parcial”, enquanto para o Valor Econômico o “emprego surpreende em maio, mas dúvidas persistem”. Já a revista Veja insistiu que “PIB cresce, mas não alivia perspectivas para Bolsonaro”, o G1 fez questão de ressaltar que o “Brasil melhora acesso à escola, mas ainda precisa superar desigualdade, aponta OCDE”, o Estadão tentou alegar que “Brasil melhora em ranking de inovação, mas não por mérito próprio” e, por fim, com uma manchete tentando instigar o medo sobre o futuro, a CNN questionou “a economia parece melhorar, mas e o ano que vem?”

Percebeu como sempre tem um “mas”? Para quem acompanha assiduamente as notícias, a impressão é que a mídia adotou um novo manual, cuja orientação geral é de que não pode haver nenhuma boa notícia sobre o governo e, consequentemente, sobre o Brasil. E, ainda, se não existir outra pauta, diante de qualquer manchete inicialmente positiva, o “mas” é uma presença obrigatória para ofuscar as benfeitorias.

Se não houvesse distinção entre ideologias governamentais, tal detalhe poderia ser irrelevante, mas diante de dois pesos a imprensa apresenta duas medidas completamente diferentes. Ao mesmo tempo que manipula suas manchetes para atacar e criar uma visão negativa para o atual cenário, também é grande defensora da esquerda e faz de tudo para encobrir os rastros de malefícios deixados por ela na economia, na saúde, na educação e em toda a história do Brasil e na vida dos brasileiros.

Os jornalistas, autores de tais manchetes, têm o direito de discordar e até de odiar o presidente ou o governo, seja do passado, presente ou futuro, afinal, vivemos em uma democracia, regime em que todos podem manifestar sua opinião. O inaceitável é que esses ditos profissionais da imprensa destilem tanto ódio contra o próprio Brasil ignorando ou, pior, desmoralizando as benfeitorias conquistadas tão arduamente para a nação.

Tal discrepância entre a veracidade dos fatos e a narrativa criada com tantos “mas” no que é divulgado pela mídia revela que apesar de o papel do jornalista ser defender e propagar a verdade dos fatos, seja ela qual for, a maioria deles está corrompida pelos próprios interesses políticos e pessoais. Assim sendo, só nos resta continuar fazendo o papel deles de verificar a autenticidade das informações e discernir a verdade para não nos enganarmos diante de tantos argumentos maliciosos.

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Autor

Redação / Arte: Edi Edson