“À Espera da morte, eu me lembrei de Deus”

A empresária Fabiana Mendes recorria a Deus só para resolver seus problemas, até perceber que esse seu hábito era o pior de todos eles

Imagem de capa - “À Espera da morte,  eu me lembrei de Deus”

A empresária Fabiana Mendes, de 50 anos, chegou aos 6 anos à Universal acompanhada da mãe e da irmã, por conta de dificuldades familiares. Com o passar do tempo, a família se firmou na fé: sua mãe e sua irmã passaram a servir a Deus.

No entanto, como a irmã era sua principal referência, Fabiana foi impactada quando ela desistiu da fé e diz como reagiu: “Eu gostava muito de ir à Igreja e tinha minha irmã como exemplo, mas quando ela saiu, aos 15 anos, eu também não quis mais continuar. Na época, eu tinha 12 anos. Ela começou a frequentar bailes, a conviver com más amizades e minha mãe me pedia para acompanhá-la e depois contar o que estava acontecendo. Eu acabei sendo atraída pelo mundo”.

Fé interesseira
A influência da irmã não se devia apenas à diferença de idade, mas também ao fato de Fabiana acreditar que sua mãe amava mais a filha mais velha. Movida por esse sentimento de rejeição e pelo desejo de parecer descolada, Fabiana teve, aos 14 anos, sua primeira experiência com drogas, quando experimentou maconha.

Aos 15 anos, quando recebeu o diagnóstico de insuficiência renal, ela lembrou-se da época em que frequentava a Igreja e confiava no poder de Deus e decidiu participar de uma reunião. Ela recebeu o milagre, mas não voltou mais depois. “Recebi a bênção e dei as costas para Deus”, admite.

Fundo do poço
Ela tornou-se a garota descolada que sempre quis ser: tinha namorados, fumava e ia a baladas. Aos 18 anos, ela bebia com frequência. Aos 22 anos, seu primeiro marido lhe ofereceu cocaína e ela usou a droga algumas vezes.

Aos 42 anos, ela recebeu outro diagnóstico assustador: câncer no pulmão. A solução era fazer uma cirurgia, mas havia uma exigência, conforme afirma: “Eu fazia tratamento em um hospital renomado de São Paulo, com as melhores condições de tratamento, mas a única atitude que dependia de mim, que era parar de fumar, eu não conseguia adotar nem com remédio”.

A volta para ficar
Com depressão e síndrome do pânico decorrentes do problema de saúde, Fabiana ficou impossibilitada de trabalhar, chegou à beira da falência e enfrentou crises no casamento. Foi nesse momento que ela avaliou sua condição espiritual:

Ela conta que, dos 12 aos 42 anos, nunca se firmou na fé: “Aos 29 anos, após o divórcio, voltei algumas vezes à Igreja em busca de paz. Aos 32 anos, já em um novo relacionamento, grávida e desesperada, frequentei a Igreja, mas como quem recorre a um
pronto-socorro. Após alguns meses doente, à espera da morte, me lembrei de Deus e voltei à Igreja. Só que dessa vez não voltei para pedir a cura, mas com medo de ir para o inferno”.

Ela diz que chegou à Igreja com o orgulho “quebrado” e disposta a obedecer à Palavra de Deus. Logo no primeiro dia, depois de 27 anos de vício, ela perdeu a vontade de fumar. Uma semana depois, se batizou nas águas. Assim, ela se livrou da depressão, conseguiu fazer a cirurgia e se curou do câncer. Diferentemente de outras vezes, Fabiana permaneceu na fé e recebeu o mais importante, como afirma: “Durante uma Fogueira Santa, coloquei no Altar tudo que me prendia ao passado e recebi o Espírito Santo”. Hoje, a vida de Fabiana reflete o estado da sua alma. “Meu casamento foi restaurado, tenho saúde, família, tudo. Minha vida está transformada”, celebra.

 

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Colaborador

Núbia Onara / Foto: Guilherme Branco