Não seja um “garganta”


Por Marcelo Rangel / Foto: Gettyimage

Ser corajoso faz parte das características de um homem de verdade – e, antes que alguém reclame, a coragem não é exclusividade masculina, mas ela é imprescindível à virilidade desse gênero. Apesar de muitos homens se dizerem maiorais nas lutas diárias e falarem que enfrentam qualquer circunstância, na hora do “vamos ver” eles fogem da situação com o “rabo entre as pernas”.

Isso, no jargão popular, é ser “garganta”. E fazer propaganda de algo que não é verdadeiro sobre si mesmo não é apenas característica de um covarde, mas também de alguém mentiroso e hipócrita – três características ruins juntas que nitidamente não agradam a Deus.

A covardia não se relaciona só a grandes conflitos. Ela também pode estar presente nas atitudes do dia a dia. Existe aquele sujeito que diz que quebra tudo e todos, que conta seus “causos” ou esbraveja contra alguém que nem está presente, mas, se tiver mesmo que enfrentar a situação ou a pessoa de que fala, não sabe como começar ou termina fugindo dela.

Outro tipo de covardia é transmitir uma falsa ideia de compromisso a uma mulher. O sujeito finge que é um romântico de carteirinha, talhado para ser pai e chefe de família, quando, na verdade, só quer conversar com a moça para abrir sua guarda para uma intimidade futura. Sim, neste caso, cafajeste também é outro nome para designar o covarde.

Há também o homem que parece ser um líder nato, mas se esconde, protegido, atrás dos feitos daqueles que realmente agem. Depois, ele faz questão de receber os louros da vitória como o grande autor de uma façanha, que foi “ajudado” por uma equipe e agradece a ela publicamente como um afago, quando, na verdade, o que ele realmente afaga é o próprio ego. Isso se aplica a todas as áreas, mas é bem comum na profissional.

Um pequeno versículo bíblico é uma grande advertência contra o mal descrito acima: “Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo. Mas prove cada um a sua própria obra, e terá glória só em si mesmo, e não noutro” (Gálatas 6.3,4). Ou seja, quem é homem mostra sendo que é e não falando. Mas, caso fale, é de bom tom que cumpra. A incoerência entre o que se diz e o que se faz é a melhor forma de identificar um covarde. Como tudo na vida, Deus deu ao homem a capacidade de aprender. E aprender é questão de hábito, de exercício constante. Dessa forma, quem não nasceu corajoso pode se tornar. Aquele que busca a Deus em Sua Palavra sabe onde encontrar a coragem. Davi, por exemplo, foi um destemido guerreiro, consciente de que o medo podia bater à sua porta, mas ele sabia onde “recarregar as baterias”, como está descrito em Salmos, capítulo 55.

Como já foi dito, vivemos uma época em que parecer ser alguém já basta, enquanto ser, de fato, não parece mais necessário – como se vê pelos inúmeros perfis mentirosos nas redes sociais. Definitivamente, se quisermos fazer a diferença como homens de Deus, não podemos ser “gargantas”. Um homem de fato, sujeito a Deus, mesmo quando não se acha capacitado, sabe como encontrar coragem e força com Ele para tudo na vida.

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