30% dos cristãos estadunidenses confiam em conselhos espirituais de IA

Segundo pesquisa, muitos cristãos já veem conselhos da inteligência artificial como tão confiáveis quanto os de líderes espirituais

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A inteligência artificial (IA) foi criada para servir como suporte para os humanos. No entanto, o que se observa atualmente é um cenário bem diferente. Uma pesquisa do Barna Group revelou que 30% dos cristãos praticantes dos Estados Unidos acreditam parcial ou totalmente que o conselho espiritual oferecido pela IA é “tão confiável quanto o de um pastor”. Além disso, entre os integrantes da Geração Z e os millennials, os números sobem para 39% e 40%. 

O levantamento foi realizado em novembro de 2025 com 1.514 adultos americanos. De acordo com os dados, os cristãos praticantes demonstram maior probabilidade de concordar com essa ideia quando comparados aos cristãos não praticantes e aos não-cristãos. 

Ainda segundo o relatório, a IA já está “influenciando os hábitos espirituais do dia a dia”. Quatro em cada dez cristãos afirmam que a tecnologia tem auxiliado na oração, no estudo bíblico e no crescimento espiritual. 

Outra pesquisa, com 442 pastores protestantes, indicou que 41% deles utilizam IA para preparar pregações nos EUA. 

Os riscos de confiar em algoritmos  

Entretanto, confiar decisões importantes em sistemas de inteligência artificial pode representar um risco. Um exemplo disso é o caso do jovem americano Adam Raine, de 16 anos, que cometeu suicídio após manter uma espécie de relacionamento de amizade e confidência com o ChatGPT. Segundo seus familiares, ele compartilhava com a ferramenta sua rotina, enviava imagens se automutilando e registrava seus planos de tirar a própria vida.  

Diante da situação, os pais do adolescente abriram uma ação judicial contra a OpenAI por homicídio culposo — quando não há intenção de matar, mas há negligência e imprudência. Conforme o casal, a inteligência artificial teria validado as “ideias mais nocivas e autodestrutivas” do jovem.  

A importância de ouvir e seguir a voz de Deus  

Nesse contexto, a falta de sensibilidade para ouvir a voz de Deus tem levado muitas pessoas a buscarem refúgio em conselhos de amigos, familiares e até mesmo em robôs na internet. Sobre isso, o Bispo Edir Macedo ressalta, em sua meditação matinal:  

“Deus quer ouvir a nossa voz. Porque quando você fala com Deus diretamente, Ele ouve. Não importa se você merece ou não, e nem sua situação espiritual. O que importa é o seguinte: quando você fala com Deus, sinceramente, Ele responde.”  

Contudo, ele complementa que as inconstâncias das emoções não devem se tornar uma voz dominante na vida das pessoas. Segundo ele, muitas dores emocionais surgem porque a alma está doente, seja por depressão, ansiedade, problemas familiares, sentimentais ou outras situações. 

Por fim, o bispo conclui:  

“Deus está sempre pronto para atender ao clamor dos que O invocam. Mas quem vai decidir seguir esse caminho ou não é cada um de nós. Deus nos dá o livre-arbítrio para decidirmos o que queremos. Ele coloca a Palavra dEle e as promessas dEle sobre a mesa. Ao mesmo tempo, o mundo e o mal também colocam as suas ofertas. Saiba escolher.” 

Assista à meditação completa: 

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Colaborador

Sabrina Rodrigues / Foto: iStock