Rede aleluia
A balança não mente
São Paulo
Centro-Oeste
Distrito Federal
Brasília
Goiás
AnápolisGoiânia
Mato Grosso
Cuiabá
Mato Grosso do Sul
Campo Grande
Nordeste
Alagoas
Maceió
Bahia
Feira de SantanaIlhéusItabunaSalvador
Ceará
Fortaleza
Maranhão
São Luís
Paraíba
João Pessoa
Pernambuco
GaranhunsRecife
Piauí
Teresina
Rio Grande do Norte
Natal
Sergipe
Aracaju
Norte
Acre
Rio Branco
Amapá
Macapá
Amazonas
Manaus
Pará
Belém
Rondônia
Porto Velho
Roraima
Boa Vista
Tocantins
Palmas
Sudeste
Espírito Santo
Vitória
Minas Gerais
Belo HorizonteJuiz de ForaUberlândia
Rio de Janeiro
Angra dos ReisBarra MansaCampos dos GoytacazesMacaéRio de JaneiroVolta RedondaCabo Frio
São Paulo
AraçatubaAraraquaraBauruCampinasCaraguatatubaCatanduvaFrancaJaúJundiaíLimeiraMaríliaPiracicabaPraia GrandePresidente PrudenteRibeirão PretoSantosSão CarlosSão José do Rio PretoSão José dos CamposSão PauloSorocabaTaubatéVotuporanga
Sul
Paraná
CascavelCuritibaFoz do IguaçuLondrinaMaringáPonta Grossa
Rio Grande do Sul
PelotasPorto AlegreRio GrandeSanta Maria
Santa Catarina
BlumenauCriciúmaFlorianópolis

Notícias | 23 de Janeiro de 2022 - 00:05


A balança não mente

A obesidade se tornou um dos mais graves problemas de saúde pública e na pandemia ela se agravou. Saiba mais sobre a doença e como combatê-la

A balança não mente

Os dados sobre obesidade são alarmantes. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), todo ano a obesidade contribui para 4 milhões de mortes no mundo. Cerca de 672 milhões de adultos sofrem com ela e o número de pessoas em idade escolar chega a 338 milhões, estima o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

E, se a realidade já era ruim, a pandemia a piorou. Levando em conta as mortes por Covid-19, 90% foram em países com altos níveis de obesidade, segundo a Federação Mundial da Obesidade. O novo coronavírus colocou pessoas com obesidade na lista de risco e o isolamento social potencializou ainda mais o ganho de peso. Pesquisa do Instituto Ipsos mostra que o aumento de peso médio global neste período foi de 6,1 quilos, mas mais de 52% dos brasileiros engordaram 6,5 quilos, em média. Isso porque aumentou o consumo de comida como forma de consolo emocional em um mundo de incertezas e, com academias e parques fechados por muito tempo, o sedentarismo se acentuou.

Obesidade e estilo de vida
A endocrinologista Maria Cecília Fittipaldi explica que a mudança dos hábitos de vida associada ao “ambiente obesogênico” das últimas décadas (proporcionado pelo aumento da disponibilidade e facilidade de acesso a alimentos hipercalóricos, industrializados e mais baratos) aumentou a prevalência da obesidade. Há quem culpe fatores genéticos, mas, mesmo em pessoas predispostas geneticamente, maus hábitos precipitam o desenvolvimento da doença. Logo, a genética não é a única “culpada” e pode, em alguns casos, funcionar como “autossabotagem”. Um estudo publicado pela revista Health Education & Behavior, especializada em saúde e comportamento, constatou que quem culpa o fator genético descuida mais da saúde do que quem se preocupa em controlar o peso, mesmo sabendo da influência do DNA.

Há ainda uma linha tênue entre aceitar o próprio corpo, cuidando dele, e a obesidade. Não existe obesidade saudável, nem mesmo quando a pessoa ainda não desenvolveu problemas metabólicos. Maria Cecilia diz que, “pelo fato de a obesidade ser uma doença inflamatória, esses pacientes ainda têm risco significativamente aumentado de desenvolver doenças e complicações decorrentes delas em comparação com indivíduos magros metabolicamente saudáveis”. Saiba mais na arte ao lado.


A balança não mente
  • Núbia Onara / Arte: Eder Santos 


reportar erro