A consagração
Mais do que um ato de fé, a bênção ministrada pelo Bispo Edir Macedo ao presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, durante um encontro realizado no Templo de Salomão, localizado na capital paulista, traz consigo um significado amplo e profundo.
Primeiramente, vale lembrar que o ato simbólico é importante. De um lado temos a figura bíblica do sacerdote, representada pelo Bispo, e do outro temos a figura do líder da nação, representada pelo presidente. Portanto trata-se de um acontecimento semiótico, ou significado, que precisa ser analisado longe de uma avaliação simplista do tipo “eu não concordo com isso”.
Nos tempos bíblicos, a unção, que é o derramamento do azeite, simbolizava a concessão de soberania a uma pessoa. Era algo valorizado tanto pela população quanto pelos dirigentes. Ela proporcionava ao consagrado um poder para além do campo físico e representava a autoridade alcançada em âmbitos nobres, como sabedoria, valores e virtudes. Um evento que não acontecia apenas entre duas pessoas, mas também tinha a participação do próprio Deus.
Foi o que aconteceu quando o profeta Samuel ungiu o rei Davi (1 Samuel 16). Este chefe de Estado teve uma vida dedicada a fazer a coisa certa em benefício do povo. E, por isso, Davi foi um dos mais notórios reis que passaram pela Terra. Por meio dele, por exemplo, a nação de Israel produziu uma grande revolução tecnológica para a época, quando se aprendeu a manipular o ferro, criando ferramentas e outros mecanismos. Além disso, a maneira como Davi protegeu e cuidou do seu povo também foi surpreendente. Como, por exemplo, quando ajuntou as pessoas que estavam desamparadas e amarguradas de espírito. Não podemos esquecer que “quando os justos governam, alegra-se o povo; mas quando o ímpio domina, o povo geme.” (Pv 29.2).
Em segundo lugar, vale acrescentar que o evento com a participação do presidente Jair Bolsonaro também atende a uma orientação do apóstolo Paulo, na Bíblia, e que, se formos pensar, é sensata e lógica. O discípulo de Cristo explica ao seu jovem amigo Timóteo que, como cristãos, devemos orar por todos, especialmente pelas autoridades políticas para que assim todos nós possamos viver em tempos de paz.
Vale destacar que elas simbolizam muito mais do que apenas a si mesmas: toda a nação está representada nos que conduzem as agendas nacionais.
Então, por consequência, seria contraproducente desejarmos que o governo atual fracasse. Porque, afinal de contas, seguindo a lógica do apóstolo Paulo, “estamos todos no mesmo barco”, como diz o ditado popular. É incoerente ingressar em um avião e torcer para que ele caia, não acha? Vale lembrar que, igualmente, a então presidente Dilma Rousseff foi recebida como autoridade no Templo de Salomão, durante sua inauguração, em 2014.
Desse modo, mesmo que a pessoa não concorde com os resultados das eleições, é necessário que deseje o bem da nação. Se a condução do País não for justa, todo o povo sofre – concorde você ou não com quem foi eleito. Além disso, falar mal gratuitamente do governo, insultar uma autoridade, “fazer barulho” só para gerar polêmica ou alimentar o ódio implantado pelo famoso “nós contra eles” não são atitudes que resolverão os problemas do Brasil. Infelizmente, o que mais temos observado nas redes sociais atualmente são os “cabos de guerra” para decidir quem tem razão. Até mesmo assuntos triviais se tornam uma disputa de egos. A internet democratizou o acesso à informação na sociedade, mas também gerou problemas.
Por fim, devemos orar. Oremos para que o governo, em todas as suas esferas, seja justo. Oremos para que até mesmo as pequenas ações do dia a dia sejam honestas e que haja a responsabilidade social entre os representantes. Ore para que o Brasil tenha paz.
O pleno desenvolvimento humano acontece quando deixamos de olhar apenas para nós mesmos e começamos a perceber que não caminhamos sozinhos pela vida. Quando despertamos e compreendemos os valores mais sublimes deste precioso presente Divino, deixamos de lado pensamentos não virtuosos e nutrimos o desejo pelo bem.
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