Jornalista renomado é demitido por assédio sexual

Por Andre Batista / Imagem: Reprodução Instagram @charlierose

Charlie Rose tem 75 anos de idade e 45 anos de carreira. Formado em uma das Universidades mais prestigiadas dos Estados Unidos, a Universidade de Duke (Carolina do Norte), o jornalista se destacou como um dos principais nomes da profissão no mundo e passou a ser admirado por milhões de pessoas. Isso até o dia 21 de novembro de 2017, quando ele foi demitido por assédio sexual.

Rose foi acusado por oito mulheres, que trabalharam com ele em diferentes anos, de as ter assediado. Para denunciarem o jornalista, elas utilizaram o prestigiado jornal The Washington Post. De acordo com a reportagem, o jornalista costumava apalpar as pernas de suas companheiras de trabalho, fazer ligações obscenas e, até mesmo, aparecer nu diante delas durante viagens de trabalho.

“Essas alegações são extremamente perturbadoras e nós as levamos muito a sério”, declarou a CBS News, onde Rose mantinha dois programas de televisão. A rede imediatamente desligou o jornalista de seu quadro profissional e parou de transmitir seus programas, assim como as outras duas redes de televisão que os retransmitiam: PBS e Bloomberg.

Um entre muitos

O caso de Charlie Rose é um dos muitos que têm sido revelados nos Estados Unidos. Infelizmente, porém, esse tipo de situação acontece em todos os lugares do mundo. Homens abusam de sua colocação profissional para assediarem mulheres que, muitas vezes por medo ou vergonha, deixam de denunciar.

Embora Rose não tenha sido levado à Justiça ainda, ele mesmo confessou o caso ao dizer que atitudes tomadas no passado têm se tornado problemas atualmente. Ele pediu desculpas e declarou:

“Estou muito envergonhado. Comportei-me de maneira insensível, às vezes, e aceito a responsabilidade por isso, embora não acredite que todas essas alegações sejam precisas. ”

Conforme explica a escritora Cristiane Cardoso, autora do livro “A Mulher V”, “o abuso sexual, mental, emocional, físico, enfim… Todo tipo de abuso é intolerável”. Quando algo assim acontecer, o silêncio deve ser quebrado e o agressor denunciado imediatamente.

“O segredo é reagir, é não segurar tudo que lhe é jogado na cara; pelo contrário, tem que se levantar e guerrear de uma maneira construtiva”, orienta Cristiane. “Toda vez que me sinto atacada pelo mal, eu redobro as forças na minha luta contra ele. E vai ser assim enquanto ele vier contra mim. É uma atitude que não me deixa cair no estado de vítima, mas, sim, de guerreira – isso me faz bem. Porque mesmo que o problema esteja bem na minha cara, ele não me faz chorar, pelo contrário, eu reajo de uma forma construtiva para acabar com ele”.

Não deixe que atitudes como a de Charlie Rose fiquem impunes. Se você está sofrendo assédio dentro ou fora de seu local de trabalho e não sabe como agir, procure o Projeto Raabe, que há anos atende e orienta mulheres que necessitam de apoio.

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