A busca por aceitação escondia um vazio

Marcada por baixa autoestima desde a infância, Roseane Santos tentou encontrar valor em festas, relacionamentos e na aprovação dos outros

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Sem enxergar valor em si mesma, a coordenadora administrativa Roseane Santos, hoje com 31 anos, conta que foi uma criança marcada pela insegurança e por um profundo complexo de inferioridade. Ela não se considerava bonita nem capaz de ter sucesso nas atividades do dia a dia.

“Esse sentimento era algo natural em mim. Porém, os apelidos e as piadas que eu ouvia sobre a minha etnia e o meu cabelo faziam com que eu me sentisse cada vez mais inferior e incapaz”, recorda.

A ilusão da validação alheia

A sensação de insuficiência a machucava profundamente e alimentava um vazio constante em seu interior. Na tentativa de preenchê-lo e encontrar aceitação, ela passou a consumir bebidas alcoólicas, frequentar baladas e buscar relacionamentos amorosos aos 15 anos.

Nas festas, seu principal objetivo era chamar a atenção dos homens. Em certa ocasião, chegou até a competir com uma amiga para ver quem beijava mais pessoas. “Eu nem sempre queria beber, ir a festas ou me relacionar com os rapazes, mas, para chamar a atenção e ser aceita, eu me submetia a isso. Na ilusão de encontrar felicidade, deixei de ser apenas uma criança tímida para me tornar uma jovem que fazia de tudo por aceitação”, diz.

Os aplausos não eram suficientes

Ainda em busca de pertencimento, ela começou a participar de grupos de dança. As apresentações faziam com que ela se sentisse importante e valorizada, mas a alegria era passageira. “À medida que fui me envolvendo cada vez mais nesse meio, passei a integrar bandas locais e a viajar para cidades vizinhas. No entanto, apesar da rotina de apresentações e da aparente diversão, a sensação de vazio permanecia. Quando o show terminava e restavam apenas os bastidores, toda aquela tristeza voltava”, relembra.

A decepção que aprofundou a dor

Na esperança de encontrar a felicidade, Roseane iniciou um relacionamento no qual depositou toda a sua confiança. Entretanto, a traição do companheiro marcou o momento mais difícil de sua vida, reforçando os sentimentos de rejeição, incapacidade e baixa autoestima que já carregava. “Esse foi o meu fundo do poço. Tentei seguir a vida normalmente, mas as marcas, as lembranças e o sentimento de culpa continuavam me acompanhando e se intensificavam cada vez mais.”

A Palavra revelou seu verdadeiro valor

Cansada de tanto sofrimento, Roseane aceitou um convite para conhecer a Igreja Universal. Ali, viu a oportunidade de buscar aquilo que procurava havia tantos anos: paz e felicidade verdadeira. “A cada reunião que frequentava, eu aprendia mais sobre a Palavra de Deus e percebia a diferença que ela fazia dentro de mim. Passei a entender que eu tinha valor e que esse valor vinha, acima de tudo, do meu Criador”, explica.

Ao compreender que Deus desejava não apenas lhe conceder bênçãos, mas transformar completamente sua vida, Roseane decidiu entregar a Ele seus pensamentos, sentimentos e toda a sua vida. Depois de se batizar nas águas, ela recebeu o Espírito Santo, experiência que descreve como o marco definitivo de sua mudança. “A partir desse momento, o vazio deixou de existir. Descobri o meu verdadeiro valor e encontrei a felicidade que sempre procurei. Hoje estou livre dos complexos, dos medos e do sentimento de incapacidade. Sou verdadeiramente realizada”, conclui.

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Colaborador

Camila Dantas / Foto: Maielly Rodrigues