A doença a despertou para a fé inteligente

Com um diagnóstico grave e um tratamento inacessível, Patrícia de Brito decidiu aceitar o convite das irmãs e encontrou uma nova direção para a sua vida

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Tudo começou com uma pequena casquinha na região do cotovelo que rapidamente se espalhou pelo corpo de Patrícia de Brito, supervisora de facilities, de 53 anos. Com o avanço das lesões, outros sintomas passaram a incomodá-la, conforme relata: “Coçava muito e meu corpo estava todo tomado por feridas. Eu passava várias pomadas e nada melhorava. Eu sentia que meu corpo já estava com um cheiro ruim, que ficava até na roupa, e, por isso, decidi procurar um dermatologista.”

O diagnóstico

Depois de fazer exames de imagem, de sangue e até uma biópsia, Patrícia recebeu o diagnóstico de psoríase gutata – uma doença autoimune, crônica e sem cura, segundo o médico. O tratamento indicado tinha um custo elevado: cada dose da medicação custava R$ 11 mil. A autoestima de Patrícia também estava abalada e ela só saía de casa usando blusas de manga comprida para esconder as feridas.

Psoríase gutata

Caracterizada por placas avermelhadas cobertas por escamas brancas ou prateadas, a psoríase é uma doença inflamatória, sistêmica, crônica, autoimune e não contagiosa. Além do aspecto estético, as lesões podem afetar a qualidade de vida, causar coceira, dor, descamação, queimação, inchaços e rigidez nas articulações.

A psoríase é classificada em diferentes tipos segundo a aparência e a localização das lesões. Na psoríase gutata, as lesões têm formato de gota e costumam estar associadas a infecções das vias respiratórias superiores. As manchas vermelhas podem surgir em várias partes do corpo. Embora não tenha cura, existem tratamentos que ajudam a melhorar a qualidade de vida e a autoestima do paciente – desde cremes e pomadas até comprimidos, injeções, fototerapia e acompanhamento psicológico.

FONTE: Associação Brasileira de Psoríase, Artrite Psoriática e de Outras Doenças Crônicas de Pele.

Suas irmãs, Marli e Mariluce, que frequentam a Universal, a orientaram a recorrer à fé, e ela diz o que fez: “Passei a frequentar a Universal às quartas, sextas e domingos em busca da cura, pois não aceitei o diagnóstico, e conversei com Deus”. Aconselhada por uma amiga, Patrícia também buscou outra opinião médica e iniciou um tratamento que era mais acessível. Além disso, ela destaca outra atitude que adotou: “Avisei o médico que estava usando minha fé e ele disse que não adiantaria, que eu precisava tomar a medicação. Respondi a ele: ‘Vou tomar a medicação com a água consagrada e usar a minha fé’. E foi o que fiz”.

A resposta que buscava

Determinada em sua fé, Patrícia levava à Igreja uma garrafa com água para ser consagrada a Deus e a usava para tomar os remédios e no banho, para cozinhar e até a misturava aos cremes que aplicava na pele. Ela logo começou a perceber melhoras, como dormir bem e sentir grande alívio nos sintomas.

“Fui curada graças à minha fé em Jesus Cristo! Os médicos disseram que foi um milagre e que tudo aconteceu muito rápido, mas eu esclareci que Deus me curou, por meio da minha fé, quando usei a água do tratamento”, afirma. Hoje, ela comemora a restauração da saúde e a volta à vida normal. Ela não esconde mais o corpo nem tem vergonha das marcas e feridas que ficaram.

Uma lição

Além da cura, Patrícia ressalta que aprendeu a depender mais de Deus do que das próprias forças. “Depois que entendi que Deus é Deus de milagres, nunca mais deixei de orar. Já acordo orando e agradecendo pela minha vida e por tudo que Deus fez, faz e fará por mim hoje, amanhã e sempre”, conclui.

A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente.

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Colaborador

Laís Klaiber / Foto: arquivo pessoal e Ozair Júnior