A cirurgia que não precisou ser realizada

Por Janaina Medeiros/ Foto: Marcelo Alves

Em janeiro de 2017, a diarista Paola Raquel Lima Viana, de 25 anos, começou a sentir fortes cólicas abdominais que a impediram de trabalhar e até mesmo de realizar atividades simples do dia a dia.

Sem aguentar as dores, ela não hesitou em procurar uma ginecologista que lhe solicitou, imediatamente, uma ultrassonografia, a fim de detectar a causa do problema.

Assim que fez o exame, Paola recebeu o diagnóstico de que as dores eram causadas por quatro cistos hemorrágicos no ovário direito e dois endometriomas no ovário esquerdo. “Os do lado direito tinham apenas líquido, portanto, não trariam problema futuro. Mas os do lado esquerdo eram palpáveis, já correspondentes a dois tumores benignos”, descreve.

Diferentemente dos cistos comuns, os endometriomas contêm sangue e causam sintomas mais evidentes, como as cólicas fortes que Paola sentia. Apesar disso, não foram considerados um grave problema no diagnóstico inicial. “O primeiro ginecologista com quem me consultei disse que era um problema de desequilíbrio nos hormônios. Então, me passou um regulador hormonal e pediu para que eu retornasse dois meses depois do uso.”

Após o tempo recomendado, Paola visitou um segundo especialista para receber uma nova avaliação. Fez outros exames e recebeu uma ingrata surpresa: os cistos tinham ficado mais volumosos. “Na hora, a médica me pediu exames de sangue e já solicitou a cirurgia para removê-los, por causa do tamanho deles.”

Com o passar dos dias, as dores nos ovários ficavam cada vez mais intensas. “Meus ovários estavam enormes e eu não conseguia nem mais andar de tanta dor. Precisei parar de trabalhar, pois não conseguia fazer nenhum tipo de esforço físico. Até tomar banho sentada eu tomava”, relata.

Além das dores, Paola passou a se sentir deprimida com a situação. Sem trabalho e sem poder seguir sua rotina normalmente, ficava triste por não ter perspectiva de cura. Ao contrário, o problema ficava mais grave. “A segunda médica me prescreveu um medicamento para eu não menstruar e o quadro não se agravar ainda mais. Porém comecei a inchar e, em seis meses, já estava com nove quilos a mais”, conta.

A cirurgia era a única saída para a retirada dos tumores, mas o funcionamento de seus ovários poderia ser afetado. “Só saberíamos se iriam conseguir salvar os ovários durante o procedimento”, afirma.

Feliz surpresa

Paola não aceitava aqueles tumores. Indignada, passou a recorrer a Deus para que Ele pudesse lhe curar antes mesmo da cirurgia.

Ela havia frequentado a Universal por alguns anos. Mas, havia algum tempo, não ia mais às reuniões.

Em novembro do ano passado, diante da situação, ela começou a acompanhar a mãe nas reuniões de cura, às terças-feiras; e aos domingos, para expressar sua fé em prol da reabilitação de sua saúde.

Um dos propósitos que fazia era o do Tratamento da Água, que consistia em beber a água consagrada nas reuniões. “Parei de questionar a Deus, como fazia antes, e disse para Ele que, se fosse da Sua vontade, que Ele me curasse. Usei toda a minha fé nas campanhas, sem dúvidas de que ele faria o melhor para mim.”

A cada voto que fazia com Deus, Paola determinava que não terminaria o ano de 2017 sem receber uma resposta dEle em relação à sua saúde.

Até que em janeiro deste ano a jovem refez a ultrassonografia e recebeu um novo resultado: tanto os cistos do ovário direito quanto os endometriomas do esquerdo haviam desaparecido, o que causou espanto a todos. “Nem a médica acreditou, pois meu caso não tinha chance de ser revertido nem com medicamentos.”

O milagre pôde ser visto na vida de Paola. “Hoje eu trabalho novamente, não sinto mais nenhum tipo de dor e estou mais saudável do que antes de ter tido a doença”, confirma.

O que diz a especialista

A ginecologista Evelyn Cerqueira Gonçalves explica que o endometrioma é um tipo de cisto no ovário composto por sangue escuro envelhecido e tecido endometrial. “Geralmente, ele some depois da menstruação, quando existe uma queda nos níveis hormonais. Porém há casos em que isso não acontece e o cisto continua crescendo.”

A origem do endometrioma ainda é incerta. “Pode surgir por um foco de endometriose (crescimento de tecido do endométrio, que acaba se alojando fora da cavidade uterina) ou pelo acúmulo de sangue menstrual, que acaba penetrando nos ovários”, sugere.

Os sintomas mais comuns são dor pélvica, cólicas menstruais intensas, sangramento anormal, menstruação dolorosa, corrimento vaginal escuro, desconforto ao urinar ou defecar, dor durante o ato sexual e infertilidade.

O tratamento pode ser feito com pílulas anticoncepcionais que impedem a menstruação ou cirurgia, dependendo da gravidade.

Reunião da Saúde restaurada

Direcionada a quem sofre com uma doença, dores ou problemas de saúde persistentes. Todas as terças-feiras, no Templo de Salomão ou em uma Universal mais próxima de você. Para saber os horários, acesse aqui

* A Universal ensina a prática da fé espiritual associada ao tratamento médico recomendado a cada paciente

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